quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Odisséia do Crepe - parte I

Domingo. Todos na praia e eu em casa, sozinha. Ok, pensei, é bom que arrisco um almocinho decente só pra mim, feito com toda a tranqüilidade do mundo e sem ninguém me apressar/pressionar. Preparei logo um plano B (vulgo pão e queijo), liguei o som, abri as janelas e comecei. Resolvi fazer um crepe/panqueca (a receita do Cozinha Travessa) com o que tinha em casa, queijo mussarela, um tiquinho de tomate picado bem pequenininho e um toque de orégano pra dar um gostinho – me sentindo a entendida do improviso culinário.

Cortei o queijo, piquei o tomate, fiz a massa, coloquei azeite na frigideira, acendi o fogão... Fogão? Fogo? Cadê você? Puf! Tenta de novo... puf! Seco!

Liguei pros meus pais com um misto de revolta e frustração só para confirmar que era isso mesmo: o bujão secou... tem outro aí atrás pra trocar... seu tio volta hoje a tarde, ele troca... peça pro vizinho (que você nem conhece) trocar...

Bem na hora da mais profunda lamentação, já com o telefone na mão para ligar pra Hugo - porque, né, o nome do blog é BUJÃO de DOIS, então ele precisava escutar meus lamentos acerca do dito cujo que nomeia este espaço e sem o qual nada acontece – ele me liga, eu conto o acontecido e ele se oferece para trocar. Pensei um pouco e considerei que no prédio em que ele mora o gás é encanado, logo a experiência dele no assunto era bem duvidosa, e por medo da casa explodir, não deixei ele trocar. Sabe como é né, gente? Esse negócio de gás de cozinha mal instalado é muito perigoso...

Resultado: crepe pia abaixo e sanduíche de queijo com tomate duas horas depois.

É... porque eu preferi dormir, com fome (e p** da vida!), a encarar a dura realidade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Daqui pra lá - Bolo de Caneca

Lembra do meu Bolo de Caneca né? Pois é, depois do post a Cecília, do Biscoito Miná, resolveu testar também - e mesmo com as minhas dicas de quem aprendeu com os erros, o dela conseguiu dar mais errado que o meu =P Vê aqui o resultado dela.

Eu já fiz mais duas vezes, tentando desenformar bonitinho, e ficaram bons, mas não rolou de desenformar nem untando a caneca...

Aí que semana passada recebo um email da amiga-leitora Bea que resolveu fazer e, olha só, não teve desmantelo! Amém!!!!


"Tá tão na modinha fazer o tal bolo de caneca, que eu fui tentar também, né? E eu não queria dizer não, mas olha... o meu deu certo de primeira, tá? hohohohoho Tudo bem, ter lido sobre as experiências de vocês PODE ter ajudado a evitar os mesmos problemas =P

Pra não transbordar, eu substituí a caneca normal por uma daquelas de sopa, sabem qual? Deu certo, não vazou. E pra não queimar, diminui a potência do microondas pra 90, deixei por 2 minutos, chequei e deixei por mais 50 segundos. Deu certo também. Na foto ele tá murchinho pq antes de tirar do microondas eu furei com o garfo, pra garantir que não tava cru, aí fez pfuuu e murchou um pouco. O granulado em cima foi uma ideia meio torta de fazer derreter e virar uma calda, mas a quantidade não foi o bastante. Talvez jogar gotinhas de chocolate dê certo.

Conclusão: É prático, é rápido e até que fica fofinho, mas de sabor é meio fraco, ficou enjoativo...

;***

Ana Beatriz - Rio de Janeiro"

PS: Fofa essa árvore de natal, viu?

E eu fiquei foi feliz de receber esse feedback!

Então se você fez uma das receitas que a gente tentou fez aqui e rolou aquele orgulho gastronômico da sua obra de arte - principalmente se tiver tido mais sucesso que nós - e quer compartilhar com a gente, fique à vontade. Envie-nos por email (bujaodedois@gmail.com) com fotos do prato, seu nome e cidade onde mora, que eu publico aqui no blog. (Se não quiser que publique, mas quer mandar, manda também!)

Se quiser nos indicar um receita supimpa, que você acha que teremos capacidade de fazer, manda também. É bom saber que tem gente aí do outro lado! =)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tudo na medida

Quando eu como um bolo muito bom, sempre fico pensando: “quem será que descobriu o bolo?” Acho que todo mundo já ficou se perguntando isso, mas é sério, quem foi o primeiro a juntar manteiga, farinha de trigo, ovo, açúcar e leite e criar aquela coisa fofa, macia e deliciosa? E depois, quem foi que pegou essa receita e disse: “falta algo, falta fermento!”

Pois é, são muitas questões. O fato é que as receitas vão se espalhando, se eternizando, evoluindo, e hoje você encontra bolo de todos os tipos, sabores, preços e tamanhos. Só uma coisa não muda: para que o bolo fique bom, tudo tem que ser feito na medida certa.

Não vou nem explicar o porquê. Quem duvidar, pode dobrar os ingredientes, reduzi-los pela metade para ver o que acontece. Vai que você descobre um tipo de bolo inédito e manda um email para mim cantando vitória? Não seria nada mal!

Mas enfim, vamos voltar ao que interessa, pois o texto de hoje nem sobre bolo é, mas sim sobre medidas. Ah, e como são relativas as medidas: eu nunca sei a quantidade exata que deve ter uma colher de chá de sal, ou uma xícara de chá de açúcar, pois tem umas que parecem uma jarra. E então, como é que fica quando sua casa tem xícaras de chá para três tamanhos de ingleses? O que fazer?



Muito simples, tenha um copo medidor! É baratinho, fácil de lavar (isto é importante) e eficaz. O que eu tenho (Nara que deu), por exemplo, serve para medir açúcar, farinha, arroz, semolina (não me pergunte o que é) e chocolate, além das tradicionais medidas em ml e xícara.

Vá por mim, se você ainda não tem um copo desses, tente adquirir, pra quem costuma cozinhar, vale a pena.

ATÉ LOGO

Devido às festividades de final de ano, ao meu trabalho no interior, ao corre-corre que serão os próximos finais de semana e, sobretudo, devido ao meu inferno astral que já começou e está longe de acabar, infelizmente, não terei como cozinhar nem postar receitas aqui até o final do ano.

Fiquem com as boas receitas de Nara, vocês estão em boas mãos.
Volto em 2011. Então, até logo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cismei de ter uma horta em casa


Sexta-feira eu tive um insight. Eu achei que devia ter uma mini horta em casa, que ia ser lindo colher as verdurinhas pra alguém cozinhar lá em casa, que seria muito mais saudável sem agrotóxicos e que eu ia me divertir cuidando das plantinhas - uma terapia mesmo.

