domingo, 30 de janeiro de 2011

E a horta cresceu...

Lembram da minha horta?

Pra quem não estava por aqui, um breve resumo é que eu queria ter uma mini-horta em casa, plantei coentros pra começar (e ver se dava certo mesmo) e estava esperando ansiosamente para vê-los crescer fortes e saudáveis e serem usados nas comidinhas de casa.

Pois bem, aos trancos e barrancos eles cresceram! Isso porque eu sempre ficava na dúvida se eles estavam levando sol suficiente na área de serviço (onde eles moram) e eles demoraram demais para chegarem no ponto de “abate”... (fico com peninha de comê-los agora?)

Ok, pode parecer muito besta, mas eu posso mostrar a evolução deles em fotos? =P



Os primeiros brotinhos. Vocês não imaginam a minha felicidade de ver que havia vida naquela terra. Sério, já tava me sentindo meio alesada colocando água numa terra sem nada todos os dias. E, sim, precisei olhar com bastante atenção para encontrar esses primeiros sinais de vida (mais lesa ainda, né).


Aí eles foram crescendo mais rapidinho e logo estavam assim, com os galhinhos todos iguaiszinhos do mesmo tamanho. Nem aparece aí, mas eles foram crescendo na direção do sol - afinados na coreografia.

Mostrei essa foto lá no twitter (segue a gente: @bujaodedois) e houve quem duvidasse se eram coentros mesmo, já que as folhinhas eram bem diferentes das de coentro... Mas vovis, que me doou as sementes, não se engana e foi só esperar mais uns dias e as benditas apareceram:


(sim, mais uma vez eu estava olhando muuuito atenciosamente!! Hahaha)

Daí em diante foi só alegria e as folhinhas foram brotando, e eu e Mami carregando eles da área de serviço para a janela da sala e vice-versa – literalmente correndo atrás do sol.


Confesso que estava esperando eles crescerem mais. Comparando com os coentros comprados no supermercado, os meus são bem menores... Mas alguns raminhos começaram a ficar um pouco amarelados e chegamos à conclusão de que já estava no ponto. (O ponto certo das coisas... sempre tão difícil compreender...)


Agora eles estão sendo colhidos diariamente e logo terei que replantá-los. Estou pensando se arrisco plantar cebolinha junto deles. Quem sabe mais um canteirinho, han? Adorei a experiência! Plantar, ficar na ansiedade esperando crescerem, chegar em casa e ir conferir como estão, colocar água... para quem não gosta de animais de estimação, eles foram ótimos substitutos!

E vocês, plantam alguma coisa em casa/apartamento? Se sim, têm alguma dica das boas pra me dar (são sempre muito úteis)?! Se não, se animam? Como tinha falado antes, fotografei todo o passo a passo da plantação e, agora que os vi dando certo (viva!), vou fazer um post explicadinho para quem se animar de fazer uma pequena plantaçãozinha na varanda. =)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Espaguete à carbonara – bom e nem tão trabalhoso

Pouca gente sabe, mas eu passei um bom tempo da minha vida sem comer macarrão. Não gostava. Não sei se isso tem alguma relação com o biotipo que tenho hoje, mas o fato é que só passei a comer macarrão com vontade entre os 13 ou 14 anos. Antes disso era por livre e espontânea “recomendação” para não ficar fraco.

De fato, meu gosto pela massa ainda não é completo e vai se construindo aos poucos. Domingo esse passo a passo teve um novo capítulo: o espaguete à carbonara, cuja receita Nara pegou no site
panelinha e trouxe para fazermos aqui.

Vamos ao beabá do macarrão.



