domingo, 25 de setembro de 2011

O incrível bolo cru e queimado ao mesmo tempo

Começou que eu tava com faniquito pra fazer alguma coisa na cozinha. E tinha que ser com chocolate. Frustrando os meus planos, só tinha Nescau em casa, nada de chocolate dos Dois Frades (é, faço propaganda gratuita =P). Decidi fazer um bolo de chocolate com uma receita bem simples do caderno de mami.

Fiz tudo certinho, juro! Tá... a manteiga não estava em temperatura ambiente, confesso. E usei uma forma nova, de teflon. Será que foi isso, gente? Me dêem uma luz, please!

Fato é que foi muito estranho. Em 30 minutos de forno, senti um cheirinho de queimado, corri pra ver se tinha derramado e nada, abri o forno pra fazer o teste do palito e a massa estava completamente molenga. Segui em frente, vai ver o cheiro é na casa da vizinha, vou deixar mais tempo... e o cheiro de queimado só aumentando, até que eu desliguei o fogo já completamente frustrada, porque estava cru! E queimado!!! Pode isso, Bial?!


Tirei a foto, porque eu não tenho vergonha na cara mesmo, e fiquei achando graça de mais uma desgraça. Mas achei que né... quando partir vai estar legal, é só tirar o queimadinho com a faca e beleza, mais uma vez feinho, mas gostoso. Rá! Quem disse que saia da forma?! Gente, tem encosto nisso, só pode! Quando saiu, juro, tava da pura cor do carvão mais preto dos carvões! Frustrante... Vontade de tacar direto no lixo! Mas eu fico achando graça...

Lembra da minha primeira receita por aqui? Era um bolo de chocolate, do caderno de mami, que não saiu da forma por nada desse mundo, mas que PELO MENOS ficou comestível! Agora eu tô acreditando que existe a Maldição do Bolo de Chocolate, e tenho medo dela.

domingo, 18 de setembro de 2011

Olha por céu, meu amor! – A Nuvem


Quem nunca teve vontade de experimentar um teco de uma nuvem bem fofinha, branquinha e com formato de... de... nuvem, que atire o primeiro algodão doce!

Eu sempre tive! Adoro ficar olhando as nuvens e passaria horas fazendo isso, não tivesse que passar estas horas com os pés bem firmes no chão olhando para coisas bem mais palpáveis que elas – tipo a tela do computador. Tsc...

E nuvem tem gosto de quê, afinal? Gelo, algodão doce? Todos esses gostos já tinham passado na minha cabeça, mas nunca tinha pensado que a fofa poderia ser salgada! Daí minha surpresa e curiosidade quando vi lá no Dedo de Moça essa receita chamada de Nuvem de Ovo. E era tão simples que imprimi mais um papelzinho pra minha caixinha.

Nuvem de Ovo (receita do Dedo de Moça, bem explicadinha AQUI)

Ingredientes:
1 ovo (clara e gema separados)
Sal a gosto
¼ xícara de queijo ralado grosso (usei queijo prato)
Pimenta a gosto

A parte mais difícil é separar a clara da gema, sem estourar a coitada e eu consegui! Acho que pela primeira vez na história!

Aí bati as claras em neve, incorporei o queijo ralado nelas, passei óleo na forma e cobri com papel manteiga. Delicadamente coloquei a nuvem, digo, as claras + queijo na forma, fiz um furinho e com muito cuidado coloquei a gema nele.

Fiz a tal duas vezes pra conseguir uma foto decente. Primeiro fiz usando o grill e depois usando só o forno por uns 12 minutos (porque queria a gema durinha) e nas duas vezes a danada ficou grudadinha para sempre no papel =/ Perdeu um pouco o charme, mas né, valeu a experiência.



Fica bem bonitinho! Depois que saiu do forno, murchou um tiquinho, mas ainda ficou “nuvem”. O gosto é de ovo com queijo né, nada de extraordinário... mas se for pra escolher, fico com o algodão, porque a doçura tem muito mais cara de nuvem. =)


terça-feira, 6 de setembro de 2011

Onde moram as receitas?