Então que eu fiquei animadíssima com essa ideia na minha cacholinha e fui logo pesquisando o que eu precisaria fazer e o que poderia plantar, enquanto recrutava a tia pitaqueira/engenheira agrônoma para a missão de me ajudar nessa empreitada.

O bom - e diferente de muitos dos insights que eu tenho - é que eu resolvi levar mesmo a história adiante, e a noite já estava combinando quando seria a compra do material, o que iria plantar e quando colocaria a mão na massa terra. Descobri que minha vovis é craque em hortinhas e planta coentro e cebolinha há tempos - não que eu, de fato, não soubesse, mas nunca tinha dado a devida atenção. Mais uma recruta para a missão.

Aí que domingo nós três enfrentamos o Atacadão dos Presentes (nota mental: lembrar de não ter essas ideias perto do natal) e comprei o vasinho, a terra e as ferramentinhas (que fofo).

A tarde de domingo foi bem produtiva, no melhor sentido da palavra. Fiz a minha pequena plantação de coentro. E só coentro mesmo, porque mesmo com toda a empolgação, eu tenho consciência que preciso começar aos pouquinhos e ver a coisa dando certo antes de encher a casa de vasos improdutivos – ou levar todos pra vovis cuidar.

Ansiosa pra ver alguma coisa brotando

E o desafio foi lançado, minha hortinha já está ocupando seu espaço na área de serviço e cuidarei para os meus coentrinhos crescerem fortes e saudáveis.

Tava tão empolgada que fiz todo um passo a passo da preparação da hortinha e, se der certo mesmo, coloco aqui pra ver se mais alguém se anima, ok? Me desejem sorte. =)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deu zebra - Bolo Zebrado

Eu me encanto com a beleza dos pratos, já deu pra perceber, né? Então, quando vi essa receita de Bolo Zebrado no Aqui na Cozinha, já fui salvando pra testá-la. Acontece que pelo visto eu devo ter algum problema com bolos porque alguma coisinha sempre tem que dar errado.

Bolo Zebrado

Ingredientes:
4 ovos
1 xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de manteiga ou margarina (pode ser até óleo)
1 colher (de café) de baunilha
2 xícaras (de chá) de farinha de trigo
2 colheres (de sopa) de chocolate em pó
1 colher (de sopa) de fermento

Modo de Preparo:
Bata o açúcar com a margarina até ficar esbranquiçado. Continue a bater e vá acrescentando os ovos um a um. Depois acrescente o leite, a farinha e a baunilha. Por último acrescente o fermento e mexa devagar.

Montagem: Divida a massa em 2 vasilhas e em uma delas misture o chocolate. Você vai estar com 2 massas: Uma branca e outra marrom. Agora em uma forma untada e enfarinhada, coloque uma colher da massa branca, bem no centro e em cima da massa branca coloque uma colher da massa de chocolate. Vá fazendo assim até as 2 massas acabar. Sempre uma em cima da outra. Não precisa espalhar, a própria massa se espalha sozinha. Leve ao forno médio por mais ou menos 30 minutos. Enfie um palito no bolo se ele sair limpo, o bolo já está bom. Deixe esfriar para desenformar.

Dessa vez estava tudo muito lindo, indo muito bem. Fui colocando as coisas na batedeira até perceber que o modo de preparo dizia pra acrescentar o leite... leite? Você viu o leite nos ingredientes? Porque eu não vi, mas antes que eu entrasse em desespero fui salva por Mami que disse que para esta quantidade de farinha ela geralmente usa uma xícara de leite. Falou a voz da experiência e os anjos disseram amém.

Antes de falar da montagem, preciso dizer que antes de começar a fazer, peguei logo a forma - a única redonda que encontrei - e untei logo, beeem direitinho para os acontecimentos não se repetirem, sabe? (Taí uma coisa que eu acho chatérrima é untar forma, vocês não?)

Com a ajuda de Mami fomos montando, colher por colher... foi então que percebemos que a forma era assim, um tantinho grande demais para a quantidade de massa (era tamanho de pizza). E fomos até o fim rezando para que ela cobrisse todo o fundo da forma, pelo menos. E cobriu! Olha aí como ficou:
Nem ficou certinho, centralizado como deveria, não sei porque... era pra ficar todo no centro da forma, mas ele foi escorrendo para a borda...
Então coloquei no forno e após os 30 minutos da receita ele tava mole mole. A voz da experiência me disse que meia hora era pouco tempo e tome mais uns 20 minutos assando.
E a zebra? Alguém viu a zebra?

Claro que depois de torcer para que ele ao menos cobrisse a forma, não tinha fermento que fizesse ele crescer até a borda. Então ele ficou fininho fininho.

Apesar de tudo, ficou gostoso. Agora é comprar uma forma redonda menor e tentar de novo, porque cozinha é treino. Mesmo.

PS: Finja que não viu que eu cobri tosca e porcamente a data errada da foto =P

domingo, 28 de novembro de 2010

Pão de Queijo - Fácil, rápido e muito bom

Quem não gosta de pão de queijo? Deve ter esse alguém, mas eu, pelo menos, não conheço. Devo ter essa sensação porque gosto muito, seja daquele tradicional, dos mais sofisticados ou dos industrializados. Essa semana passei a gostar mais ainda, depois que descobri que podia fazer em casa e por uma receita muito simples.

PÃO DE QUEIJO DE LIQUIDIFICADOR

Ingredientes:
1 xícara (chá) de leite
1 xícara (chá) de óleo
1 xícara (chá) de queijo ralado
1 colher (chá) de sal
2 xícaras (chá) de polvilho azedo
2 ovos

Modo de preparo:
Colocar os primeiros ingreditentes no liquidificador e bater. Acrescentar o polvilho e bater novamente. Despejar em forminhas untadas e levar ao forno pré-aquecido por 20 minutos.

É simples ou não? Muito simples. E olhe que eu digo isso após ter uma série de "problemas operacionais" na hora de fazer essa receita. Os eletrodomésticos daqui de casa entraram em greve: o liquidificador quebrou (tive que usar um reserva) e a parte elétrica do fogão parou de funcionar, exigindo todo aquele cuidado para ligar o forno manualmente, fato tão temido pelos inexperientes na cozinha.

Mas, depois de bater tudo no liquidificador, como manda a receita, não tem mais o que fazer. Quer dizer, isto se você já untou forminha por formina, o que é a parte mais trabalhosa. Usei uma forminha daquelas de empada e deu muito certo, como vocês verão mais adiante, os pãezinhos não ficaram com cara de "Bragança".