Espaguete à Carbonara


Ingredientes
100 g de espaguete
1 colher (sopa) de sal
70 g de bacon em cubinhos
1/2 de cebola
1/4 de xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 ovo

Modo de preparo
1. Leve uma panela com a água e o sal ao fogo alto.
2. Para cortar a cebola em cubos, descasque e corte-a ao meio (de uma ponta a outra). Apóie a cebola com a base cortada voltada para baixo. Faça uma série de cortes verticais, um ao lado do outro, mas sem cortar a base dura da raiz. Agora faça uma série de cortes na horizontal, novamente sem atingir a base. Segure a cebola com firmeza e corte-a, formando os cubos. Pronto! Agora você já pode se sentir um chef de cozinha!
3. Leve uma panela média ao fogo médio. Quando esquentar, frite o bacon até dourar. Retire os cubinhos e transfira para um prato.
4. Na mesma panela, refogue a cebola picada na gordura do bacon, mexendo bem, até a cebola ficar ligeiramente dourada. Desligue o fogo.
5. Quando a água ferver, coloque o macarrão e deixe cozinhar conforme as instruções da embalagem. Cuidado para não deixar cozinhar demais, o macarrão deve ficar al dente.
6. Retire 1/2 xícara da água do macarrão e reserve. Escorra a água e transfira o macarrão para a panela com a cebola. Acenda o fogo novamente, junte o bacon, o queijo parmesão e misture bem.
7. Desligue o fogo e quebre o ovo sobre a massa (se você não tem muita prática na cozinha, quebre o ovo numa tigelinha). O calor do macarrão irá cozinhar o ovo. Misture rapidamente para cobrir todos os fios. (Cuidado para não deixar escorrer o ovo para o fundo da panela, não queremos um ovo mexido com macarrão, mas um cremoso espaguete a carbonara.)
8. Se achar necessário, adicione 2 colheres (sopa) da água do cozimento do macarrão reservada e misture vigorosamente. Pronto, você já pode jantar um bela massa.

Pronto, como vocês viram não tem dificuldade nenhuma para fazer este prato. Até para picar a cebola – uma dificuldade antiga minha pela falta de presteza com objetos cortantes – dessa vez foi fácil fácil, graças a um triturador manual com cara de disco voador do Quico e mecanismo de poço artesanal que minha mãe comprou no “Polishop” da Rua Sete de Setembro (Que, curiosamente, como em qualquer calendário, corresponde à 25 de Março de São Paulo), no centro do Recife. Sim, o negócio funciona e você só chora se for de emoção por não ter que chorar para cortar cebola.

Sobre o macarrão, comprovei minha teoria sobre o tempo de cozimento escrito na embalagem do espaguete. Não vou nem utilizar muitos argumentos, peço-lhe, encarecidamente, que clique no link abaixo e veja como eu me senti.

Tempo de cozimento da embalagem!

O RESULTADO

Quando provei o espaguete, achei que tinha colocado sal de menos, na hora de cozinhar o macarrão. Mas foi só a primeira impressão, pois quando mistura o queijo e o bacon, o prato fica realmente saboroso. O ovo, que eu achava que ia dar vexame e ficar cru, deslocado no prato, deixou-o mais cremoso.

Eu, Nara e meu irmão mais novo (eu notei agora que ele praticamente prova todas as receitas que eu faço...) aprovamos a receita. Com certeza farei novamente, pois com ela passei a gostar um pouco mais de macarrão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Doce de Banana - uma receita sustentável

Desde pequena eu adoro banana! Na minha família ela sempre foi uma das frutas que não podem faltar na fruteira. Banana frita, machucadinha ou cortada em rodelinhas com farinha láctea, nescau e leite em pó pode ser comida de criança para você, mas para mim até hoje é um belo café da manhã! Uma cartola então... e tapioca de cartola? Aiai, adoro! E mesmo gostando assim de quase tudo feito com ela, confesso que o doce eu nunca tinha provado.

Então vi a receita no Na Minha Panela e achei tão simples... sempre achei que fazer doce fosse coisa de hoooras na beira do fogão e muita paciência, sabe? Coisa de nível 10 da escala dos iniciantes na cozinha – como eu. Então, diante da simplicidade resolvi tentar. Ainda mais porque a indicação é fazer com as bananas bem maduras e banana madura demais pra mim já ta perdida... Daí é juntar o útil ao agradável né? É o que eu chamo de “receita sustentável”! (E nem venha me dizer que uma banana com a casca toda preta ainda esta boa pra comer que eu sou muito fresca exigente.)



