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domingo, 25 de setembro de 2011

O incrível bolo cru e queimado ao mesmo tempo

Começou que eu tava com faniquito pra fazer alguma coisa na cozinha. E tinha que ser com chocolate. Frustrando os meus planos, só tinha Nescau em casa, nada de chocolate dos Dois Frades (é, faço propaganda gratuita =P). Decidi fazer um bolo de chocolate com uma receita bem simples do caderno de mami.

Fiz tudo certinho, juro! Tá... a manteiga não estava em temperatura ambiente, confesso. E usei uma forma nova, de teflon. Será que foi isso, gente? Me dêem uma luz, please!

Fato é que foi muito estranho. Em 30 minutos de forno, senti um cheirinho de queimado, corri pra ver se tinha derramado e nada, abri o forno pra fazer o teste do palito e a massa estava completamente molenga. Segui em frente, vai ver o cheiro é na casa da vizinha, vou deixar mais tempo... e o cheiro de queimado só aumentando, até que eu desliguei o fogo já completamente frustrada, porque estava cru! E queimado!!! Pode isso, Bial?!


Tirei a foto, porque eu não tenho vergonha na cara mesmo, e fiquei achando graça de mais uma desgraça. Mas achei que né... quando partir vai estar legal, é só tirar o queimadinho com a faca e beleza, mais uma vez feinho, mas gostoso. Rá! Quem disse que saia da forma?! Gente, tem encosto nisso, só pode! Quando saiu, juro, tava da pura cor do carvão mais preto dos carvões! Frustrante... Vontade de tacar direto no lixo! Mas eu fico achando graça...

Lembra da minha primeira receita por aqui? Era um bolo de chocolate, do caderno de mami, que não saiu da forma por nada desse mundo, mas que PELO MENOS ficou comestível! Agora eu tô acreditando que existe a Maldição do Bolo de Chocolate, e tenho medo dela.

sábado, 6 de agosto de 2011

Seguindo o cheiro – Bolo de maçã com canela

Numa segunda-feira dessas já acordei ouvindo a ladainha “as maçãs vão estragar, eu compro e vocês não comem blábláblá”. Toda mãe canta isso? Ou é só na minha casa? Será que é só na minha casa que ninguém lembra que as maçãs existem? Nada contra, até gosto das bichinhas, mas só me lembro que existem dentro da minha cozinha 1. se as vi chegarem 2. se estão super a mostra ou 3. se a ladainha já começou.

E quando a ladainha começa, a minha cabecinha associa logo que elas estão murchas ou muito passadas, tadinhas. E então o fim delas é sempre muito triste.

Mas nessa segunda feira incomum lembrei que já tinha visto algumas receitas com maçãs nessas minhas andanças virtuais e acabei reencontrando uma receita de bolo no
Projeto 801 com uma cara ótima e uma promessa de que a casa ficaria com um cheirinho incrível de canela enquanto estivesse assando.


Ingredientes:
4 maçãs
3 ovos
2 xícaras de farinha de trigo
2 xícaras de açúcar
1 copo americano de óleo
1 colher de sopa de fermento em pó
Para polvilhar: 2 colheres de sopa de açúcar e 1 de canela em pó.

Modo de fazer:
O primeiro passo é descascar todas as maçãs. Depois, corta 3 delas em cubinhos. A quarta, é só cortar em 4 partes. No liquidificador, a gente bate os ovos, a maçã cortada em pedaços maiores, o açúcar e o óleo. Em uma tigela, misturamos a massa batida no liquidificador com a farinha de trigo, os cubinhos de maçã cortados e, então, o fermento. Daí, colocamos em um tabuleiro/forma retangular (30 cm) untado e polvilhado com farinha de trigo. Polvilhamos toda a superfície da massa crua com a mistura de açúcar e canela. Feito isso, só levar para o forno pré-aquecido, por uns 30 – 40 minutos, dependendo do forno. Para saber a hora certa de tirar, faz o velho teste do palito: espeta o bolo, se o palito sair limpo, tá pronto.