Nem parece que virará pão


É importante também você não se apegar aos "20 minutos" no forno. Se achar que vale a pena dourar mais, deixá-lo mais sequinho e crocante, vale a pena esperar mais um pouco. O importante é não tirar do fogo enquanto ele ainda está crescendo, pois senão eles poderão murchar feito um pula-pula no final da festa.



Bem, é isso. Mais uma vez invento de fazer pão e dá certo. Aliás, mais uma vez fica ainda melhor do que eu espero. Fiquei viciado no sabor desse pão de queijo e comi quase todos. Já estou com vontade de fazer outra leva dessas, é só ter disposição para untar todas as forminhas para depois, o mais chato, ter de lavar uma a uma.
É tentador. Farei novamente assim que tiver tempo

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bolo de Caneca e a imagem do desmantelo

Eu podia fazer a mesma receita várias vezes até achar o jeito certo, o ingrediente ideal, o ângulo mais bonito e só então postar o resultado no blog. Mas, como tem escrito aí em cima, aqui ninguém é especialista e a proposta é mesmo contar como tem sido a nossa desenvoltura diante das panelas - mesmo que o resultado seja desastroso. Neste caso, como foi a minha desenvoltura diante de uma mísera caneca e um forno microondas...

Quando eu fiz o Petit Gateau de Caneca e fiquei boba porque não sabia que rolava fazer bolo no microondas, uma amiga (oi, Bea!) me disse que existiam várias receitas de bolinhos para se fazer na caneca e me mandou um email com várias delas. Achei a ideia bem interessante e buscando na internet encontrei várias versões.

Resolvi fazer a que encontrei no site/blog Aqui na Cozinha porque essa eu sabia que alguém tinha feito um dia e tinha dado certo, então era mais garantido, né verdade?

Ingredientes:

4 colheres (de sopa) de farinha de trigo
4 colheres (de sopa) de açúcar
2 colheres (de sopa) de chocolate em pó
2 colheres (de sopa) de manteiga
2 colheres (de sopa) de leite
1 ovo pequeno
1 colher (de café) de fermento em pó

Modo de preparo:
Em uma caneca de 300 ml misture os ingredientes secos. Depois com a ajuda de um garfo (é melhor para desempelotar) vá adicionando os outros ingredientes. Quando a massa estiver bem misturada leve ao microondas na caneca mesmo.

Eu fiquei tão empolgada com a praticidade de comer bolo sem precisar lavar uma pia inteira de pratos e esperar 40 minutos pra ficar pronto que peguei a maior caneca que tinha em casa - já que era grande a quantidade de ingredientes - e fiz num instante. E nem vou dizer que na minha empolgação só lembrei do ovo depois que coloquei a caneca no microondas e tive que tirar correndo, pra ninguém duvidar da minha capacidade.

Mas então... depois que preparei a massa vi que a caneca ficou bem cheia, lembrei do petit gateau que cresceu bastante, mas segui em frente afinal a receita era pra fazer na caneca, então dava certo né? O resultado vocês podem ver na foto... uma imagem vale mais que um parágrafo!

A caneca quase cheia e o desmantelo feito

Depois que o desmantelo estava feito eu deixei mais um poquinho e tirei, não marquei o tempo exatamente - entendam os momentos de tensão! - mas acho que ficou uns 2 minutos, mais ou menos. Aconselho deixar em média de 3 minutos.

Coitado do Mickey

Mas ó, fica bom, viu!?? Sério mesmo, a proposta é ótima, só a caneca que é pequena! hahaha
O bolo fica bem fofinho, nem parece feito no microondas. Pelo menos eu achava que ia ficar seco, sei lá... mas não. Se colocar uma cobertura de chocolate fica melhor ainda.

Olha como fica fofinho

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Repeteco: bolinhos de chuva

Quando eu fiz pela primeira vez os bolinhos de chuva que contei aqui eles fizeram bastante sucesso entre as minhas cobaias, apesar de terem ficado um pouquinho oleosos demais. Nesse feriado, eles foram a diversão de uma tarde que estava prometendo ser um tanto entediante.

E como da outra vez eu deixei o "modo de fazer" só no vídeo, aproveito para colocar aqui a receita completinha para você, querido leitor, que acessa este blog no trabalho, onde o seu querido chefe bloqueou o acesso ao Youtube.

Bolinhos de Chuva

Ingredientes:
2 ovos
1 pitada de sal
3 colheres (sopa) de açúcar
1 copo de leite
1 colher (sopa) de margarina
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher (sobremesa) de fermento

Modo de fazer:
Em uma bacia coloque os dois ovos e bata bem. Coloque uma pitada de sal, as três colheres de açúcar e mexa. Junte o leite, acrescente uma colher de margarina. Coloque a farinha, mexendo sempre até dar o ponto. Coloque o fermento e misture.
Em outra vasilha misture açúcar e canela para passar os bolinhos depois de fritos.

Bom, a massa fica bem molenga mesmo, você vai colocando com uma colher no óleo bem quente, tentando que ele fique uma bolinha - como dá para perceber pelas fotos, eu diria que é raríssimo que eles fiquem redondinhos, mas continue tentando para sempre.

Quando eles estiverem douradinhos, tira do óleo e coloca numa vasilha com papel toalha, para tirar um pouco do excesso de óleo e depois passa no açúcar com canela.


Prontinho, delícia e rende bastante, ou seja, se for fazer chame logo um monte de gente para comer. hehehe

sábado, 30 de outubro de 2010

Salva-vidas e Entope-veias

Morava aqui no prédio e agora é dentista lá em Petrolândia um amigo meu muito figura (que, aliás, nunca mais apareceu). Dentre muitas histórias divertidas que ele faz parte, uma tem tudo a ver com a receita que vou apresentar aqui hoje: o dia em que chegou com um livro, comprado no ônibus, sobre as propriedades do alho e do limão.

O livro dizia que o alho servia para praticamente tudo (se brincar até dor nas costas) que se refere à saúde do ser humano, só não falava no uso fundamental que ele tem na culinária. Na receita de hoje, então, ele é o ingrediente principal e só divide espaço com um vilão entupidor de veias: o óleo.


Macarrão ao alho e óleo

Ingredientes:
- Macarrão (quantidade que você pretende comer)
- Água mineral
- Sal
- Óleo
-Dentes de alho

Modo de preparo:
Prepare o macarrão. Doure o alho no óleo. Misture tudo.