Doce de Banana Caramelada


Ingredientes:
2 xícaras de açúcar
12 bananas cortadas em rodelas
½ xícara de água
1 colher de café de canela em pó

Modo de fazer:
Adicionar o açúcar em uma panela e, em fogo baixo e mexendo de vez em quando, vai deixar formar uma calda bem dourada. Quando chegar nesse ponto você vai colocar as bananas cortadas em rodelas, a água e a canela em pó e vai deixar a banana ir desmanchando e a calda engrossando, sempre mexendo para não grudar no fundo.

Fiquei animada para fazer no mesmo dia que vi. Convoquei logo Mami de assistente, mas banana mesmo só tinham 4, já prestes a abandonar o mundo das frutas comíveis... Então adaptamos as quantidades e fizemos uma micro quantidade de doce.

Como a mãe de Hugo batizou e eu gostei: doce de rodinha

E foi bem simples mesmo. Confesso que ia rolar um mini desespero se eu estivesse fazendo sozinha: na hora que coloca a água na calda de açúcar, borbulha tudo e meio que endurece um pouco, mas a voz da experiência disse que era assim mesmo e depois derretia. E derreteu.

Como eram pouquíssimas bananas rendeu só esse potinho e mais um pouquinho que separei pra Hugo provar. Muito pouco... não deu pra quem quis! Ficou uma delícia!! Sério, muito gostoso mesmo, não fica doce demais nem enjoadinho – no ponto!

Aliás, o ponto é uma fase que continua uma incógnita pra mim – e não só para o doce, em tudo que eu faço na cozinha. É como “sal a gosto” que quer dizer: te vira! Segundo Mami a calda tinha que fazer uma “linha” (!!!) que acho que quase vi, mas enfim... mais uma vez o mantra: COZINHA É TREINO. Moral da história: tá grossinho, tá bonito, tá cheiroso e você já tá com medo que queime = tá bom. Funcionou comigo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Petit Gateau da Roça - sobremesa com gosto do Interior

"Cozinhaaaa, aqui me tens de regresso/ E suplicante lhe peço a minha nova inscrição/ Volteeeei, pra rever os amigos..." Voltei. Como prometido, voltei e já parafraseando "A volta do Boêmio". Ainda não tive tempo de fazer uma receita graaande para postar aqui e voltar de vez, mas trago hoje uma boa dica de sobremesa: o Petit Gateau da Roça.

Durante a semana Nara havia me mostrado uma receita de Passa de Caju e eu aproveitei o potão que tem aqui em casa para pensar num lanche básico e gostoso, com cara de comidinha do interior. Olhei para um lado, olhei para o outro e veio a ideia: Passa de Caju com Queijo Coalho (tinha na receita) e dois ingredientes surpresa, que surgiram num estalo.

Hoje à noite, depois do jantar, quando ainda estava com fome (o que não é raro), decidi pôr em prática minha ideia de lanche regional, embora ainda não tivesse pensado em um nome. Então, vamos aos ingredientes.

INGREDIENTES
- Passa de Caju
- Um pedaço de queijo coalho
- Um punhado de amendoim torrado sem casca e sem sal
- Um copo d'água bem gelada (não pode faltar)

MODO DE PREPARO
Pegue um bom pedaço de queijo coalho, espete bem firme com um garfo e queime-o no fogão (vulgo flambar). Atenção, o fogo no baixo e não deixe o queijo tocar na boca porque pode grudar. Queijo com pouco sal também costuma derreter rápido, abra o olho!

Feito isso, arremesse no prato, junto com a passa de caju e salpique o punhado de amendoim (sem sal, por favor! O queijo já é salgado o bastante e a hipertensão é um perigo). Pronto, só resta comer.


Quando eu vi esse pratinho assim, o quente e o frio lado a lado, o doce e o salgado, o amendoim substituindo qualquer calda, veio o nome da sobremesa: "Petit Gateau da Roça" ou, como deve se dizer nas brenhas do interor, "Péti Gatô da Roça"! Ou ainda, Petit Gateau da Roça ®, porque nasceu aqui na caixola. kkkk

Sério, se a passa de caju for boa (a que eu tenho aqui é ótima, muito gostosa mesmo) e o queijo também, não tem como dar errado, a sobremesa vai ficar ótima. O amendoim você pode até dispensar, ou comer depois, jogando conversa fora.

