quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Odisséia do Crepe - parte I

Domingo. Todos na praia e eu em casa, sozinha. Ok, pensei, é bom que arrisco um almocinho decente só pra mim, feito com toda a tranqüilidade do mundo e sem ninguém me apressar/pressionar. Preparei logo um plano B (vulgo pão e queijo), liguei o som, abri as janelas e comecei. Resolvi fazer um crepe/panqueca (a receita do Cozinha Travessa) com o que tinha em casa, queijo mussarela, um tiquinho de tomate picado bem pequenininho e um toque de orégano pra dar um gostinho – me sentindo a entendida do improviso culinário.

Cortei o queijo, piquei o tomate, fiz a massa, coloquei azeite na frigideira, acendi o fogão... Fogão? Fogo? Cadê você? Puf! Tenta de novo... puf! Seco!

Liguei pros meus pais com um misto de revolta e frustração só para confirmar que era isso mesmo: o bujão secou... tem outro aí atrás pra trocar... seu tio volta hoje a tarde, ele troca... peça pro vizinho (que você nem conhece) trocar...

Bem na hora da mais profunda lamentação, já com o telefone na mão para ligar pra Hugo - porque, né, o nome do blog é BUJÃO de DOIS, então ele precisava escutar meus lamentos acerca do dito cujo que nomeia este espaço e sem o qual nada acontece – ele me liga, eu conto o acontecido e ele se oferece para trocar. Pensei um pouco e considerei que no prédio em que ele mora o gás é encanado, logo a experiência dele no assunto era bem duvidosa, e por medo da casa explodir, não deixei ele trocar. Sabe como é né, gente? Esse negócio de gás de cozinha mal instalado é muito perigoso...

Resultado: crepe pia abaixo e sanduíche de queijo com tomate duas horas depois.

É... porque eu preferi dormir, com fome (e p** da vida!), a encarar a dura realidade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Daqui pra lá - Bolo de Caneca

Lembra do meu Bolo de Caneca né? Pois é, depois do post a Cecília, do Biscoito Miná, resolveu testar também - e mesmo com as minhas dicas de quem aprendeu com os erros, o dela conseguiu dar mais errado que o meu =P Vê aqui o resultado dela.

Eu já fiz mais duas vezes, tentando desenformar bonitinho, e ficaram bons, mas não rolou de desenformar nem untando a caneca...

Aí que semana passada recebo um email da amiga-leitora Bea que resolveu fazer e, olha só, não teve desmantelo! Amém!!!!


"Tá tão na modinha fazer o tal bolo de caneca, que eu fui tentar também, né? E eu não queria dizer não, mas olha... o meu deu certo de primeira, tá? hohohohoho Tudo bem, ter lido sobre as experiências de vocês PODE ter ajudado a evitar os mesmos problemas =P

Pra não transbordar, eu substituí a caneca normal por uma daquelas de sopa, sabem qual? Deu certo, não vazou. E pra não queimar, diminui a potência do microondas pra 90, deixei por 2 minutos, chequei e deixei por mais 50 segundos. Deu certo também. Na foto ele tá murchinho pq antes de tirar do microondas eu furei com o garfo, pra garantir que não tava cru, aí fez pfuuu e murchou um pouco. O granulado em cima foi uma ideia meio torta de fazer derreter e virar uma calda, mas a quantidade não foi o bastante. Talvez jogar gotinhas de chocolate dê certo.

Conclusão: É prático, é rápido e até que fica fofinho, mas de sabor é meio fraco, ficou enjoativo...

;***

Ana Beatriz - Rio de Janeiro"

PS: Fofa essa árvore de natal, viu?

E eu fiquei foi feliz de receber esse feedback!

Então se você fez uma das receitas que a gente tentou fez aqui e rolou aquele orgulho gastronômico da sua obra de arte - principalmente se tiver tido mais sucesso que nós - e quer compartilhar com a gente, fique à vontade. Envie-nos por email (bujaodedois@gmail.com) com fotos do prato, seu nome e cidade onde mora, que eu publico aqui no blog. (Se não quiser que publique, mas quer mandar, manda também!)