Não entendeu? Larica totaaaal!

Eu acho esse um dos melhores episódios do Larica Toral. Recomendo muito! Do início, com a música de Maria Bethania, até o final, com a musiquinha do Bom Dia Brasil. Já assisti trocentas vezes e resolvi fazer a receita, mesmo sem o apresentador dar as medidas dos ingredientes.

Foi minha primeira receita baseada no olhômetro. E, por isso, acertei apenas na quantidade do macarrão (para uma pessoa, eu) e errei feio na quantidade de alho e óleo. O macarrão ficou ótimo, soltinho, fofo, nem virou papa, mas ao se juntar com os TRÊS (03) dentes de alho que piquei e dorei na "cama" de óleo, não deu muito certo.

Eu reconheço que foi um exagero, três dentes de alho dá pra temperar um bode inteiro e ainda uma buchada, imagina um punhado de macarrão... Mas, como dizia o livro do meu amigo, alho é bom pra tudo, então não faz mal (exceto para o hálito e para o cheiro das mãos). O óleo sim é um liquido perverso. Sem ele não dá pra viver e, se consumido em grandes proporções e com muita frequencia, pode trazer danos para a saúde.


Mas, voltemos à receita. Ficou ruim. Sou sincero e digo que ficou ruim. Mas tudo foi por causa do meu exagero. Para quem gosta de comer camarão, pizza ou qualquer coisa ao alho e óleo, ficou ótimo! Só um pouco amargo e escorregadio. Mas, com menos óleo e menos alho, dá pra comer tranquilo e salvar uma hora de fome.


O RETORNO:
Não desisti da receita, hoje eu estva sozinho em casa e achei um macarrão sem molho ali esperando minha mãe fazer aquele molho especial, pra toda família almoçar. Não tive dúvida: peguei um dente de alho, apenas um, um pouco de óleo e fiz o segundo experimento. Calma, só na parte do macarrão que eu iria comer. Ficou até bonzinho, muito melhor que o primeiro, mas faltando alguma coisa. Será que é um camarãozinho?


ESCLARECIMENTO:
Fico devendo as fotos do prato, você vai ter que usar a imaginação: pense num macarrão soltinho, brilhante, com uns pedaços de alho tostados. Fácil, né? Imagine também que nos dois dias que estive só em casa para fazer este prato, também estava sem máquina fotográfica.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Um viva para as coisas simples: Sorvete de Brigadeiro

Veja o que acontece: eu rodo pelas receitas de massas (minha próxima meta), rodo, rodo, rodo, mas quando vejo lá estou eu vendo as sobremesas! É cada coisa linda e acessível ao meu nível de "competência" culinária que eu não resisto.

Porque um almoço todinho feito por mim vai acontecer um dia. E eu acredito tanto nisso que meu amontoado de papel minha pequena coleção de receitas já está bem grandinha. Mas enquanto eu não sei fazer nem macarrão (que não seja miojo) vamos nos contentando com sobremesas, ok?


E como vocês já devem ter percebido, receita com 2, 3 passos de instruções são o meu ponto fraco. Aí junta simplicidade + chocolate... já viu tudo né?

Olha só que maravilha que encontrei, mais uma vez, no Rainhas do Lar (mas a moça que mandou pra lá tem o blog dela também, é o Pitaco na Cozinha):


Sorvete de Brigadeiro

Ingredientes:
1 barra de chocolate meio amargo
1 caixinha de creme de leite
1 lata de leite condensado

Modo de fazer:
Num pirex, coloque 1 barra de chocolate meio amargo (separe os quadradinhos) e 1 caixinha de creme de leite. Leve ao microondas por 1 minuto. Misture bem até formar um creme. Leve esta mistura ao liquidificador com 1 lata de leite condensado e a mesma medida da lata de leite. Bata bem, despeje em um pirex com tampa e leve ao congelador até ficar duro. Na hora de servir, faça bolas e polvilhe chocolate granulado por cima.


Usar o microondas para além de esquentar comida é um dos meus objetivos nesta vida. Já até peguei outras receitas para experimentar. E vou te contar que derreter chocolate assim é tão mais prático que talvez o desmantelo do meu Mousse de Chocolate tivesse sido menor se eu já soubesse fazer assim... #burrinha

Gostinho de picolé de chocolate


A coisa tava tão simples que para incrementar a foto, polvilhei leite ninho e chocolate granulado pra ficar bonitinho. E a dica de hoje é justamente para fazer o contrário hahaha Sério, fica mais gostoso sem nada disso, purinho mesmo.

É uma receita ótima para aqueles dias que o tempo é curto e o calor é grande, sem contar que é sempre bom ter um sorvetinho na geladeira depois do almoço, fala a verdade??

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Simplificaram o sofisticado – Petit Gateau de caneca

Estava eu na minha navegação web gastronômica quando me deparei com uma receita LINDA de petit gateau – aquela sobremesa para dias especiais (pelo menos no meu caso) que consiste numa espécie de bolo quente (que quando partido sai uma caldinha delícia) acompanhado de sorvete e calda de chocolate. A receita é linda, o resultado é delicioso, mas precisava comprar as forminhas para fazer os bolinhos, ok, guardei esta informação, imprimi a receita e segui em frente, quando me deparei com esta no Receitas de Mãe:


Petit Gateau (de caneca)


Ingredientes:

¾ de lata de leite condensado

½ lata de chocolate em pó (meça com a lata de leite condensado)

¾ de caixinha de creme de leite

3 ovos

2 colheres de sopa de farinha de trigo

1 colher de café (bem rasa) de fermento em pó.


Modo de preparo:


Bata todos os ingredientes no liquidificador. Unte as canecas com margarina. Coloque a mistura até a metade da altura das canecas. Leve ao microondas por 3 minutos.

Ou seja, simplificaram ao cubo a receita do petit gateau e mais, todos os ingredientes estavam ali, disponíveis, prontos para serem testados. Resolvi fazer porque, né, imagina só se isso fica bom sendo simples assim?


Dificuldade zero, e olhe que eu usei o MEU “olhômetro”, que não é lá muito confiável, para medir esses ¾ aí da receita. Bati tudo no liquidificador, untei as canecas, coloquei a massa até a metade de uma (fiz uma por vez porque vai que não presta...), programei os 3 minutos e pronto, momentos de ansiedade – minha, de mami e da tia-pitaqueira.

E durante o processo microondístico o bolinho cresceeeeu, ficou quase pra derramar e depois murchou e ficou assim:


Um feinho gostoso


Então... como vocês podem ver, BONITO não é uma coisa que se possa dizer, mas né... microondas, receita simplificada... vamos dar um desconto!

