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domingo, 25 de setembro de 2011

O incrível bolo cru e queimado ao mesmo tempo

Começou que eu tava com faniquito pra fazer alguma coisa na cozinha. E tinha que ser com chocolate. Frustrando os meus planos, só tinha Nescau em casa, nada de chocolate dos Dois Frades (é, faço propaganda gratuita =P). Decidi fazer um bolo de chocolate com uma receita bem simples do caderno de mami.

Fiz tudo certinho, juro! Tá... a manteiga não estava em temperatura ambiente, confesso. E usei uma forma nova, de teflon. Será que foi isso, gente? Me dêem uma luz, please!

Fato é que foi muito estranho. Em 30 minutos de forno, senti um cheirinho de queimado, corri pra ver se tinha derramado e nada, abri o forno pra fazer o teste do palito e a massa estava completamente molenga. Segui em frente, vai ver o cheiro é na casa da vizinha, vou deixar mais tempo... e o cheiro de queimado só aumentando, até que eu desliguei o fogo já completamente frustrada, porque estava cru! E queimado!!! Pode isso, Bial?!


Tirei a foto, porque eu não tenho vergonha na cara mesmo, e fiquei achando graça de mais uma desgraça. Mas achei que né... quando partir vai estar legal, é só tirar o queimadinho com a faca e beleza, mais uma vez feinho, mas gostoso. Rá! Quem disse que saia da forma?! Gente, tem encosto nisso, só pode! Quando saiu, juro, tava da pura cor do carvão mais preto dos carvões! Frustrante... Vontade de tacar direto no lixo! Mas eu fico achando graça...

Lembra da minha primeira receita por aqui? Era um bolo de chocolate, do caderno de mami, que não saiu da forma por nada desse mundo, mas que PELO MENOS ficou comestível! Agora eu tô acreditando que existe a Maldição do Bolo de Chocolate, e tenho medo dela.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Onde moram as receitas?


Sabe, quando começamos o blog, as receitas que eu “tinha” eram as do Maravilhoso Caderno de Receitas de Mami, e era nele que eu buscava meus primeiros desafios na beira do fogão.

Mas eu fui navegando nesse mundão da internet, pesquisando e descobrindo blogs ótimos com receitinhas que me pareciam bem possíveis para a minha pouca experiência. E daí fui anotando em papeizinhos, imprimindo em folhas de rascunho (é, uso o verso do papel que não serve mais =P)... e fui juntando todos numa caixinha bonitinha dessas de presente tamanho DVD, sabe? Tudo junto e organizado.

Mas aí a caixa não cresceu junto com a quantidade de papel e a coitada tá que quase não fecha. Agora brotam papeizinhos de receita por toda a casa. E dentro da minha bolsa. Se alguém revirar minha bolsa terá certeza que eu super sou cozinheira porque com certeza vai achar se não uma, várias receitas – que muito provavelmente nunca fiz, mas estão lá, firmes e fortes, aguardando o dia que serão promovidas à cozinha.

Como vergonha na cara tá aí pra gente ter, to aqui tentando criar coragem para organizar isso... Se eu for copiar tudo que eu já anotei num tradicional caderninho de receitas, precisarei de um de 10 matérias! O blog já funciona como um caderno virtual e altas vezes tive que recorrer a ele – porque não achei o maledito papel que a receita tava anotada – mas não vou carregar o computador pra cozinha e enfarinhá-lo todo, não é?! No meu destrambelhamento é capaz do coitado ir parar no forno!

E vocês, têm um caderninho, um tuia de papel, um arquivo no computador, uma memória boa?


Aqui as receitinhas moram abraçadinhas, quentinhas e não muito confortáveis

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um post de aniversário

Passou rápido. Comidinha pra lá, comidinha pra cá, nosso blog completa hoje o primeiro ano de vida. E hoje, podemos dizer: Deu certo!

Há um ano eu e Nara estávamos pensando em como fazer um blog legal em que pudéssemos mostrar nossa (pouca) experiência na cozinha, nossas receitas e, sobretudo, nosso aprendizado. Eu, influenciado pela filosofia do Larica Total; ela, pelo filme Julie & Julia, eu acho... O fato é que a coisa começou a andar, e confesso que o blog superou minhas expectativas.