A receita é bem simples e foi super tranqüila de fazer, sem nenhum acontecimento extraordinário. Até a hora de colocar no forno. É, porque digamos que a forma não ficou totalmente proporcional à quantidade de massa e aquele super cheirinho de canela que inundaria a casa inteira, chegaria no nariz da vizinha e me deixaria orgulhosa, foi substituído por um cheirinho de queimado bem inconveniente. Pois é, derramou. Cagou o forno todo. Não fosse Mami tão tímida, eu teria tirado uma foto da cara dela diante deste fato lastimável... cômico, não fosse trágico. Eu podia dizer que a minha colher de sopa de fermento foi um tanto gorda, mas tá na cara que a culpa é da forma. A culpa é todinha da forma.

O bolo derramar no forno é aquela coisa: não pode abrir pro coitado não murchar e a desgraça ser maior, daí é agüentar o cheiro chato e as perguntinhas “tem alguma coisa queimando?”. Paciência. Respira fundo e assuma a própria demência. E aí então você reza. Reza pra, apesar de tudo, prestar.

 
Sabe esse biscoito aqui de maçã com canela? Pronto, o bolo tem esse gostinho, só que os pedacinhos de maçã deixam um molhadinho super leve e a canela com açúcar em cima fica uma delícia. Aqui em casa ninguém nunca tinha comido bolo de maçã e adoramos. Já foi pra minha listinha de Top Bolos!

Feito o doce sustentável de banana deu uma sobrevida às bananinhas passadas, acho que agora as maçãs não vão mais morrer indigentes.


PS: eu podia ter tirado foto da coisa toda derramada, feito fiz com o bolo de caneca, mas dessa vez a minha dignidade falou mais alto.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cupcake de encher o bucho

Me lembro que em 2008 quando fazia assessoria de imprensa para o lançamento de um restaurante descoladinho, a grande novidade do cardápio seriam os tais cupcakes, que eram uns bolinhos que alguém do seriado Sex and the City gostava – e essa era a única informação que nós tínhamos. E eu nem assistia Sex and the City! O que nós ligamos para amigas que talvez assistissem a série pra tentar descobrir o que era exatamente... O Google não foi muito esclarecedor nesse dia.

Depois eles explodiram e agora a busca pela palavra “cupcake” no São Google te dá aproximadamente 75.100.000 resultados (e crescendo). Acontece que aqui na nossa vida real eles não foram nem um pouco comuns nesse tempo. Posso contar com apenas dois dedos os que comi durante essa “overdose virtual”.

Pros que não o conhecem por este nome, ele nada mais é que um bolinho assado numa forminha de papel que pode ser enfeitado como bem quiser – e personalizado, o que é mais legal. A melhor descrição de cupcake que vi até hoje é de que ele é um “bolinho bacia metido a besta”! E é bem isso mesmo! Mas ele ser gostoso e BONITO pra mim é ótimo! Eu gosto de comida que enche os olhos – e o bucho.

Há bastante tempo tenho vontade de tentar uma receita deles, mas o problema sempre estava nos acessórios, porque eu não ia assar os tais em forma de empada e fazer uma melequeira sem fim no forno para no final ter microbolinhos em forminhas de papel queimado, certo?

E olhe que as forminhas certas não são fáceis de encontrar... pelo menos não foram para mim. Encontrei lá no “centrão” numa loja chamada Irmãos Haluli, maomeno perto do Mercado de São José, numa daquelas ruas que eu e minha capacidade de orientação somos incapazes de dizer qual é (juro que não sei voltar).

Forminhas de papel específicas para cupcake e forminhas de alumínio tamanho 10

Empolgada, comprei as coisas de manhã e passei a tarde pesquisando a melhor receita, até que encontrei essa “Anatomia de um bolinho – um passo a passo de como fazer Cupcakes”, no The Cookie Shop, ótimo pra quem quer fazer pela primeira vez, ou só pra olhar mesmo, já que tem fotos ótimas.