Aí você pergunta: “e esse sorvete, você que fez?” E eu respondo que muito obrigada pela credibilidade (hahahaha) mas essa receita chama-se “sorvete zebrinha” e eu ainda não cheguei nesse nível. Esse foi feito pelas mãos de mami (e tava uma delícia, claro).

“E a caldinha delícia no meio do bolo, cadê?” Pois é... Não rola. Em algum lugar na minha pesquisa eu vi que receita de petit dateau “de verdade” não pode ter fermento que é pra poder ficar o derretido no meio, e essa tem... e ele cresceu bastante. Aí ficou tipo um bolinho de chocolate mesmo, mas com o GOSTO do petit de verdade =P.

“E a calda bonita que enfeita o prato?” Bom... calda de chocolate não é uma coisa que se tenha assim, de bobeira, na geladeira, não é mesmo? Fecha o olho e imagina que rola uma calda aí.

Ahhh, já ia esquecendo: essa foi a receita que gerou mais curiosidade de todo mundo aqui em casa! Apareceram muitas bocas pra provar!!

E eu prometo comprar as forminhas e fazer a receita original!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O retorno do blogueiro pródigo - Nhoque com molho de cenoura

"Pode ir armando o coreto e preparando aquele feijão preto. Eu tô voltando." Pois é, só começando com um trechinho de Chico Buarque para quebrar o clima e desviar a atenção para o fato de eu ter demorado tanto a fazer uma receita. Desde os cansativos biscoitos (que na verdade se tornaram um sucesso), eu estava entregue a outras atividades, e, na cozinha, só fiz degustar os pratos que Nara tem feito e que vocês verão em breve por aqui.

É, minha gente, depois de uns biscoitinhos tão legais quanto aqueles e tantos contratempos que me mativeram longe da cozinha, eu estava até com medo de escolher uma receita chinfrim e ainda errar. O primeiro problema até que resolvemos facilmente, pois descobrimos que há muitas receitas legais espalhadas por aí, seja na internet, ou as tradicionalmente escritas no verso da embalagem de produtos alimentícios, como a que fiz.

O prato é Nhoque com molho de cenoura, que peguei da caixa de Maizena. Resta saber se, depois de tanto tempo longe do fogão, eu perdi ou não a pouca habilidade que havia adiquirido.


Noque com molho de cenoura, ervilha e presuto

Ingredientes:
Massa
- Meio quilo de batatas cortadas em cubos médios
- Uma colher (sopa) de margarina
- Uma xícara de chá de amido de milho (Maizena)

Molho
- Três colheres (sopa) de margarina
- Uma cebola pequena picada
- Dois dentes de alho amassados
- Uma cenoura média ralada no ralo grosso
- Duas colheres (sopa) de amido de milho
- Duas xícaras (chá) de leite
- 100g de presunto ralado
- Uma lata de ervilhas escorridas
- Meia colher (chá) de sal

Para untar: margarina

Modo de preparo:
Massa
1. Cozinhe as batatas em água e sal até ficarem macias. Escorra-as e passe-as ainda quente pelo espremedor. Misture até obter um purê. Deixe amornar.
2. Junte no purê a margarina e o amido de milho e misture com as mãos até obter uma massa lisa e homogênea.
3. Pegue porções de massa e modele cordões, corte-os em pedaçõs com 1,5cm de largura e pressione levemente a superfície com a ponta do dedo.
4. Unte um refratário retangular médio. Reserve.
5. Em uma panela, coloque água e leve ao forno médio até ferver. Coloque os nhoques aos poucos para cozinhar, quando subirem à superfície retire-os com uma escumadeira e coloque no refratário reservado. Reserve.

Molho
6. Em uma panela, aqueça a margarina em fogo médio e refogue a cebola e o alho até dourar. Junte a cenora e refogue por mais três minutos.
7. Dissolva o amido de milho no leite e junte ao refogado, mexendo sempre, até engrossar.
8. Acrescente o presunto, a ervilha e o sal e misture delicadamente.
9. Cubra os nhoques com o molho e sirva em seguida.



Você já notou que a receita, apesar de fácil, é bastante longa e trabalhosa, então imagine para uma pessoa inexperiente e que estava afastado há algum tempo, como no meu caso! Mas é claro que, como nos melhores restaurantes eu contei com "auxiliares de cozinha", porque, caso contrário, o prato demoraria para sair e esfriaria. Assim, Nara e minha mãe ajudaram em partes fundamentais da receita, como cortar os legumes (Já falei aqui que não sou muito habilidoso com uma faca na mão e, como muita sorte me livro de perder meus dedos. Não confio muito na sorte).

Também me atrapalhei (ou me atrapalharam) na ordem das coisas. Comecei pela massa, pulei para as verduras, voltei para o molho, e a receita virou uma salada. Aconselho você a cortar a cebola, o alho, ralar a cenoura, escorrer a ervilha, abrir o pacote de maizena e untar o refratário antes de começar a receita propriamente dita. Não foi o que eu fiz, e isso quase atrasa o prato.

Outros detalhes: ao dissolver a maizena no leite, não precisa deixar o fogo ligado. Foi o que eu fiz, e que transformo o prato em "Papa com molho de cenoura". A única lata de ervilha que tinha aqui também tinha milho verde, o que deixou a receita com um gostinho deste ingrediente intruso. Se você gostar, então tudo bem.

Mas, como toda novela, tudo acabou bem. O jantar do sábado foi Nhoque com molho de cenoura e todo mundo aqui em casa gostou. FIcou tão bom que quem quis repetir, não pôde. A embalagem de Maizena diz "Rendimento: 4 porções", mas eu estava tão apressado e desatento que só vi isso agora, quando estava copiando a receita aqui no blog.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uma ótima companhia - Banana Charmosa

E como uma amiga recém-casada ávida por receitas para segurar o marido pela barriga reclamou que neste modesto blog só se faziam lanches e sobremesas, decidi fazer algo para o almoço.

A receita eu peguei num site/blog muuuito legal que esta mesma amiga me passou e que desde então tem sido uma ótima companhia nas horas livres de trabalho – inclusive eu diria que agora é até raro não encontrar algum papelzinho com uma receita copiada do Rainhas do Lar na minha bolsa. Até me empolguei mais nesta empreitada que é a minha relação com a cozinha.