Se quiser nos indicar um receita supimpa, que você acha que teremos capacidade de fazer, manda também. É bom saber que tem gente aí do outro lado! =)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tudo na medida

Quando eu como um bolo muito bom, sempre fico pensando: “quem será que descobriu o bolo?” Acho que todo mundo já ficou se perguntando isso, mas é sério, quem foi o primeiro a juntar manteiga, farinha de trigo, ovo, açúcar e leite e criar aquela coisa fofa, macia e deliciosa? E depois, quem foi que pegou essa receita e disse: “falta algo, falta fermento!”

Pois é, são muitas questões. O fato é que as receitas vão se espalhando, se eternizando, evoluindo, e hoje você encontra bolo de todos os tipos, sabores, preços e tamanhos. Só uma coisa não muda: para que o bolo fique bom, tudo tem que ser feito na medida certa.

Não vou nem explicar o porquê. Quem duvidar, pode dobrar os ingredientes, reduzi-los pela metade para ver o que acontece. Vai que você descobre um tipo de bolo inédito e manda um email para mim cantando vitória? Não seria nada mal!

Mas enfim, vamos voltar ao que interessa, pois o texto de hoje nem sobre bolo é, mas sim sobre medidas. Ah, e como são relativas as medidas: eu nunca sei a quantidade exata que deve ter uma colher de chá de sal, ou uma xícara de chá de açúcar, pois tem umas que parecem uma jarra. E então, como é que fica quando sua casa tem xícaras de chá para três tamanhos de ingleses? O que fazer?



Muito simples, tenha um copo medidor! É baratinho, fácil de lavar (isto é importante) e eficaz. O que eu tenho (Nara que deu), por exemplo, serve para medir açúcar, farinha, arroz, semolina (não me pergunte o que é) e chocolate, além das tradicionais medidas em ml e xícara.

Vá por mim, se você ainda não tem um copo desses, tente adquirir, pra quem costuma cozinhar, vale a pena.

ATÉ LOGO

Devido às festividades de final de ano, ao meu trabalho no interior, ao corre-corre que serão os próximos finais de semana e, sobretudo, devido ao meu inferno astral que já começou e está longe de acabar, infelizmente, não terei como cozinhar nem postar receitas aqui até o final do ano.

Fiquem com as boas receitas de Nara, vocês estão em boas mãos.
Volto em 2011. Então, até logo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cismei de ter uma horta em casa


Sexta-feira eu tive um insight. Eu achei que devia ter uma mini horta em casa, que ia ser lindo colher as verdurinhas pra alguém cozinhar lá em casa, que seria muito mais saudável sem agrotóxicos e que eu ia me divertir cuidando das plantinhas - uma terapia mesmo.

Então que eu fiquei animadíssima com essa ideia na minha cacholinha e fui logo pesquisando o que eu precisaria fazer e o que poderia plantar, enquanto recrutava a tia pitaqueira/engenheira agrônoma para a missão de me ajudar nessa empreitada.

O bom - e diferente de muitos dos insights que eu tenho - é que eu resolvi levar mesmo a história adiante, e a noite já estava combinando quando seria a compra do material, o que iria plantar e quando colocaria a mão na massa terra. Descobri que minha vovis é craque em hortinhas e planta coentro e cebolinha há tempos - não que eu, de fato, não soubesse, mas nunca tinha dado a devida atenção. Mais uma recruta para a missão.

Aí que domingo nós três enfrentamos o Atacadão dos Presentes (nota mental: lembrar de não ter essas ideias perto do natal) e comprei o vasinho, a terra e as ferramentinhas (que fofo).