Sabe, quando começamos o blog, as receitas que eu “tinha” eram as do Maravilhoso Caderno de Receitas de Mami, e era nele que eu buscava meus primeiros desafios na beira do fogão.

Mas eu fui navegando nesse mundão da internet, pesquisando e descobrindo blogs ótimos com receitinhas que me pareciam bem possíveis para a minha pouca experiência. E daí fui anotando em papeizinhos, imprimindo em folhas de rascunho (é, uso o verso do papel que não serve mais =P)... e fui juntando todos numa caixinha bonitinha dessas de presente tamanho DVD, sabe? Tudo junto e organizado.

Mas aí a caixa não cresceu junto com a quantidade de papel e a coitada tá que quase não fecha. Agora brotam papeizinhos de receita por toda a casa. E dentro da minha bolsa. Se alguém revirar minha bolsa terá certeza que eu super sou cozinheira porque com certeza vai achar se não uma, várias receitas – que muito provavelmente nunca fiz, mas estão lá, firmes e fortes, aguardando o dia que serão promovidas à cozinha.

Como vergonha na cara tá aí pra gente ter, to aqui tentando criar coragem para organizar isso... Se eu for copiar tudo que eu já anotei num tradicional caderninho de receitas, precisarei de um de 10 matérias! O blog já funciona como um caderno virtual e altas vezes tive que recorrer a ele – porque não achei o maledito papel que a receita tava anotada – mas não vou carregar o computador pra cozinha e enfarinhá-lo todo, não é?! No meu destrambelhamento é capaz do coitado ir parar no forno!

E vocês, têm um caderninho, um tuia de papel, um arquivo no computador, uma memória boa?


Aqui as receitinhas moram abraçadinhas, quentinhas e não muito confortáveis

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sunomono de Kani - Demorou mas chegou!

Sabe quando você pensa em uma coisa e consegue melhor que a encomenda? Pronto, foi o que aconteceu com essa receita. E duas vezes. A primeira: muita gente que fala com a gente sobre o blog pede saladas e receitas menos calóricas, então decidi fazer uma salada (e, melhor ainda, japonesa), o famoooso sunomono. A segunda: iria fazer um sunomono simples (só com pimentão japonês), pois estava certo que não iria encontrar kani kama no supermercado. Será que deu certo?

OS INGREDIENTES

Está vendo aquele pepino normal que v
ocê tem na geladeira? Guarde para outra receita. Sabe aquele vinagre de álcool que você tempera as carnes? Não serve. E o gergelim? É bom que seja torrado. Ou seja, para que você faça um sunomono decente é preciso ter os ingredientes certos.

Eu sei que várias vezes eu f
alei aqui que é para improvisar e tal, mas as vezes vale a pena vencer a preguiça no domingo à tarde e sair para gastar dinheiro pensando numa receita. Onde eu quero chegar: gergelim torrado (R$ 11,00), vinagre de arroz (R$ 5,60), pepino japonês (R$ 3,20) e Kani Kama (R$ 4,70) faz da brincadeirinha de cozinheiro (R$ 24,50) algo relativamente muito menos econômico do que ir ali num restaurante japonês.

A RECEITA

Fiz a primeira receita que encontrei no Google, no site
PtitChef. Depois fui procurar outras e encontrei diferentes medidas – principalmente do vinagre. Vamos à receita:

Ingredientes:

250 ml de água
150 ml de vinagre de arroz ou maçã
2 e 1/2 colher de sopa de açúcar refinado
1/2 colher de chá de sal
3 colheres de chá de óleo de gergelim
4 colheres de chá de gergelim preto tostado
1 pepino comum grande ou 2 pepinos japoneses
4 tabletes de kani


Corte o pepino em rodelas bem finas, usei um mandarim (aqueles fatiadores com uma lâmina). Reserve.

Corte o kani em pedaços pequenos ou desfie (prefiro em pedaços). Reserve.

Coloque em um refratário a água, o vinagre, o açúcar, o sal e o óleo, mexa bem, acrescente o pepino e leve a geladeira por 1 hora ou por 30 minutos no congelador. Aliás, podendo deixar mais tempo, melhor, pois o sabor se intensifica.