A receita é bem simples – porque qualquer receita com mais do que 3 etapas do “modo de fazer” me assusta – e foi tão elogiada nos comentários das leitoras de lá que foi a primeira que copiei pra fazer. O link pra receita no Rainhas do Lar tá aqui. A foto de lá é bem mais bonita que a minha e vocês vão logo me perdoando mas a única máquina disponível no momento não era nenhuma brastemp. Vamos a receita:

Banana Charmosa

Corte as bananas ao meio.

Enrole-as primeiramente em uma fatia de queijo e depois em uma de presunto.

Arrume-as carinhosamente em um refratário.

Coloque um molho bechamel*

Polvilhe queijo parmesão e leve ao forno por aproximadamente 25 minutos.

Esse tal “molho bechamel” eu não conhecia aí fui lá no Tudo Gostoso e peguei a primeira ,e mais simples que encontrei, até porque se a receita era tão simples o molho também tinha que ser, ok? Então fiz assim:

*Molho Bechamel

Ingredientes:

1 copo de leite (250 ml)

1 colher de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de farinha de trigo

Sal, pimenta-do-reino e noz moscada a gosto

Modo de Fazer:

Derreta a manteiga e aos poucos misture a farinha de trigo, deixando formar um creminho levemente dourado. A seguir coloque o leite, também aos poucos, e mexa até engrossar. Acrescente os temperos e está pronto. Todo o processo deve ser feito em fogo baixo.

Nem preciso dizer que a única dificuldade ficou no molho, né? Não que seja uma dificuldade... na verdade foi bem simples. Mas como eu sou lentinha precisei da minha personal assistent (mami) na hora te temperar (com sal e pimenta do reino, não usamos noz moscada) porque a expressão “a gosto” ainda é um mistério para mim.

antes de ir pro forno

Bom, o resultado ficou bem bonito (=D) e as minhas cobaias aqui de casa gostaram. Percebi que papi só comeu um pedacinho... mas disse que gostou. Em compensação, minha querida irmã, que torce a boca só de saber que a receita foi feita por mim, gostou!!!

Eu achei bom, ponto. Pro meu paladar ficou “faltando alguma coisa” que descobri durante a semana vagando pelos arquivos do Rainhas do Lar (sim, de novo). Bom, digamos que o problema foi aquela lei do menor esforço, sabe? Descobri que esse bechamel que eu fiz foi muito do fuleiro e que a receita "correta" tem mais borogodó. Eu prometo fazer novamente em outra oportunidade, conto aqui como ficou e posto a receita do molho de verdade, combinado?

É assim mesmo, cozinha é treino! hehehe


depois do forno: toda uma coisa borbulhante

Aí você vem e me diz que “ei, não dá pra servir só isso no almoço” e eu vou e respondo que a compreensão é a alma deste negócio e que é necessário que você entenda que como eu ainda estou no nível 1 (ou já posso dizer 2?) da minha saga gastronômica já me sinto orgulhosa em fazer um belo de um acompanhamento! Por que arroz, meu bem, não é nada sozinho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu prometo: bolo colorido

Estava eu navegando por aí nos sites e blogs de unhas - porque agora eu sou tipo "a louca do esmalte" - quando me deparo com este bolo no Loucas por Esmalte. Era aniversário do blog e as meninas fizeram essa receita. Pirei, porque né, metade da minha fome se satisfaz com a beleza do prato, e esse bolo é tipo LINDO!

Já procurei loucamente a receita e já achei, ou seja, aguarde cenas dos próximos capítulos porque eu vou tentar fazer - a não ser que alguém me segure. Se você não se convenceu por essa foto vê aqui o flickr da menina Grasi, que o dela ficou mais lindo ainda.

Não sei todo esse colorido ainda deixa o bolo gostoso mas diga aí se não merece uma tentativa?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O fim da estiagem - Bolinhos de chuva

As coisas aqui andaram meio paradas, mas a vida vai se ajeitando e conseguiremos encaixar nossas experiências gastronômicas para não morrermos no Miojo. Então, pondo fim a este pequeno período de seca vamos ao post de uma receita que já está bem atrasada para vir pra cá.

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Certa vez, há muito tempo atrás, na época do colégio, quando a vida era mais leve e as únicas preocupações eram os trabalhos de história, biologia, etc, o programa da Ana Maria Braga era a tarde e estava eu na casa de uma amiga estudando. A mãe dela gostava de assistir as receitas da Ana Maria e ia fazendo na hora. Nós, boas cobais que éramos, experimentávamos tudo =).

A receita daquele dia eram os tradicionais (que nunca foram tradição na minha família) bolinhos de chuva, os quais eu nunca tinha ouvido falar. E como eram maravilhosos!! Tanto que fiquei com aquele dia na memória como uma lembrança boa. Prontamente, peguei a receita e levei-a para mami aprender e fazer para todo o sempre. Mas, como nem as mãos de fada de mami são perfeitas, os bolinhos ficaram um fracasso e desde então eu fiquei só na vontade mesmo.

Até que eu, neste impulso de aprendiz gastronômica faça-você-mesma, catei a melhor receita que encontrei na internet (e tem muitas! Cada uma com um detalhe diferente) convoquei mami como assistente e segui passo a passo o que essa senhorinha do vídeo abaixo fez:

Porque quando a receita vem de uma pessoa com tanta experiência eu confio.

Os ingredientes:
2 ovos

1 pitada de sal

3 colheres de açúcar

1 copo de leite

1 colher de margarina

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher de fermento químico

1 colher de erva doce


E o modo de fazer ta aí no vídeo =)



E olhe, sem modéstia mesmo, ficaram ótimos! A primeira dentada foi um reencontro da minha alma com a minha infância não tão distante.

Só digo uma coisa: não experimente fazer sozinho. Pelo menos EU não conseguiria sem a minha fiel assistente. Tudo bem que pode ser só comigo, que fico meio atrapalhada com tudo ao mesmo tempo: massa-óleo quente-açúcar-não deixa queimar (AAAHHH), mas é só um humilde conselho, ok? É trabalhosinho, mas vale muuuito a pena! =D

gostinho de infância

E essa receita rende bastante! Acho que o dobro do que tem aí na foto.

Uma verdadezinha seja dita, eles ficam um pouco oleosos... =/ farei novamente colocando-os primeiro no papel toalha antes de jogar no açúcar, depois dou notícias aqui.
PS: Não usei a erva doce que tem na receita.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Biscoito para dar e vender

Humor é coisa séria. Não é porque uma coisa é engraçada e faz você cair na risada que merece o seu descrédito. Falo isso por dois motivos: primeiro porque vivo fazendo graça e gosto de ser levado a sério (mas isso é coisa para se falar em blog pessoal e de nome meloso, então: assunto encerrado); e, segundo, porque foi de um programa de "humor", muito engraçado, que eu tirei esta receita.