Bolinho de baunilha (receita do The Cookie Shop):
  • 1 1/2 xícara de farinha de trigo
  • 1/2 colher de sopa de fermento em pó
  • 1 pitada de sal
  • 100g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente
  • 3/4 de xícara mais 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de essência de baunilha
  • 2 ovos
  • 3/4 xícara de leite
Modo de fazer: Numa tigela, peneire a farinha, fermento e sal. Reserve. Na batedeira, bata a manteiga e o açúcar até ficar claro e fofo. Junte a baunilha e os ovos, um de cada vez, batendo bem após cada adição. Em velocidade baixa, junte a farinha em três adições, intercalando com o leite (termine com a farinha) e misture até ficar homogêneo. Não bata demais.

Eles cresceram lindos e o meu orgulho já estava tão redondinho quanto eles, entretanto, contudo, porém... No post, ela diz que não precisa deixar assar demais, quando passar no teste do palito, já pode tirar. E foi o que fiz. Ansiosos, provamos um ainda morno e constatamos que assaria mais...
Segurei o meu desânimo e fui fazer a cobertura. Não fiz recheio (oi, preguiça!).

Resolvi fazer a cobertura com Ganache (= barra de chocolate derretida com meia caixinha de creme de leite) porque tinha visto uma reportagem em que a moça fazia assim e era tão simples... e ficavam tão lindos... Mas né, não ficaram como eu queria... a tal ganache ficou muito mole e todo o meu esforço com o saco de confeitar não adiantou muita coisa, já que a cobertura ficou assim, com essa aparência de... nada. E também não rendeu muito, alguns bolinhos ficaram a ver navios.

Olha ali atrás o pobrezinho que ficou sem chocolate...

Apesar de não terem ficado lindos e maravilhosos como os meus olhinhos gostariam de ver, ficaram muito bons e encheram meu buchinho com muita desenvoltura! Sim, assariam um pouquinho mais, mas depois de frio é coisa que nem se nota, sabe? (lembrete mental: esperar ficarem bronzeadinhos de leve, da cor do verão, cheios de saúde – mas não tanto pra não ficarem ressecados).

Agora estou à procura da cobertura perfeita: aquela que é fácil, barata, que tem todos os ingredientes em casa, e que fique linda e maravilhosa. Quero nada né?

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Um Ás de trunfo – Brownie

A minha família tem um jogo de baralho tipo tradição, passando de geração pra geração e tudo mais. Nunca conheci alguém, que não fosse da família, que soubesse jogar – ou que se animasse a aprender. Minha mãe já tentou ensinar pro meu pai, mas ele não gosta. Já tentei passar pra Hugo, mas ele também não se apegou (ainda!)... Enfim, o certo é que quando tivermos um tempo livre e as mulheres da família estiverem animadas, vão rolar algumas partidinhas de SUECA.

Jogado em duplas que se comunicam através de sinais – piscadinha de olho, olhadinha pra cima, mordidinha no lábio, etc (que torna o jogo engraçado pra quem está só assistindo) – o objetivo é basicamente que uma dupla faça todas as jogadas e não deixe a outra colocar nem uma cartinha na mesa. E quando isso acontece, diz-se que a dupla “deu uma sueca” na outra, sacaram?

Antes de iniciar a partida define-se aleatoriamente qual dos naipes será o trunfo: o trunfo será o naipe que valerá mais sobre todos os outros. Na ordem de grandeza do jogo, o Ás e o 7, seguidos do Reis, do Valete e da Dama são as cartas que valem mais. Assim, o Ás do Trunfo é a carta mais poderosa do jogo! Então, meu bem, se você e sua dupla tiverem um jogo muuito ruim mas tiverem um Ás de trunfo... Rá! Sua cabeça estará salva!

Na cozinha, o trunfo é AQUELE prato que você faz nos momentos de tensão. Por exemplo, numa reunião de família que todos vão perguntar pra você “fez o que pra hoje?”, porque você tem um blog sobre comida e todo mundo acha que você sabe cozinhar – quando na verdade você só tenta.