Como sempre, dá trabalho fatiar os legumes. Não tenho prática nem (no momento) faca amolada, mas até que foi rápido. Nara me ajudou.


O Kani demora a descongelar, então vale a pena pensar na receita com uma certa antecedência.



O RESULTADO
O prato ficou muito colorido e apetitoso. A receita rede duas porções. Infelizmente não encontrei o óleo de gergelim e fiz sem ele
mesmo. Não sei se por isso ou por ter deixado o pepino por muito tempo no vinagre, a salada ficou com um gosto um pouco forte.


Para quem gosta está ótimo, mas acredito que – como não usei o óleo de gergelim para equilibrar – um pouco menos de vinagre ficaria melhor. A verdade é que quase agora toda noite eu chego em casa querendo comer sunomono.

sábado, 6 de agosto de 2011

Seguindo o cheiro – Bolo de maçã com canela

Numa segunda-feira dessas já acordei ouvindo a ladainha “as maçãs vão estragar, eu compro e vocês não comem blábláblá”. Toda mãe canta isso? Ou é só na minha casa? Será que é só na minha casa que ninguém lembra que as maçãs existem? Nada contra, até gosto das bichinhas, mas só me lembro que existem dentro da minha cozinha 1. se as vi chegarem 2. se estão super a mostra ou 3. se a ladainha já começou.

E quando a ladainha começa, a minha cabecinha associa logo que elas estão murchas ou muito passadas, tadinhas. E então o fim delas é sempre muito triste.

Mas nessa segunda feira incomum lembrei que já tinha visto algumas receitas com maçãs nessas minhas andanças virtuais e acabei reencontrando uma receita de bolo no
Projeto 801 com uma cara ótima e uma promessa de que a casa ficaria com um cheirinho incrível de canela enquanto estivesse assando.


Ingredientes:
4 maçãs
3 ovos
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 copo americano de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó
Para polvilhar: 2 colheres de sopa de açúcar e 1 de canela em pó.

Modo de fazer:
O primeiro passo é descascar todas as maçãs. Depois, corta 3 delas em cubinhos. A quarta, é só cortar em 4 partes. No liquidificador, a gente bate os ovos, a maçã cortada em pedaços maiores, o açúcar e o óleo. Em uma tigela, misturamos a massa batida no liquidificador com a farinha de trigo, os cubinhos de maçã cortados e, então, o fermento. Daí, colocamos em um tabuleiro/forma retangular (30 cm) untado e polvilhado com farinha de trigo. Polvilhamos toda a superfície da massa crua com a mistura de açúcar e canela. Feito isso, só levar para o forno pré-aquecido, por uns 30 – 40 minutos, dependendo do forno. Para saber a hora certa de tirar, faz o velho teste do palito: espeta o bolo, se o palito sair limpo, tá pronto.

A receita é bem simples e foi super tranqüila de fazer, sem nenhum acontecimento extraordinário. Até a hora de colocar no forno. É, porque digamos que a forma não ficou totalmente proporcional à quantidade de massa e aquele super cheirinho de canela que inundaria a casa inteira, chegaria no nariz da vizinha e me deixaria orgulhosa, foi substituído por um cheirinho de queimado bem inconveniente. Pois é, derramou. Cagou o forno todo. Não fosse Mami tão tímida, eu teria tirado uma foto da cara dela diante deste fato lastimável... cômico, não fosse trágico. Eu podia dizer que a minha colher de sopa de fermento foi um tanto gorda, mas tá na cara que a culpa é da forma. A culpa é todinha da forma.

O bolo derramar no forno é aquela coisa: não pode abrir pro coitado não murchar e a desgraça ser maior, daí é agüentar o cheiro chato e as perguntinhas “tem alguma coisa queimando?”. Paciência. Respira fundo e assuma a própria demência. E aí então você reza. Reza pra, apesar de tudo, prestar.

 
Sabe esse biscoito aqui de maçã com canela? Pronto, o bolo tem esse gostinho, só que os pedacinhos de maçã deixam um molhadinho super leve e a canela com açúcar em cima fica uma delícia. Aqui em casa ninguém nunca tinha comido bolo de maçã e adoramos. Já foi pra minha listinha de Top Bolos!