O programa é o Larica Total, uma das coisas que incentivaram e muito na ideia de fazer este blog, e para quem não conhece, basta procurar no Youtube ou assistir ao que eu vou apresentar já já - o que tem a receita. Quando falei para algumas pessoas que tinha retirado a receita deste programa, ouvi mais de um "Tu és louco? Vai confiar nesse cara? Isso tem muita edição!"

Então, antes de dizer o resultado disso tudo, vamos à receita e ao vídeo (que eu já vi trocentas vezes e recomendo a todos que tiverem afim de dar uma risada):




Biscoito de coco

Ingredientes:
500g de amido de milho (vulgo Maizena)
500g de manteiga
10 colheres de açúcar
10 colheres de farinha de trigo
100g de coco ralado.

Modo de preparo:
Misture tudo, faça as bolinhas, coloque na bandeija untada e mande para o forno.


Como você pôde ver no Larica Total, ou no texto (quem não teve paciência de deixar carregar e perdeu a oportunidade de rir), a receita é muito fácil, da até para criança fazer. Essa foi uma das receitas mais simples que eu já fiz e, se não foi de melhor resultado, foi a que me rendeu mais elogios. De fato, ficou muito bom. Não chega a ser um "Bono" de coco, mas fica bem crocante com pedacinhos de coco ralado para você mastigar na pontinha dos dentes. Maravilha.

A receita também rende bastante. Ao todo, foram cinco (isto mesmo, cinco) fornadas. E, antes disso, muito trabalho manual. Passei a noite toda no processo quase mecânico de fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada.

Cansou? Você chegou na metade da massa. Continue naquela de fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada... E por aí vai.

Eu recomendo a você chamar uns amigos, ou primos crianças, pais, irmãos, vizinhos, qualquer pessoa para ajudar você na receita. Depois, todo mundo compartilha os biscoitos e se eles não forem muito fominha, dá até pra levar pra casa. São muitos biscoitos. Muito bons.

SINCERAMENTE Os mais clarinhos ficam bem melhores. Não deixe torrar

domingo, 18 de julho de 2010

Bolo Mesclado - 2 kg de azar

Existe sim. Existe alguma zica sobre o fato de eu estar fazendo receitas para o blog. Esta é a segunda vez que escrevo todo este texto. O primeiro desapareceu misteriosamente quando eu ia publicar. Ou seja, é a segunda demostração de azar na mesma receita. Leia e descubra.

O ingrediente indesejado

Eu sempre acreditei que culinária depende muito de dois ingredientes básicos: sorte e azar. O problema é que não é você que escolhe qual deles vai usar, nem em que medida. E como eu tenho uma forte tendência andar com uma boa porção da segunda opção, o resutado veio ao fazer esse bolo mesclado e, também, ao tentar postar aqui.

O outro texto estava bem maior e mais explicadinho, mas para me livrar logo dessa mazela, vou tentar resumir. Vamos logo para a receita:



Ingredientes:
200 gramas de manteiga
2 xícaras de açúcar
4 ovos
2 xícaras de farinha de trigo com fermento
1 vidro de leite de coco

Modo de preparo:

Bate a manteiga e o açúcar até misturar tudo. Acrescenta os ovos e bate bem até cremar. Acrescenta a farinha e o leite de coco. Coloca numa forma untada e polvilhada reservando um poco da massa para mesclar.

Para mesclar: Em pouco da massa branca, 04 colheres de sopa de achocolatado em pó ou nescau, 03 colheres de sopa de leite. Jogar em cima da massa branca e fazer circulos com um garfo, mesclando as massas. Colocar para assar começando com forno baixo e aumenta gradativamente até que asse.

Mais uma vez Nara estava aqui para conferir meu desempenho na cozinha e dar um apoio quando necessário. E, sinceramente, vendo a receita tão explicadinha assim, eu achei que nem fosse precisar, a gente só ficaria conversando enquanto misturava as coisas. Ah, milimetricamente obediente juntar todos os ingredientes, bater, colocar na forma, pôr no forno e pronto. Fácil e seguro. Depois todo mundo prova, acha uma delícia e me faz vários elogios. Fácil, né? Mas se fosse assim cozinhar não teria graça e talvez nem este blog existisse.

Coloquei todos os ingredientes dentro dos conformes, pus no forno e pronto: meia hora depois lá estava o bolo crescido, robusto e aparentemente bem assado. Era hora de colocar o palito para comprovar a hora de desligar o forno, eis que o ingrediente 'azar' achou de mostrar a que veio (pela primeira vez): no momento em que abria o forno e a grade deslizava em nossa direção com o bolo em cima, acontece o desabamento. O mesclado despenca um andar com grade e tudo, e ainda fica preso na estrutura metálica do fogão.

Operação resgate
A missão agora era outra: salvar o bolo. Sem muito tempo para pensar, desligamos o forno e bolamos o plano em poucos minutos: Nara levantaria a forma usando a colher de pau como uma alavanca e eu - com as mãos enroladas em panos de prato e luvas de cozinha - colocaria o braço naquele pequeno espaço de 250ºC e tiraria o bolo.

Pronto, salvamos. Nenhuma queimadura, nada grave. Conosco, claro. Já com o bolo... o coitado murchou na hora de tanto medo e, depois, quando voltou para o forno, assou mais, porém nunca mais voltou a ser o mesmo bolo mesclado robusto e poderoso. Sim, sim, ele tinha alguns traumas, permaneceu torto e cabisbaixo.

Dos males o menor. Depois de coberto, até que ficou bonitinho e, aqui em casa, quem provou gostou. Vou ser sincero: eu não gostei muito. Achei meio molhado e como se faltasse alguma coisa, não sei se sorte ou mais algum ingrediente. Senti mesmo foi um gostinho de decepção, mas agora é esperar para ver se ele acaba rápido, pois isso é que mostra se o bolo ficou bom ou não.


DETALHE: O título do texto anterior era 'Bolo Mesclado - 200g de azar', mas, visto que fui obrigado a refazer o texto por causa da falta de sorte, fui obrigado a acrescentar mais 1,8kg.

DICA: Antes de usar o forno, certifique-se de que ele não está aquecido e dê uns tapas na grade, pressione para baixo... Faça qualquer coisa para confirmar que ele está seguro e que você não terá vontade de chutá-lo de raiva.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mousse de Chocolate - porque se sujar faz bem

Dica nº 1: Você, cozinheiro(a) inexperiente que entra em desespero rapidamente: nunca, JAMAIS, comece uma receita que você não tenha domínio algum, se estiver sozinho em casa ou sem uma pessoa por perto que possa te socorrer nos momentos de tensão.