Certo dia eu fiz um brownie e ele deu super certo. Então veio o dia das mães e eu, já preparada para ouvir a pergunta dos que acham que eu cozinho muito bem, pensei e pensei o que eu faria, resolvi fazer um repeteco, dessa vez com castanhas, e acabei descobrindo que ele é o meu ás de trunfo! Porque ele sem nada fica bom, com castanha fica melhor ainda e, o melhor de tudo, é mega fácil de fazer! É sucesso!

O primeiro, sem castanhas

O segundo, com castanhas (delícia!)

Então assim... enquanto eu não for uma cozinheira de mão cheia e tiver várias receitas que consiga fazer com a mão nas costas, vai ter dia das mães, dos pais, natal, São João, aniversário de boneca, e o que mais você me convidar, que para não chegar de mãos vazias eu vou tirar minha carta da manga... Brownie! Rá!

A receita é lá do Na Minha Panela


Ingredientes:
200g de chocolate meio-amargo
100g de margarina
3 ovos inteiros
140g de farinha de trigo
200g de açúcar.

Modo de fazer:
Derreta o chocolate com a margarina em banho-maria ou no micro-ondas (1min e meio bastam), misture a esse creme os ovos, a farinha de trigo e o açúcar, até formar uma massa grossa e homogênea.
A dica é cobrir a assadeira (de uns 30 cm) com papel alumínio, untá-lo com margarina e só depois jogar a massa. Assar em fogo bem baixinho por aproximadamente uns 40 min. O ponto certo é quando formar uma casquinha em cima e quando espetar o palito, grudar uns pedacinhos.



PS: Alguém aí conhece/sabe jogar sueca?

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Bolo colorido e confeitado - Brincando de fazer bolo (Parte II)

A Cobertura

O bolo confeitado que eu sonhava fazer (esse aqui) era com cobertura branca, mas como eu não sei fazer a tal e não sei nem que gosto tem, resolvi enfrentar essa minha primeira luta, eu e o saco de confeitar, com a boa e velha cobertura de brigadeiro.

Para isto, usei a receita do Aqui na Cozinha, blog da Patty Martins lá de Garanhuns.

(Aqui a receita que eu fiz, só metade)
Ingredientes:
1 lata de leite condensado
1 colher (de sopa) de farinha de trigo (colher rasa)
2 colher e 1/2 (de sopa) de chocolate em pó (o dos padres)
1 colher (de sopa) de manteiga (colher rasa)
1/2 lata de creme de leite sem o soro

Modo de Preparo: Em uma tigela funda de vidro coloque a farinha de trigo, o chocolate e o creme de leite e misture bem até dissolver todas as bolinhas. Acrescente os outros ingredientes e misture mais até ficar homogêneo. Leve ao micro-ondas em potência alta por 2 minutos, pare e mexa. Faça isto algumas vezes até você ver que engrossou (isto depende da potência do seu micro-ondas). Lembre-se que quando esfriar ele vai engrossar mais, então tire um ponto antes.
Se quiser fazer no fogão, coloque os ingredientes da mesma forma em uma panela e leve ao fogo. Deixe em fogo baixo e mexa bem para não empelotar.


Adepta da praticidade, fiz no micro-ondas e mesmo sem nunca ter feito brigadeiro no dito cujo, super funcionou. O único “probleminha” é que ficaram algumas bolinhas de chocolate, mas que agora aprendi (é, primeiro você faz errado, depois você aprende) que quando for fazer alguma coisa com o chocolate do Padre é melhor peneirar antes. (Ou será que eram essas as bolinhas que eu tinha que dissolver antes de colocar no micro?)

Então fiquei uns bons minutos mexendo e mexendo e mexendo até esfriar e poder colocar no saquinho de confeitar. E aí foi mão na massa. Lembrando que eu não estava sozinha nessa brincadeira, mami também estava se divertindo comigo.

Primeiro cobrimos todo o bolo com uma espátula, colocamos o brigadeiro no saquinho com o biquinho que faz florzinha (e as confeiteiras se contorcem nesse momento com a minha explicação) e fui em frente. Tentei fazer as flores do bolo que eu sonhava, só que elas ficaram bem menores e só depois de algumas florzinhas foi que eu peguei a manha do movimento. Se você é do interior aqui do Nordeste e sabe o que é ALFENIM, vai achar minhas florzinhas bem parecidas com um monte de alfenim em cima de um bolo. Só que de chocolate.