Feito o doce sustentável de banana deu uma sobrevida às bananinhas passadas, acho que agora as maçãs não vão mais morrer indigentes.


PS: eu podia ter tirado foto da coisa toda derramada, feito fiz com o bolo de caneca, mas dessa vez a minha dignidade falou mais alto.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

O chocolate quente lá de casa

Esfriou. Tá bom, aqui em Recife não esfriou tanto, mas calooor também não tá, né? E não que eu precise de frio pra tomar chocolate quente (porque aqui chocolate vai bem a qualquer hora), mas no friozinho, pra aquecer o coração, é bom, concorda?! Afinal, nem só de café vive o homem!

Vocês sabem que antes desse blog minha experiência na cozinha era tipo... nula. Mas ó, deixa eu te dizer, eu tinha minhas receitinhas de sobrevivência! Nos meus tempos de estudante (falou a idosa!), uma coisa que eu sabia fazer, e as pessoas aproveitavam-se da minha boa vontade, era o chocolate quente. Aprendi com mami, claro!

Copa do mundo de 2002 lá no Japão. Jogos de madrugada. Meio do ano, aquele friozinho bom... qual o melhor acompanhamento senão um chocolate quente? Então era assim, Galvão dava um intervalozinho pros nossos ouvidos e lá estava eu na cozinha de vóvis com uma panela de chocolate quente para no mínimo 4 pessoas, aquecendo a barriga na beira do fogão. E olhe que deu sorte!

Eu bem sei que devem ter milhões de outras maneiras de se fazer e que o meu não fica igual ao dos cafés requintados da cidade, mas mata aquela vontade de chocolate e aquece a alma muito bem. E o melhor é que a “receita” é individual. Ou seja, em 10 minutinhos você tem uma porção de gordice só pra você!

Eu faço assim: começo escolhendo a caneca mais bonita da casa (porque é pra mim e pra mim tem que ser bonito, vocês sabem...). Coloco na panela uma caneca de leite, mais ou menos duas colhes de achocolatado (vulgo, Nescau) uma pontinha da colher de açúcar – isso deve ser uma colher de chá (mas pra quê sujar outra colher?! Haha) e uma colher de sopa rasa de amido de milho (a boa e velha, Maizena). Vou mexendo até engrossar um pouquinho e tiro quando começa a ferver. 

O lance é: se não engrossar nada é porque a maisena foi pouca e para adicionar mais é preciso diluir em um pouco de leite pra não empelotar (se empelotar vai ficar uma droga – falo por experiência própria). E se colocar demais pode acabar virando cremogema de chocolate!

O chocolate quente daqui a gente faz assim, e aí, como vocês fazem?

domingo, 24 de julho de 2011

Sequilhos - O retorno

Na última sexta-feira eu cheguei em casa afim de fazer alguma receita e, finalmente, voltar a postar aqui no blog. Perguntei a Nara se ela tinha alguma sugestão e ela me indicou duas receitas do blog Quitandoca, que, por sinal, achei bem legais. Eu tinha pouco tempo e muita pressa, optei então pela receita mais simples e que sempre gostei muuuito: sequilhos!

A
receita é muito simples, bem mais do que eu imaginava até, e ela explicou super bem. Porém, eu não obedeci à dica “Se você perceber que está muito seco, adicione aos poucos (bem aos poucos mesmo) água”, e coloquei uma quantidade feiosa e de uma vez só. Resultado: a massa ficou parecendo uma papa e ficou impossível fazer as bolinhas, nasceram os "molhadilhos". Se eu tivesse seguido passo a passo, tenho certeza que daria certo.

Para deixar a massa com cara de bolinhos, peguei duas colheres e forcei a situação. Até que minha estratégia deu certo. Pedi ajuda a minha mãe também, porque o tempo passava e eu sofria para desgrudar os molhadilhos da colher. Conseguimos encher a bandeja e colocamos a primeira fornada.

Huston, temos um problema (minha singela homenagem aos ônibus espaciais norte americanos). A massa cresceu e – como eu havia colocado tudo muito próximo e com muita água – os molhadilhos viraram uma grande bolacha. Reconheci meu erro e desisti da receita. Estava atrasado para encontrar o pessoal da faculdade de Jornalismo no Mercado da Madalena, tinha que ir embora. Antes, porém joguei um punhado cheião de farinha de trigo na massa que havia sobrado, para dar uma maior consistência, como havia sugerido minha mãe.