Aí você pergunta: e o copo de água gelada, usa para quê? Para tomar, claro!
Ah, e vai ter gente que quando terminar de comer ainda vai bater na barriga sinalizando satisfação. Como se faz no interior.

OBSERVAÇÃO: Hoje o texto está todo em azul porque os ingredientes e o modo de preparo não foram copiados de lugar nenhum.

PUBLICIDADE: Quem quiser comprar passas de caju, a família de um amigo meu faz e vende. Os cajus são do próprio sítio, as passas são preparadas em casa e no fogão à lenha, tudo bem tradicional. Ficam muito boas, de verdade. Quem tiver interessado é só deixar um comentário ou fazer sinal de fumaça.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Odisséia do Crepe - parte II

Juro que tentei não deixar nada pendente para o ano novo, mas a última semana de dezembro é uma loucura e, mesmo sem ter viajado, não sobrou um tempinho pra eu vir aqui contar como ficaram os meus crepes - porque, sim, eu consegui fazer!

Depois da pegadinha do malandro do bujão ter arruinado meu almoço de domingo, eu dormi aborrecida, comi meu sanduichezinho mequetrefe e segui em frente. A segunda-feira continuaria sem almoço já que ninguém almoçaria em casa e mami ficou na praia – de boa.

Então eu já estava certa de almoçar sozinha e abandonada num restaurante perto de casa quando de repente, não mais que de repente, já no ônibus voltando do trabalho eu tive um insight: eu posso fazer os crepes de ontem pro meu almoço agora, na hora que vou ter pra almoçar. E pronto, ideia fixa. Nada poderia me fazer mudar de ideia, nem mesmo os argumentos de que 1 hora era pouco tempo pra eu fazer uma coisa que nunca tinha feito e que toda a tranqüilidade que eu tinha no dia anterior agora era completamente o inverso.

Então fui pra cozinha do jeito que cheguei, deu tempo nem de tirar o tênis. Como era só pra mim, fiz metade da receita do
Cozinha Travessa :

Crepe/Panqueca (receita inteira – eu fiz só metade)
Ingredientes:
- 2 ovos
- 3 colheres cheias de farinha de trigo
- 1 copo de leite (200ml)

Modo de fazer:
A explicação da Dani (AQUI) está bem didática pra quem nunca fez – como era o meu caso. Mas resumindo, é bater tudo no liquidificador, colocar um fio de azeite numa frigideira antiaderente e derramar um pouco da massa. Depois vira pra assar o outro lado e priu. Faz todas as massas pra depois colocar o recheio.

Achei que ia me atrapalhar mais, mas nem tive muita dificuldade na hora de virar – claro que não joguei pra cima, né. Fui fazendo, sempre de olho no relógio, e saiu tudo nos conformes, mas o recheio foi só de queijo mesmo, porque na hora que fui rechear só tinha coisa de 20 minutos pra terminar, comer e sair.

Meu primeiro almoço!

Pra rechear coloquei de novo na frigideira, pus o queijo na metade, dobrei por cima, tampei e deixei um pouquinho. Depois dobrei de novo pra ficar bonitinho (=P). Ainda cozinhei um ovinho pra dar “sustança”, como dizem. A receita rendeu quatro disquinhos, mas só tive tempo de rechear três, comer um e meio e sair correndo, literalmente. A irmã chegou mais tarde esfomeada e comeu sem nem saber o que era, e o quarto disquinho que sobrou foi a janta do pai. Tô me sentindo uma pessoa muito desenrolada!

Venci o desafio sem desmantelos e ficou uma delícia (mas precisava de uma pitadinha de sal), com certeza farei de novo com mais calma. Só ficou faltando algum molho... não encontrei nenhum do tipo fácil-e-prático mas continuo à procura... alguma sugestão?

Ah, fiquei querendo fazer essa massa em trouxinhas! Olha
aqui como ficam lindas.

PS: Feliz 2011!! =)