Tirando a fraqueza que deu nas minhas mãozinhas sedentárias, e a cobertura que queria sair por cima do saco, foi tudo lindo. Já quero fazer de novo! E quero uns bicos de confeitar maiores e mais legais porque os meus são de plástico =P (da revistinha da Avon...).




E obrigada a mamis, que até levou o primeiro pedaço, já que esteve junto comigo nesta batalha. Inclusive arrumou a bagunça que eu fiz na cozinha. Na cozinha e em mim, que no fim das contas tinha chocolate até no cotovelo.

UPDATE: Esqueci de dizer que na hora de cantar parabéns com a família, todos adimiraram a arte, mas fizeram cara feia quando parti, por causa das tintas... aí comeram pra não fazer desfeita com a aniversariante e acabaram repetindo. Todos! =D

domingo, 8 de maio de 2011

Bolo colorido e confeitado - Brincando de fazer bolo (Parte I)

Era sábado de um feriado bem preguiçoso e igualmente chuvoso. Era meu aniversário e eu não queria fazer festa. Mas acontece que eu não dispenso o “fazer um pedido e apagar a velinha, sabe”? Tô numa vibe supersticiosa que me garante que isso vai dar sorte. Então resolvi juntar esses dois eventos para juntar também duas coisas que eu queria muito fazer: o bolo colorido e confeitado!

Sim, sim! Você que achou que eu estava falando da boca pra fora, que fez cara de nojinho dizendo que o bolo tinha muita tinta e que achou que o meu saquinho de confeitar ia ficar esquecido no armário para todo o sempre, acabou de morder a língua! Ai!

O Bolo

Tá bom, admito que não fiz sozinha. E nem posso dizer que fui apenas assessorada por mami porque, veja só, ela fez o bolo! Eu só fiz colorir! Sabe como é... bolo de aniversário é o tipo de coisa que não pode dar errado, não é verdade? E ainda por cima num feriado, que eu nem sabia se a Deli Doces estaria aberta para qualquer emergência...

De qualquer maneira a receita do bolo de mami é essa aqui (Mas, se você tiver a fim de experimentar, pode fazer com a massa de bolo normal que você quiser, depois é só colorir):

Ingredientes:
4 ovos
2 xícaras de açúcar
4 colheres de sopa, bem cheias, de margarina
4 xícaras de farinha de trigo
½ xícara de leite de coco
½ xícara de leite de gado
Sal a gosto
1 colher de sopa de fermento

Modo de fazer: Na batedeira, bater bem os ovos, açúcar e manteiga. Depois, acrescentar o leite, a farinha e o fermento, alternadamente. (colocar uma pitada de sal). Assar numa forma untada por uns 35/40 minutos.


Depois da massa pronta, separamos em 5 partes e fomos colorir. Todo um recordar é viver das minhas aulas de educação artística da 5ª série, que seria uma aula perfeita se eu tivesse comprado as cores primárias corretamente (amarelo, azul e vermelho), mas no lugar do azul só tinha o verde na loja.



Ficamos com cinco cores de massa:

Verde
Amarelo
Rosa (que é a tinta vermelha, que deixou a massa rosa-pink!), e aí vieram as misturas:
Vermelho + amarelo = laranja
E vermelho + amarelo + verde = ?? cor feia e indefinida.

Montei colocando um pouco de cada cor (no olhômetro mesmo) a partir do centro da forma, intercalando sem parar. Ficou assim:



Assando, o bolo cresceu lindamente até uns 30 minutos, depois disso a coisa começou a desandar... Não é a primeira vez que acontece e não descobrimos ainda o motivo, talvez a altura da minha forma ou o forno novo que ainda não nos acostumamos. Fato é que depois de uns 30 minutos, ele resolveu que ia crescer só no meio e no fim das contas acabou com um formato bem estranho e desanimador. Imagine uma tenda de circo, daquelas com a ponta pra cima e uma bandeirinha lá no alto. Agora realize um bolo nesse formato...