Pegou a dica? Já sacou o que aconteceu comigo dessa vez? Pois é...

Mousse de Chocolate
Ingredientes:
3 ovos
200g de chocolate meio amargo
2 colheres de sopa de açúcar
1 lata de creme de leite

Modo de fazer:
1. Bata as gemas até dobrarem de volume
2. Junte o açúcar e continue batendo
3. Derreta o chocolate e acrescente à gemada
4. Junte o creme de leite, batendo sempre
5. Por fim, as claras em neve (bem batidas mesmo) misturando rapidamente na batedeira
6. Adicione, se quiser, licor de cacau para dar um gostinho suave (pode ser 3 ou 4 colheres de sopa)
7. Leve à geladeira


Sábado a tarde, povo de casa viajando, casa silenciosa, tranquila, pensei com os meus botões: é agora. A receita eu encontrei num site colaborativo de receitas bem legalzinho. Passos tão bem divididinhos, parece tão fácil... Vamos por partes:

(1. e 2.) Bata as gemas até dobrarem de volume. Junte o açúcar e continue batendo.
Pra mim o que dobrava de volume eram as claras, mas tudo bem. Como no passo nº5 a receita fala em "batedeira" pensei novamente com os meus botões (porque eles eram os únicos a me dar apoio moral nesse momento) que "ah, se depois vou bater tudo na batedeira posso começar logo com ela", certo? Bom, imagine 3 geminhas solitárias no fundo de uma bacia grande em uma batedeira. Viu que não dá pra bater? Pois é. Eu só percebi isso depois. Acabei pegando um garfo e batendo na mão mesmo. E, não, não vi o volume dobrar (lenda).

(3.) Derreta o chocolate e acrescente à gemada.
Bom, anos olhando mami fazer as coisas na cozinha me fizeram mestre na teoria. Logo, a etapa do banho-maria foi cumprida com louvor! E eu estou me elogiando descaradamente porque agora é que começa o momento de TENSÃO. Aí você diz: tensão? Pra que? Acrescentar o chocolate à gemada? E eu respondo: sim, querido leitor - pra você ver o meu NÍVEL.

Acontece que cometi um erro primário: usei os ovos gelados... não esperei eles ficarem na temperatura ambiente (essa é a minha teoria). Resultado: quando coloquei o chocolate, quente, na gemada, fria, o chocolate endureceu! (feito aquela calda quente que se coloca em sorvete de self service, sabe?) Ainda acrescentei o creme de leite (4.) pra ver se ajudava. Isso tudo na batedeira, porque desmantelo pouco é para os fracos - comigo é na bagaceira mesmo. Foi chocolate pra todo lado.

Como denegrir a minha própria imagem na internet é contra os meus princípios, poupeio-os de uma foto realista da coisa, mas o desespero foi tanto que tive que pedir socorro à tia-pitaqueira, porque nessas horas um pitaco é quase um conforto.

Depois de, por pouco, não jogar tudo fora e aproveitar pelo menos as claras em alguma coisa comestível, eis que a massa foi tomando forma de coisa uniforme e não-empelotada.

(5.) Por fim, as claras em neve, misturando rapidamente na batedeira.
E, tcharam!! Mousse!
Imagem não é nada, fome é tudo!

E, olha, foi a receita mais bonita e gostosa que eu fiz até agora!! Orgulhinho, sabe? =D

PS: a foto nem conseguiu expressar toda a beleza e gostosura, porque a bateria estava acabando e tivemos que tirar rapidinho, mas ficou uma delícia!! E com consistência daquele chocolate Suflair. Adooro!

domingo, 13 de junho de 2010

Sobremesa de Farinha Láctea - uma receita e muitos pitacos

Decidi dar uma folga pros bolos e pro magnífico-caderno-de-receitas-de-Mami e arriscar numa “desconhecida”. Uma atitude ousada, do ponto de vista das minhas cobaias pitaqueiras, que se mostraram bem desconfiadas dos meus dotes, principalmente a personagem que vocês conhecerão hoje: a tia-pitaqueira.

A receita eu encontrei numa revistinha “Ana Maria + Receitas (testadas e aprovadas – importante isso)” que Hugo achou na casa dele:

Doce de Farinha Láctea
Ingredientes:
10 colheres (sopa) de farinha láctea
250 ml de leite
6 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de margarina
3 claras
5 colheres (sopa) de achocolatado
1 lata de creme de leite

Modo de preparo:
Deixe o creme de leite no freezer por 20 minutos. Em uma tigela bata a farinha láctea, o leite, 4 colheres de açúcar e a margarina, e misture metade do creme de leite. Divida a massa em duas partes. Coloque uma parte em um refratário. Na segunda parte misture o achocolatado e coloque sobre a primeira camada. Bata as claras em neve com o restante do açúcar e misture a outra metade do creme de leite. Coloque sobre o doce e leve ao freezer até ficar firme. Decore a gosto.

Como eu adoro farinha láctea e, do auge da minha experiência, achei a receita simples de fazer, resolvi apostar - não sem antes consultar aquelas que provam tudo no final. E as reações não foram muito calorosas. Mami não gostou muito da idéia, disse que a receita era estranha etc etc (acho que rolou um ciuminho por eu estar deixando o caderno dela de lado dessa vez...); já minha outra cobaia – a tia-pitaqueira – leu a receita com atenção e disse: "6 colheres de açúcar? Que exageeeeero, pode colocar metade disso que ta bom! Farinha láctea já é doce, chocolate já é doce, com isso tudo de açúcar vai ficar ruim!”

Como a minha experiência na cozinha esta na fase 1 da escala Ofelística acatei que o açúcar era muito, mas sem querer desagradar a revistinha coloquei as 6 colheres, só que bem rasas, elas cheias acho que dava umas 4 e ½...

Tudo certo na execução da coisa toda, coloquei no freezer, no outro dia provei e achei que estava bom!! (êêê!=D) Então veio a conclusão da cobaia pitaqueira, que disse que “faltou um pouquinho de açúcar...” Aiai, só rindo!


E que fique claro: essa imagem não é de revista

Moral da história: Pode fazer a receita do jeitinho que está aí que fica uma delícia – para quem gosta de farinha láctea, claro. Aqui em casa a "desconhecida" cativou todos que provaram.

Aliás, 5 colheres de chocolate é, realmente, um exagero. Eu coloquei 3. Quando for fazer de novo vou colocar 4 – fica a dica.