Você imagina o que é cozinhar pensando num texto, planejando uma foto, depois escrever, editar, postar? Para quem não gosta de escrever nem de cozinhar deve ser um trabalhão. Mas não pra gente. Pra gente é muito divertido, envolve nossas famílias e é bastante prazeroso. Digo isso porque lembro da cara dos meus pais logo no começo do blog. Era uma sucessão de expressões de estranhamento. Quer ver? Estranhamento 1) Hugo cozinhando. Estranhamento 2) Hugo tirando foto da comida??? Estranhamento 3) O prato ficou bom!

O melhor disso tudo é que o blog também é ótimo para quebrar estereótipos. Cansei de ver gente me olhando com cara de "iiiih" quando eu contava que tinha um blog de culinária e depois me olhar com cara de surpresa depois de ouvir o resto da frase "...com minha namorada. Ela adora". Hehe, não preciso nem dizer que acabavam me pedindo o endereço. É isso aê!

Ah, outra coisa: quem disse que quem cozinha bem é quem faz pratos modernos, sofisticados, lindos e maravilhosos, geralmente com nome francês e porção pequena? Cooooisa nenhuma. Comida é comida. Condição básica de sobrevivência!!!

Bem, já falei demais. Discurso de aniversário não pode ser muito longo para não morgar o "é pique", depois do parabéns.

Obrigado a todos vocês que acompanham o blog, os maiores responsáveis por ele ter vingado. Obrigado pelos comentários, sempre muito sinceros e sugestivos. Obrigado pelas sugestões de receitas, pelas conversinhas sobre comida que hoje fazem parte do nosso dia-a-dia. Obrigado pela companhia.

E como hoje é dia de festa, o post é feito a quatro mãos!

O primeiro post

Nós tivemos um longo período de enrolação preparação antes de começar a colocar a mão na massa, mas o primeiro post registrado exatamente a um ano atrás, no dia 14 de abril de 2010, foi bem bonitinho e bem explicativo sobre o que nós queríamos fazer por aqui:


E não demorou para receber o primeiro comentário de uma leitora desesperada curiosa:



As primeiras receitas

Hugo deu o ponta pé inicial que, aliás, impulsionou a criação desse espaço, e fez seu primeiro pão caseiro, que sofreu pra ser “trabalhado” mas que acabou saindo!

Eu quis começar botando banca, crente que a prática seria moleza depois de uma vida inteira de assistência à mami. Fiz um bolo de chocolate que ficou uma delícia, mas teimou e não saiu da forma por nada neste mundo.


Então é isso! Devia ter um bolo com uma velinha pra soprar, mas a semana tá super corrida do lado de cá. Obrigada por estarem aí, pela participação nos comentários (que adoramos receber), e espero que vocês continuem com a gente porque, vocês sabem né, ainda temos muuito o que aprender – logo, muito para contar.
=P

Ah, como hoje é dia de festa pode fazer um pedido? Dá parabéns pra gente?! =)

sábado, 9 de abril de 2011

Aprendendo na agonia: Pudim

Domingo eu assisti o filme Julie & Julia pela terceira vez e sempre que eu assisto fico pensando na determinação para atingir um objetivo, que faz Julie cozinhar depois de um longo dia de trabalho. Ela chega em casa 21h, 22h e vai cozinhar!! Sério, me sinto super preguiçosa quando vejo isso.

Então tomada por este espírito mulher-moderna-que-trabalha-cozinha-cuida-da-casa-blá-blá-blá cheguei em casa quase 20h, depois de um engarrafamento duzinferno que toma conta do Recife na hora que mais se quer chegar em casa, e inventei de fazer alguma coisa! “Mas essa hora?”, “Sim, essa hora”.

Atendendo aos pedidos de papis que não aguenta mais eu fazendo coisa com chocolate, fui fazer um pudim, afinal, já ouvi por aí que pudim “é muito fácil de fazer”, “foi a primeira receita que aprendi”, “quando tiver com preguiça de cozinhar, faça um pudim”. Então fui pro caderno de receitas de mami, quando ela me disse que não tinha no caderno, só na cabeça! (A partir daí preste atenção no envolvimento dela nesta receita que devia ser feita por MIM.)

Então tá. “Diga aí a receita pra eu anotar e vá pra sala”:

Ingredientes:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite (o leite normal na lata de leite consensado, saca?)
3 ovos inteiros
1 colher de sopa de maisena

Modo de fazer: Caramela a forma. Bate tudo no liquidificador, coloca na forma e cozinha em banho-maria por uns 45 minutos.

- Quanto de açúcar coloco na forma?
- Ahhh... aí eu só sei de olho.