Mas, como dizem, nada se perde, tudo se transforma. Decapitamos a ponta do iceberg Cortamos fora a ponta e ele virou um bolo normal, pronto para a segunda fase: a cobertura!

E como se trata de uma mega produção, eu fiquei tão orgulhosa que não consigo falar pouco =P. Então pra não cansar ninguém, falo sobre a cobertura e mostro as fotos dele amanhã., ok? Quem voltar, verá!

terça-feira, 15 de março de 2011

Eu sonho: confeitar um bolo

Eu ia dizer “eu prometo” mas a última promessa que eu fiz aqui daqui a pouco faz aniversário e, considerando que confeitar um bolo parece exigir de mim muito mais paciência do que eu aparento ter, resolvi deixar como um sonho que quem sabe, um dia, quando ninguém tiver esperando eu realize. Afinal, sonhar não custa nada, não é?


Depois que vi o post desse bolo LINDO lá no Pitadinha dizendo que era para quem não sabe confeitar e com todo o passo a passo da coisa rolou aquela identificação, sabe? Aí eu me empolguei! Comprei um saco de confeitar e agora ele está ali olhando pra mim e pensando se vai ficar de entulho ou vai ser usado algum dia na vida.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bolo de Chocolate e Coco ou testando a potência do liquidificador

Adoro bolo prestígio, como preferimos chamar aqui em casa um bolo com coco. E como vocês já devem ter percebido, também tenho uma quedinha por receitas que me parecem simples. Vamos combinar que liquidificador é quase sinônimo disso, certo?

Então, quando vi essa receita lá no blog Prato Fundo, com fotos lindas (sim, eu me influencio por boas imagens), de um bolo de chocolate e coco todinho feito no liquidificador, salvei logo e me preparei para fazê-lo completinho, com cobertura e tudo. E isso pra mim é um grande desafio!

Primeiro preciso dizer que o forno da minha casa está com defeito. Não sei bem o que é, mas não está legal fazer bolos, dia desses mami fez um e passou muito mais de uma hora para assar e ficar feio. Eu tive que preparar a massa em casa e levar para assar na casa de vovis, porque longe de mim fazer bagunça na casa dos outros... Nessa hora você finge que acredita que eu não fiz bagunça nas duas casas, ok? Ainda bem que casa de vó é casa de vó, né?

Ingredientes:
6 ovos médios em temperatura ambiente
250g de açúcar cristal (ou 1-1/4 xícara)
150g de chocolate em pó
100g de manteiga em temperatura ambiente
100g de coco ralado seco (não adoçado)
50g de achocolatado em pó
10g de fermento químico em pó

Modo: pré-aquecer o forno em 180-200ºC, untar e polvilhar uma fôrma de furo no meio (21 cm diâmetro).
No copo do liquidificador, colocar todos os ingredientes e bater muito bem por 5-8 minutos. Transferir para a fôrma.
Assar por 30-35 minutos. No teste do palito, deve sair úmido, mas sem massa crua. Retire, deixe esfriar e desenforme.


Tão simples, não é? É... Tirando o fato de que mami quase enfarta com o fato de eu depenar a bandeja de ovos da geladeira e que eu não tenho uma balança para medir os ingredientes; assim tive que fazer toda uma conversão maluca até chegar nas quantidades que acho que estavam certas. (para converter usei como base essa tabela aqui, que aliás é bem útil)

Certo, fui colocando os ingredientes no liquidificador (só então percebi que o chocolate em pó era pouco e tive que pedir arrego na casa da vó – 1ª viagem). Coloquei tudo e fui bater. A receita diz pra bater de 5 a 8 minutos e eu achei que eu ligaria e ia assistir O Clone e depois voltava - doce ilusão. Acontece que a massa é beeem pesada e, bom, o liquidificador de casa não é assim forte nem novo, sabe? Eu sinceramente achei que ele ia decolar em alguns momentos ou no mínimo queimar porque o bichinho esquentou e reclamou horrores. Então eu ligava e desligava e fui fazendo isso várias vezes até achar que já tinha batido o necessário.