A tarde de domingo foi bem produtiva, no melhor sentido da palavra. Fiz a minha pequena plantação de coentro. E só coentro mesmo, porque mesmo com toda a empolgação, eu tenho consciência que preciso começar aos pouquinhos e ver a coisa dando certo antes de encher a casa de vasos improdutivos – ou levar todos pra vovis cuidar.

Ansiosa pra ver alguma coisa brotando

E o desafio foi lançado, minha hortinha já está ocupando seu espaço na área de serviço e cuidarei para os meus coentrinhos crescerem fortes e saudáveis.

Tava tão empolgada que fiz todo um passo a passo da preparação da hortinha e, se der certo mesmo, coloco aqui pra ver se mais alguém se anima, ok? Me desejem sorte. =)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deu zebra - Bolo Zebrado

Eu me encanto com a beleza dos pratos, já deu pra perceber, né? Então, quando vi essa receita de Bolo Zebrado no Aqui na Cozinha, já fui salvando pra testá-la. Acontece que pelo visto eu devo ter algum problema com bolos porque alguma coisinha sempre tem que dar errado.

Bolo Zebrado

Ingredientes:
4 ovos
1 xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de manteiga ou margarina (pode ser até óleo)
1 colher (de café) de baunilha
2 xícaras (de chá) de farinha de trigo
2 colheres (de sopa) de chocolate em pó
1 colher (de sopa) de fermento

Modo de Preparo:
Bata o açúcar com a margarina até ficar esbranquiçado. Continue a bater e vá acrescentando os ovos um a um. Depois acrescente o leite, a farinha e a baunilha. Por último acrescente o fermento e mexa devagar.

Montagem: Divida a massa em 2 vasilhas e em uma delas misture o chocolate. Você vai estar com 2 massas: Uma branca e outra marrom. Agora em uma forma untada e enfarinhada, coloque uma colher da massa branca, bem no centro e em cima da massa branca coloque uma colher da massa de chocolate. Vá fazendo assim até as 2 massas acabar. Sempre uma em cima da outra. Não precisa espalhar, a própria massa se espalha sozinha. Leve ao forno médio por mais ou menos 30 minutos. Enfie um palito no bolo se ele sair limpo, o bolo já está bom. Deixe esfriar para desenformar.

Dessa vez estava tudo muito lindo, indo muito bem. Fui colocando as coisas na batedeira até perceber que o modo de preparo dizia pra acrescentar o leite... leite? Você viu o leite nos ingredientes? Porque eu não vi, mas antes que eu entrasse em desespero fui salva por Mami que disse que para esta quantidade de farinha ela geralmente usa uma xícara de leite. Falou a voz da experiência e os anjos disseram amém.

Antes de falar da montagem, preciso dizer que antes de começar a fazer, peguei logo a forma - a única redonda que encontrei - e untei logo, beeem direitinho para os acontecimentos não se repetirem, sabe? (Taí uma coisa que eu acho chatérrima é untar forma, vocês não?)

Com a ajuda de Mami fomos montando, colher por colher... foi então que percebemos que a forma era assim, um tantinho grande demais para a quantidade de massa (era tamanho de pizza). E fomos até o fim rezando para que ela cobrisse todo o fundo da forma, pelo menos. E cobriu! Olha aí como ficou:
Nem ficou certinho, centralizado como deveria, não sei porque... era pra ficar todo no centro da forma, mas ele foi escorrendo para a borda...
Então coloquei no forno e após os 30 minutos da receita ele tava mole mole. A voz da experiência me disse que meia hora era pouco tempo e tome mais uns 20 minutos assando.
E a zebra? Alguém viu a zebra?

Claro que depois de torcer para que ele ao menos cobrisse a forma, não tinha fermento que fizesse ele crescer até a borda. Então ele ficou fininho fininho.

Apesar de tudo, ficou gostoso. Agora é comprar uma forma redonda menor e tentar de novo, porque cozinha é treino. Mesmo.

PS: Finja que não viu que eu cobri tosca e porcamente a data errada da foto =P