E tome açúcar na forma. Porque era pra caramelar (ou seria caramelizar?) o açúcar na própria forma. Sempre a vi fazendo isso na maior tranquilidade, como se o fogo nem estivesse ali. Claro que a minha inexperiência apareceu bem nessa hora e o resultado foram dedos quase queimados e, claro, um pedido de socorro.

Forma pronta, massa feita, mami colocou a água na panela (“nessa que cabe a forma certinha”), água que não podia ser muita para não derramar dentro do pudim quando estivesse fervendo, colocou um tiquinho de vinagre (“pra panela não ficar preta”), colocamos a forma dentro da panela, colocamos a tampa (“tem que abafar”), marquei 40 minutos...

Então a panela ficou lá batendo como se tivesse alguma coisa viva dentro dela. (Impossível não lembrar a cena que Julie vai cozinhar lagostas... mas a minha versão de coisa-viva-na-panela é de pobre – era só um pudim.) E depois de algum tempo, quando fui dar uma olhadinha, a água estava entrando no pudim! Há quem diga que não, mas eu VI! E tive certeza que a coisa toda ia ficar com gosto de vinagre.

Depois dessa cena, Maria Agonia (minha mãe) disse que já estava bom, mesmo estando um tiquinho mole ainda. Tiramos do fogo e, mesmo eu dizendo que queria deixar esfriar para desenformar, fui quase obrigada a fazê-lo ainda morno – ou isso ou ela mesma desenformava.

Então é isso. Hoje não tem foto. Vou só dizer que o pudim ficou todo quebrado e aí vocês criam uma imagem na cabecinha de vocês, assim, quem sabe, não sai melhor do que o próprio “Quasimodo, O Pudim”.

Ah, já ia esquecendo: não, não ficou com gosto de vinagre e, apesar de todos os atropelos, ficou gostoso! Não sobrou nadinha pra contar a história!

domingo, 3 de abril de 2011

Já comeu? Laranja vermelha

Está bem, eu sei que estou devendo algumas receitas aqui. Faz tempo que não tenho tempo nem para comer direito, imagine para fazer uma receita e depois um texto? Pois é, está difícil. Peço desculpas desde já pela ausência e agradeço pela paciência dos (as) leitores (as), que assim que postamos um texto logo começaram um papo interessantíssimo sobre o que era xerém.

Então, adorei a ideia do "Já comeu?" e desde já adianto que teremos receitas digamos... exóticas (mas não vou contar agora. Supresaaaa!). Enquanto essas receitas não vêm, apresento a nova fruta da série: A Laranja Vernelha!


Quem trouxe essa raridade para cá foi meu pai. Trouxe do sítio de um colega agônomo. Ai foi o maior sucesso. O gosto é idêntico ao de uma laranja mimo, supernormal e doce. Agora, convenhamos: comer uma laranja cor de sangue, no primeiro contato, é bastante estranho.

É um jogo de sentidos, pois enganado pela visão, a gente já espera algo mais puxado para morango, mas nada cítrico. Quando coloca na boca, vem a sensação de "oxe". É a mesma cosa de uma laranja comum, mas o cérebro nao aceita isso e à medida que ela vai sendo devorada, vai ficando mais estranha. "Parece que estamos mastigando uma gengiva", disse ao ver o bagaço vermelho "sangrando" entre os meus dedos.

Ou seja, comer (ou chupar) laranja vermelha é beeem estranho.

SOBRE O XERÉM: Eu sei o que é xerém porque quando eu era criança, uma vizinha costumava fazer e ir para a rua segurando o prato para esfriar. Mas via também o pai e o irmão dessa vizinha colocarem o xerém na ponta do dedo indicador e para os passarinhos entre as paletas da gaiola.

Ou seja, conclui-se que Xerém é uma comida compartilhada entre homens e pássaros. E que cuscuz nada mais é que "Xerém ao bafo".

domingo, 30 de janeiro de 2011

E a horta cresceu...

Lembram da minha horta?

Pra quem não estava por aqui, um breve resumo é que eu queria ter uma mini-horta em casa, plantei coentros pra começar (e ver se dava certo mesmo) e estava esperando ansiosamente para vê-los crescer fortes e saudáveis e serem usados nas comidinhas de casa.

Pois bem, aos trancos e barrancos eles cresceram! Isso porque eu sempre ficava na dúvida se eles estavam levando sol suficiente na área de serviço (onde eles moram) e eles demoraram demais para chegarem no ponto de “abate”... (fico com peninha de comê-los agora?)