Despejei a massa na forma untada, peguei os ingredientes da calda que eu ia fazer lá (olha a bagunça...) e migrei para a casa da vó (2ª viagem).
Confesso que como a massa era tão pesada achei que não ia crescer muito, mas cresceu e ficou lindão, muito embora tenha dado uma bela murchada quando saiu do forno – nada que abalasse o sabor. Toda orgulhosa, parti para a calda.


Ingredientes:
125mL de água
100g de açúcar cristal
40g de chocolate em pó
75g de chocolate ao leite picado

Modo: Numa panela coloque a água, açúcar cristal e o chocolate em pó. Misture bem para dissolver, leve ao fogo baixo. Espere ferver e marque 10 minutos, deve quase chegar no ponto de fio. Então, adicione o chocolate ao leite picado. Misture bem para derreter o chocolate, no meu, alguns pedacinhos ficaram para trás.
Verta sobre o bolo.

A calda foi bem tranquila de fazer. Fiz em fogo baixo porque mais alto e a coisa toda subia e derramaria no fogão. Na minha também ficaram alguns pedacinhos do chocolate e achei que foi isso que deu um tchan todo especial.

Troféu de bolo mais bonito que fiz até agora

Ficou delicioso! A mobilidade era tanta e juntou tanta gente para me ver fazendo o bolo (mãe, pai, irmã, avó, tias e tio) que mal esperaram eu tirar as fotos, experimentamos ainda quente. E melhor ainda ele estava no dia seguinte – não tão bonito, a calda ficou durinha, mas delicioso!

Talvez a técnica seja colocar os ingredientes e ir batendo aos poucos... ou ter um liquidificador muito bom e forte. Vivendo e aprendendo, né? Enfim... para quem confia no seu liquidificador, eu super indico.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Deu zebra - Bolo Zebrado

Eu me encanto com a beleza dos pratos, já deu pra perceber, né? Então, quando vi essa receita de Bolo Zebrado no Aqui na Cozinha, já fui salvando pra testá-la. Acontece que pelo visto eu devo ter algum problema com bolos porque alguma coisinha sempre tem que dar errado.

Bolo Zebrado

Ingredientes:
4 ovos
1 xícara (de chá) de açúcar
1 xícara (de chá) de manteiga ou margarina (pode ser até óleo)
1 colher (de café) de baunilha
2 xícaras (de chá) de farinha de trigo
2 colheres (de sopa) de chocolate em pó
1 colher (de sopa) de fermento

Modo de Preparo:
Bata o açúcar com a margarina até ficar esbranquiçado. Continue a bater e vá acrescentando os ovos um a um. Depois acrescente o leite, a farinha e a baunilha. Por último acrescente o fermento e mexa devagar.

Montagem: Divida a massa em 2 vasilhas e em uma delas misture o chocolate. Você vai estar com 2 massas: Uma branca e outra marrom. Agora em uma forma untada e enfarinhada, coloque uma colher da massa branca, bem no centro e em cima da massa branca coloque uma colher da massa de chocolate. Vá fazendo assim até as 2 massas acabar. Sempre uma em cima da outra. Não precisa espalhar, a própria massa se espalha sozinha. Leve ao forno médio por mais ou menos 30 minutos. Enfie um palito no bolo se ele sair limpo, o bolo já está bom. Deixe esfriar para desenformar.

Dessa vez estava tudo muito lindo, indo muito bem. Fui colocando as coisas na batedeira até perceber que o modo de preparo dizia pra acrescentar o leite... leite? Você viu o leite nos ingredientes? Porque eu não vi, mas antes que eu entrasse em desespero fui salva por Mami que disse que para esta quantidade de farinha ela geralmente usa uma xícara de leite. Falou a voz da experiência e os anjos disseram amém.

Antes de falar da montagem, preciso dizer que antes de começar a fazer, peguei logo a forma - a única redonda que encontrei - e untei logo, beeem direitinho para os acontecimentos não se repetirem, sabe? (Taí uma coisa que eu acho chatérrima é untar forma, vocês não?)