Pronto, passei a responsabilidade toda para minha genitora: tirar a primeira fornada e fazer a segunda. Fui embora comer fava com carne de sol e queijo no Mercado.


Ficaram feinhos, mas o gosto estava bom


SURPRESA
Quando voltei do Mercado, os molhadilhos haviam virado sequilhos. eles estavam lá, sequinhos. Minha mãe disse logo que haviam prestado, que não estavam muito bonitos, mas estavam bons. De fato, eu gostei demais! Todo mundo que provou, aprovou e eu não perdi a receita.

Ah, o principal, aprendi algumas lições básicas com essa receita:
1-Obedeça as orientações das receitas, elas são fundamentais nos resultados;
2-Não faça uma receita se não tiver o tempo necessário para ela;
3-Não abandone a receita antes de provar o resultado;
4-Se tiver aprendendo a cozinhar, não passe muito tempo sem fazer nada, pois você acaba esquecendo as lições que você já ouviu duzentas vezes.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cupcake de encher o bucho

Me lembro que em 2008 quando fazia assessoria de imprensa para o lançamento de um restaurante descoladinho, a grande novidade do cardápio seriam os tais cupcakes, que eram uns bolinhos que alguém do seriado Sex and the City gostava – e essa era a única informação que nós tínhamos. E eu nem assistia Sex and the City! O que nós ligamos para amigas que talvez assistissem a série pra tentar descobrir o que era exatamente... O Google não foi muito esclarecedor nesse dia.

Depois eles explodiram e agora a busca pela palavra “cupcake” no São Google te dá aproximadamente 75.100.000 resultados (e crescendo). Acontece que aqui na nossa vida real eles não foram nem um pouco comuns nesse tempo. Posso contar com apenas dois dedos os que comi durante essa “overdose virtual”.

Pros que não o conhecem por este nome, ele nada mais é que um bolinho assado numa forminha de papel que pode ser enfeitado como bem quiser – e personalizado, o que é mais legal. A melhor descrição de cupcake que vi até hoje é de que ele é um “bolinho bacia metido a besta”! E é bem isso mesmo! Mas ele ser gostoso e BONITO pra mim é ótimo! Eu gosto de comida que enche os olhos – e o bucho.

Há bastante tempo tenho vontade de tentar uma receita deles, mas o problema sempre estava nos acessórios, porque eu não ia assar os tais em forma de empada e fazer uma melequeira sem fim no forno para no final ter microbolinhos em forminhas de papel queimado, certo?

E olhe que as forminhas certas não são fáceis de encontrar... pelo menos não foram para mim. Encontrei lá no “centrão” numa loja chamada Irmãos Haluli, maomeno perto do Mercado de São José, numa daquelas ruas que eu e minha capacidade de orientação somos incapazes de dizer qual é (juro que não sei voltar).

Forminhas de papel específicas para cupcake e forminhas de alumínio tamanho 10

Empolgada, comprei as coisas de manhã e passei a tarde pesquisando a melhor receita, até que encontrei essa “Anatomia de um bolinho – um passo a passo de como fazer Cupcakes”, no The Cookie Shop, ótimo pra quem quer fazer pela primeira vez, ou só pra olhar mesmo, já que tem fotos ótimas.


Bolinho de baunilha (receita do The Cookie Shop):
  • 1 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 100g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 3/4 de xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 2 ovos
  • 3/4 xícara de leite
Modo de fazer: Numa tigela, peneire a farinha, fermento e sal. Reserve. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficar claro e fofo. Junte a baunilha e os ovos, um de cada vez, batendo bem após cada adição. Em velocidade baixa, junte a farinha em três adições, intercalando com o leite (termine com a farinha) e misture até ficar homogêneo. Não bata demais.