Ok, pode parecer muito besta, mas eu posso mostrar a evolução deles em fotos? =P



Os primeiros brotinhos. Vocês não imaginam a minha felicidade de ver que havia vida naquela terra. Sério, já tava me sentindo meio alesada colocando água numa terra sem nada todos os dias. E, sim, precisei olhar com bastante atenção para encontrar esses primeiros sinais de vida (mais lesa ainda, né).


Aí eles foram crescendo mais rapidinho e logo estavam assim, com os galhinhos todos iguaiszinhos do mesmo tamanho. Nem aparece aí, mas eles foram crescendo na direção do sol - afinados na coreografia.

Mostrei essa foto lá no twitter (segue a gente: @bujaodedois) e houve quem duvidasse se eram coentros mesmo, já que as folhinhas eram bem diferentes das de coentro... Mas vovis, que me doou as sementes, não se engana e foi só esperar mais uns dias e as benditas apareceram:


(sim, mais uma vez eu estava olhando muuuito atenciosamente!! Hahaha)

Daí em diante foi só alegria e as folhinhas foram brotando, e eu e Mami carregando eles da área de serviço para a janela da sala e vice-versa – literalmente correndo atrás do sol.


Confesso que estava esperando eles crescerem mais. Comparando com os coentros comprados no supermercado, os meus são bem menores... Mas alguns raminhos começaram a ficar um pouco amarelados e chegamos à conclusão de que já estava no ponto. (O ponto certo das coisas... sempre tão difícil compreender...)


Agora eles estão sendo colhidos diariamente e logo terei que replantá-los. Estou pensando se arrisco plantar cebolinha junto deles. Quem sabe mais um canteirinho, han? Adorei a experiência! Plantar, ficar na ansiedade esperando crescerem, chegar em casa e ir conferir como estão, colocar água... para quem não gosta de animais de estimação, eles foram ótimos substitutos!

E vocês, plantam alguma coisa em casa/apartamento? Se sim, têm alguma dica das boas pra me dar (são sempre muito úteis)?! Se não, se animam? Como tinha falado antes, fotografei todo o passo a passo da plantação e, agora que os vi dando certo (viva!), vou fazer um post explicadinho para quem se animar de fazer uma pequena plantaçãozinha na varanda. =)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Odisséia do Crepe - parte I

Domingo. Todos na praia e eu em casa, sozinha. Ok, pensei, é bom que arrisco um almocinho decente só pra mim, feito com toda a tranqüilidade do mundo e sem ninguém me apressar/pressionar. Preparei logo um plano B (vulgo pão e queijo), liguei o som, abri as janelas e comecei. Resolvi fazer um crepe/panqueca (a receita do Cozinha Travessa) com o que tinha em casa, queijo mussarela, um tiquinho de tomate picado bem pequenininho e um toque de orégano pra dar um gostinho – me sentindo a entendida do improviso culinário.

Cortei o queijo, piquei o tomate, fiz a massa, coloquei azeite na frigideira, acendi o fogão... Fogão? Fogo? Cadê você? Puf! Tenta de novo... puf! Seco!

Liguei pros meus pais com um misto de revolta e frustração só para confirmar que era isso mesmo: o bujão secou... tem outro aí atrás pra trocar... seu tio volta hoje a tarde, ele troca... peça pro vizinho (que você nem conhece) trocar...

Bem na hora da mais profunda lamentação, já com o telefone na mão para ligar pra Hugo - porque, né, o nome do blog é BUJÃO de DOIS, então ele precisava escutar meus lamentos acerca do dito cujo que nomeia este espaço e sem o qual nada acontece – ele me liga, eu conto o acontecido e ele se oferece para trocar. Pensei um pouco e considerei que no prédio em que ele mora o gás é encanado, logo a experiência dele no assunto era bem duvidosa, e por medo da casa explodir, não deixei ele trocar. Sabe como é né, gente? Esse negócio de gás de cozinha mal instalado é muito perigoso...

Resultado: crepe pia abaixo e sanduíche de queijo com tomate duas horas depois.

É... porque eu preferi dormir, com fome (e p** da vida!), a encarar a dura realidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tudo na medida

Quando eu como um bolo muito bom, sempre fico pensando: “quem será que descobriu o bolo?” Acho que todo mundo já ficou se perguntando isso, mas é sério, quem foi o primeiro a juntar manteiga, farinha de trigo, ovo, açúcar e leite e criar aquela coisa fofa, macia e deliciosa? E depois, quem foi que pegou essa receita e disse: “falta algo, falta fermento!”