Com a ajuda de Mami fomos montando, colher por colher... foi então que percebemos que a forma era assim, um tantinho grande demais para a quantidade de massa (era tamanho de pizza). E fomos até o fim rezando para que ela cobrisse todo o fundo da forma, pelo menos. E cobriu! Olha aí como ficou:
Nem ficou certinho, centralizado como deveria, não sei porque... era pra ficar todo no centro da forma, mas ele foi escorrendo para a borda...
Então coloquei no forno e após os 30 minutos da receita ele tava mole mole. A voz da experiência me disse que meia hora era pouco tempo e tome mais uns 20 minutos assando.
E a zebra? Alguém viu a zebra?

Claro que depois de torcer para que ele ao menos cobrisse a forma, não tinha fermento que fizesse ele crescer até a borda. Então ele ficou fininho fininho.

Apesar de tudo, ficou gostoso. Agora é comprar uma forma redonda menor e tentar de novo, porque cozinha é treino. Mesmo.

PS: Finja que não viu que eu cobri tosca e porcamente a data errada da foto =P

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Bolo de Caneca e a imagem do desmantelo

Eu podia fazer a mesma receita várias vezes até achar o jeito certo, o ingrediente ideal, o ângulo mais bonito e só então postar o resultado no blog. Mas, como tem escrito aí em cima, aqui ninguém é especialista e a proposta é mesmo contar como tem sido a nossa desenvoltura diante das panelas - mesmo que o resultado seja desastroso. Neste caso, como foi a minha desenvoltura diante de uma mísera caneca e um forno microondas...

Quando eu fiz o Petit Gateau de Caneca e fiquei boba porque não sabia que rolava fazer bolo no microondas, uma amiga (oi, Bea!) me disse que existiam várias receitas de bolinhos para se fazer na caneca e me mandou um email com várias delas. Achei a ideia bem interessante e buscando na internet encontrei várias versões.

Resolvi fazer a que encontrei no site/blog Aqui na Cozinha porque essa eu sabia que alguém tinha feito um dia e tinha dado certo, então era mais garantido, né verdade?

Ingredientes:

4 colheres (de sopa) de farinha de trigo
4 colheres (de sopa) de açúcar
2 colheres (de sopa) de chocolate em pó
2 colheres (de sopa) de manteiga
2 colheres (de sopa) de leite
1 ovo pequeno
1 colher (de café) de fermento em pó

Modo de preparo:
Em uma caneca de 300 ml misture os ingredientes secos. Depois com a ajuda de um garfo (é melhor para desempelotar) vá adicionando os outros ingredientes. Quando a massa estiver bem misturada leve ao microondas na caneca mesmo.

Eu fiquei tão empolgada com a praticidade de comer bolo sem precisar lavar uma pia inteira de pratos e esperar 40 minutos pra ficar pronto que peguei a maior caneca que tinha em casa - já que era grande a quantidade de ingredientes - e fiz num instante. E nem vou dizer que na minha empolgação só lembrei do ovo depois que coloquei a caneca no microondas e tive que tirar correndo, pra ninguém duvidar da minha capacidade.

Mas então... depois que preparei a massa vi que a caneca ficou bem cheia, lembrei do petit gateau que cresceu bastante, mas segui em frente afinal a receita era pra fazer na caneca, então dava certo né? O resultado vocês podem ver na foto... uma imagem vale mais que um parágrafo!

A caneca quase cheia e o desmantelo feito

Depois que o desmantelo estava feito eu deixei mais um poquinho e tirei, não marquei o tempo exatamente - entendam os momentos de tensão! - mas acho que ficou uns 2 minutos, mais ou menos. Aconselho deixar em média de 3 minutos.

Coitado do Mickey

Mas ó, fica bom, viu!?? Sério mesmo, a proposta é ótima, só a caneca que é pequena! hahaha
O bolo fica bem fofinho, nem parece feito no microondas. Pelo menos eu achava que ia ficar seco, sei lá... mas não. Se colocar uma cobertura de chocolate fica melhor ainda.

Olha como fica fofinho