Eles cresceram lindos e o meu orgulho já estava tão redondinho quanto eles, entretanto, contudo, porém... No post, ela diz que não precisa deixar assar demais, quando passar no teste do palito, já pode tirar. E foi o que fiz. Ansiosos, provamos um ainda morno e constatamos que assaria mais...
Segurei o meu desânimo e fui fazer a cobertura. Não fiz recheio (oi, preguiça!).

Resolvi fazer a cobertura com Ganache (= barra de chocolate derretida com meia caixinha de creme de leite) porque tinha visto uma reportagem em que a moça fazia assim e era tão simples... e ficavam tão lindos... Mas né, não ficaram como eu queria... a tal ganache ficou muito mole e todo o meu esforço com o saco de confeitar não adiantou muita coisa, já que a cobertura ficou assim, com essa aparência de... nada. E também não rendeu muito, alguns bolinhos ficaram a ver navios.

Olha ali atrás o pobrezinho que ficou sem chocolate...

Apesar de não terem ficado lindos e maravilhosos como os meus olhinhos gostariam de ver, ficaram muito bons e encheram meu buchinho com muita desenvoltura! Sim, assariam um pouquinho mais, mas depois de frio é coisa que nem se nota, sabe? (lembrete mental: esperar ficarem bronzeadinhos de leve, da cor do verão, cheios de saúde – mas não tanto pra não ficarem ressecados).

Agora estou à procura da cobertura perfeita: aquela que é fácil, barata, que tem todos os ingredientes em casa, e que fique linda e maravilhosa. Quero nada né?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um Ás de trunfo – Brownie

A minha família tem um jogo de baralho tipo tradição, passando de geração pra geração e tudo mais. Nunca conheci alguém, que não fosse da família, que soubesse jogar – ou que se animasse a aprender. Minha mãe já tentou ensinar pro meu pai, mas ele não gosta. Já tentei passar pra Hugo, mas ele também não se apegou (ainda!)... Enfim, o certo é que quando tivermos um tempo livre e as mulheres da família estiverem animadas, vão rolar algumas partidinhas de SUECA.

Jogado em duplas que se comunicam através de sinais – piscadinha de olho, olhadinha pra cima, mordidinha no lábio, etc (que torna o jogo engraçado pra quem está só assistindo) – o objetivo é basicamente que uma dupla faça todas as jogadas e não deixe a outra colocar nem uma cartinha na mesa. E quando isso acontece, diz-se que a dupla “deu uma sueca” na outra, sacaram?

Antes de iniciar a partida define-se aleatoriamente qual dos naipes será o trunfo: o trunfo será o naipe que valerá mais sobre todos os outros. Na ordem de grandeza do jogo, o Ás e o 7, seguidos do Reis, do Valete e da Dama são as cartas que valem mais. Assim, o Ás do Trunfo é a carta mais poderosa do jogo! Então, meu bem, se você e sua dupla tiverem um jogo muuito ruim mas tiverem um Ás de trunfo... Rá! Sua cabeça estará salva!

Na cozinha, o trunfo é AQUELE prato que você faz nos momentos de tensão. Por exemplo, numa reunião de família que todos vão perguntar pra você “fez o que pra hoje?”, porque você tem um blog sobre comida e todo mundo acha que você sabe cozinhar – quando na verdade você só tenta.

Certo dia eu fiz um brownie e ele deu super certo. Então veio o dia das mães e eu, já preparada para ouvir a pergunta dos que acham que eu cozinho muito bem, pensei e pensei o que eu faria, resolvi fazer um repeteco, dessa vez com castanhas, e acabei descobrindo que ele é o meu ás de trunfo! Porque ele sem nada fica bom, com castanha fica melhor ainda e, o melhor de tudo, é mega fácil de fazer! É sucesso!

O primeiro, sem castanhas

O segundo, com castanhas (delícia!)

Então assim... enquanto eu não for uma cozinheira de mão cheia e tiver várias receitas que consiga fazer com a mão nas costas, vai ter dia das mães, dos pais, natal, São João, aniversário de boneca, e o que mais você me convidar, que para não chegar de mãos vazias eu vou tirar minha carta da manga... Brownie! Rá!

A receita é lá do Na Minha Panela


Ingredientes:
200g de chocolate meio-amargo
100g de margarina
3 ovos inteiros
140g de farinha de trigo
200g de açúcar.

