quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pão Caseiro - um bom começo

Depois de um longo período de preparação, finalmente postamos nossa primeira receita do blog. Este será mais ou menos o formato que apresentaremos esse tipo de post: uma foto do prato, a receita e, em seguida, um texto contando como foi a experiência.

Cozinhe e divirta-se!

PÃO CASEIRO
Ingredientes:

500 ml de água morno(a)
1 kg de farinha de trigo
1 unidade(s) de ovo
20 gr de fermento biológico fresco
2 colher(es) (sopa) de manteiga Mococa
2 colher(es) (sopa) de açúcar
1 colher(es) (sopa) de sal


Modo de preparo:

Dissolva o fermento no açúcar, acrescente a água morna, mexa bem e incorpore o sal, a manteiga e o ovo.
Despeje a farinha peneirada aos poucos. Esta massa fica meio mole.
Trabalhe bem a massa e coloque para descansar até dobrar de volume. Fure a massa para abaixar, trabalhe um pouco e modele os pães. Acomode-os em uma assadeira untada e deixe dobrar de volume. Asse em forno quente (180 graus) até dourar.

O RESULTADO

Não consegui modelar os pães, mas até que ficaram bons


Primeiríssima receita

Não vou começar o primeiro texto dizendo que sou craque na cozinha. Não sou. Também não vou dizer que sou enrolado, desastrado e que não tenho habilidade nenhuma em misturar ingredientes. Não, não... Sei fazer umas receitinhas básicas, fáceis e que até agora não fizeram feio. Até agora.

Meu “menu” ainda é discreto, cabe numa mão. Sei fazer: um macarrão maravilhoso (o primeiro prato que Nara provou e gostou, pode perguntar!), um risoto de camarão igualmente fantástico, a cartola de um restaurante famoso e caro do Recife (não vou revelar, faz parte do PÁ do blog); e, a mais recente, um pão caseiro.

Aaaaah, o pão caseiro. Foi a primeiríssima receita complexa que me aventurei a fazer, um teste de paciência e persistência (em vencer a massa). Quando li a receita, achei que fosse superfácil de fazer o danado, mas foi só começar para perceber que o difícil era ele prestar. Pense num trabalho que me deu!

Foram quatro horas de trabalho na cozinha, com pausas só para tuitar, comer besteira, vasculhar sites para ver Barcelona e Real Madrid, jantar, me arrumar para sair. Êpa! Antes de dizer que a receita demorou porque não me dediquei exclusivamente a ela, saiba que fiz tudo isso esperando a massa “dobrar de tamanho”, como está lá escrito.

E por falar em massa, e a consistência dela? A receita diz que ela fica “meio mole” e essa discrição me tirou do sério, pois você há de concordar comigo: isso é muito relativo. Quer ver? Rapadura “meio mole” o cearense chama de Alfenim, já sorvete “meio mole” o americano batizou de Milk Shake. Sendo assim, a massa “meio mole” do meu pão caseiro deve ficar mais próxima de sorvete ou rapadura?

Esse é o tipo de resposta que você não encontra em receita nenhuma. Você tem que colocar a faca nos dentes e seguir em frente, arriscando. Descobri isso ontem quando tentei furar a massa e a faca ficou presa. Ao puxar, a massa esticou. Nada de faca nos dentes, o desafio foi tirar a faca dali... Mas, voltando: comecei a ficar na dúvida se a receita era de pão ou de chiclete.

“Trabalhar a massa” é outro desafio para quem tem o braço fino feito o meu. Falta força e você começa a pensar em transformar o pão logo em torrada. Modelar o pão? Não consegui! Horas depois de ter começado a receita já não tinha mais paciência para tentar outras quatro vezes dar àquele monte de trigo e fermento uma forma comestível. Joguei tudo na bandeja (uma bolota maior e duas bolinhas), deixei dobrar de volume e pus no forno.

Não demorou muito para eu começar a ficar surpreendido com meu pão. Logo o apartamento inteiro ficou com cheiro de padaria (mais especificamente as do Hiper Bompreço). E cheiro de padaria dá fome, não é? Impressionante. Por isso que eu não conheço nenhum dono de padaria que seja magro. Não tem como!

Melhor que o cheiro foi o que veio depois. Cortei o pão fofinho, recém-saído do forno, peguei um pedaço e pronto. “Foi a melhor coisa que eu já fiz na cozinha até hoje”, provei e contei para um dos meus irmãos e meus amigos que aguardavam para provar. Maravilha. Todos que comeram gostaram!

Depois eu entendi que, ao contrário do que imaginei no momento de euforia, o pão não ficou perfeito. Aliás, ficou longe disso e ainda tem muito o que melhorar. Apesar disso, soube que fui bem para quem fez o primeiro pão.

Ah, volto a repetir: mesmo com tanto trabalho e não ficando 100% (como um pão da Santa Cruz), essa foi a melhor coisa que já fiz na cozinha. Até agora.

2 comentários:

rodrigo martins disse...

rapaiz. muita identificação nessa coisa do braço fino. mas ficadica, melhora com o tempo, mas demora. depois cê se acostuma.

outra coisa é . todas as receitas são incertas. querem que você enlouqueça pensando em o que é um punhado, ou pouco ou farinha a gosto.
hehe

Bru disse...

Tá querendo prender a mulé pelo bucho, né?
Os pãezinhos até que ficaram bonitinhos...são caseiros, ora!

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Tem lugar melhor pra bater papo do que a cozinha? =)