Modo de fazer:
Derreta o chocolate com a margarina em banho-maria ou no micro-ondas (1min e meio bastam), misture a esse creme os ovos, a farinha de trigo e o açúcar, até formar uma massa grossa e homogênea.
A dica é cobrir a assadeira (de uns 30 cm) com papel alumínio, untá-lo com margarina e só depois jogar a massa. Assar em fogo bem baixinho por aproximadamente uns 40 min. O ponto certo é quando formar uma casquinha em cima e quando espetar o palito, grudar uns pedacinhos.



PS: Alguém aí conhece/sabe jogar sueca?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bolo colorido e confeitado - Brincando de fazer bolo (Parte II)

A Cobertura

O bolo confeitado que eu sonhava fazer (esse aqui) era com cobertura branca, mas como eu não sei fazer a tal e não sei nem que gosto tem, resolvi enfrentar essa minha primeira luta, eu e o saco de confeitar, com a boa e velha cobertura de brigadeiro.

Para isto, usei a receita do Aqui na Cozinha, blog da Patty Martins lá de Garanhuns.

(Aqui a receita que eu fiz, só metade)
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher (de sopa) de farinha de trigo (colher rasa)
2 colher e 1/2 (de sopa) de chocolate em pó (o dos padres)
1 colher (de sopa) de manteiga (colher rasa)
1/2 lata de creme de leite sem o soro

Modo de Preparo: Em uma tigela funda de vidro coloque a farinha de trigo, o chocolate e o creme de leite e misture bem até dissolver todas as bolinhas. Acrescente os outros ingredientes e misture mais até ficar homogêneo. Leve ao micro-ondas em potência alta por 2 minutos, pare e mexa. Faça isto algumas vezes até você ver que engrossou (isto depende da potência do seu micro-ondas). Lembre-se que quando esfriar ele vai engrossar mais, então tire um ponto antes.
Se quiser fazer no fogão, coloque os ingredientes da mesma forma em uma panela e leve ao fogo. Deixe em fogo baixo e mexa bem para não empelotar.


Adepta da praticidade, fiz no micro-ondas e mesmo sem nunca ter feito brigadeiro no dito cujo, super funcionou. O único “probleminha” é que ficaram algumas bolinhas de chocolate, mas que agora aprendi (é, primeiro você faz errado, depois você aprende) que quando for fazer alguma coisa com o chocolate do Padre é melhor peneirar antes. (Ou será que eram essas as bolinhas que eu tinha que dissolver antes de colocar no micro?)

Então fiquei uns bons minutos mexendo e mexendo e mexendo até esfriar e poder colocar no saquinho de confeitar. E aí foi mão na massa. Lembrando que eu não estava sozinha nessa brincadeira, mami também estava se divertindo comigo.

Primeiro cobrimos todo o bolo com uma espátula, colocamos o brigadeiro no saquinho com o biquinho que faz florzinha (e as confeiteiras se contorcem nesse momento com a minha explicação) e fui em frente. Tentei fazer as flores do bolo que eu sonhava, só que elas ficaram bem menores e só depois de algumas florzinhas foi que eu peguei a manha do movimento. Se você é do interior aqui do Nordeste e sabe o que é ALFENIM, vai achar minhas florzinhas bem parecidas com um monte de alfenim em cima de um bolo. Só que de chocolate.

Tirando a fraqueza que deu nas minhas mãozinhas sedentárias, e a cobertura que queria sair por cima do saco, foi tudo lindo. Já quero fazer de novo! E quero uns bicos de confeitar maiores e mais legais porque os meus são de plástico =P (da revistinha da Avon...).




E obrigada a mamis, que até levou o primeiro pedaço, já que esteve junto comigo nesta batalha. Inclusive arrumou a bagunça que eu fiz na cozinha. Na cozinha e em mim, que no fim das contas tinha chocolate até no cotovelo.

UPDATE: Esqueci de dizer que na hora de cantar parabéns com a família, todos adimiraram a arte, mas fizeram cara feia quando parti, por causa das tintas... aí comeram pra não fazer desfeita com a aniversariante e acabaram repetindo. Todos! =D