Pois é, são muitas questões. O fato é que as receitas vão se espalhando, se eternizando, evoluindo, e hoje você encontra bolo de todos os tipos, sabores, preços e tamanhos. Só uma coisa não muda: para que o bolo fique bom, tudo tem que ser feito na medida certa.

Não vou nem explicar o porquê. Quem duvidar, pode dobrar os ingredientes, reduzi-los pela metade para ver o que acontece. Vai que você descobre um tipo de bolo inédito e manda um email para mim cantando vitória? Não seria nada mal!

Mas enfim, vamos voltar ao que interessa, pois o texto de hoje nem sobre bolo é, mas sim sobre medidas. Ah, e como são relativas as medidas: eu nunca sei a quantidade exata que deve ter uma colher de chá de sal, ou uma xícara de chá de açúcar, pois tem umas que parecem uma jarra. E então, como é que fica quando sua casa tem xícaras de chá para três tamanhos de ingleses? O que fazer?



Muito simples, tenha um copo medidor! É baratinho, fácil de lavar (isto é importante) e eficaz. O que eu tenho (Nara que deu), por exemplo, serve para medir açúcar, farinha, arroz, semolina (não me pergunte o que é) e chocolate, além das tradicionais medidas em ml e xícara.

Vá por mim, se você ainda não tem um copo desses, tente adquirir, pra quem costuma cozinhar, vale a pena.

ATÉ LOGO

Devido às festividades de final de ano, ao meu trabalho no interior, ao corre-corre que serão os próximos finais de semana e, sobretudo, devido ao meu inferno astral que já começou e está longe de acabar, infelizmente, não terei como cozinhar nem postar receitas aqui até o final do ano.

Fiquem com as boas receitas de Nara, vocês estão em boas mãos.
Volto em 2011. Então, até logo!

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Cismei de ter uma horta em casa


Sexta-feira eu tive um insight. Eu achei que devia ter uma mini horta em casa, que ia ser lindo colher as verdurinhas pra alguém cozinhar lá em casa, que seria muito mais saudável sem agrotóxicos e que eu ia me divertir cuidando das plantinhas - uma terapia mesmo.

Então que eu fiquei animadíssima com essa ideia na minha cacholinha e fui logo pesquisando o que eu precisaria fazer e o que poderia plantar, enquanto recrutava a tia pitaqueira/engenheira agrônoma para a missão de me ajudar nessa empreitada.

O bom - e diferente de muitos dos insights que eu tenho - é que eu resolvi levar mesmo a história adiante, e a noite já estava combinando quando seria a compra do material, o que iria plantar e quando colocaria a mão na massa terra. Descobri que minha vovis é craque em hortinhas e planta coentro e cebolinha há tempos - não que eu, de fato, não soubesse, mas nunca tinha dado a devida atenção. Mais uma recruta para a missão.

Aí que domingo nós três enfrentamos o Atacadão dos Presentes (nota mental: lembrar de não ter essas ideias perto do natal) e comprei o vasinho, a terra e as ferramentinhas (que fofo).

A tarde de domingo foi bem produtiva, no melhor sentido da palavra. Fiz a minha pequena plantação de coentro. E só coentro mesmo, porque mesmo com toda a empolgação, eu tenho consciência que preciso começar aos pouquinhos e ver a coisa dando certo antes de encher a casa de vasos improdutivos – ou levar todos pra vovis cuidar.

Ansiosa pra ver alguma coisa brotando

E o desafio foi lançado, minha hortinha já está ocupando seu espaço na área de serviço e cuidarei para os meus coentrinhos crescerem fortes e saudáveis.

Tava tão empolgada que fiz todo um passo a passo da preparação da hortinha e, se der certo mesmo, coloco aqui pra ver se mais alguém se anima, ok? Me desejem sorte. =)

sábado, 15 de maio de 2010

Salada Simples (mas para quem tem habilidade com a faca, ok?)


Não costumo fazer muitas coisas sem antes programar, mas essa semana eu voltei faminto da academia e estava afim de comer algo diferente, feito por mim. A opção que encontrei aqui no (ainda) minúsculo “banco de receitas” foi esta simples salada, cujo nome é (simplesmente) Salada Simples.


SALADA SIMPLES

Ingredientes
1 alface americana
2 cenouras raladas
1 beterraba ralada
1 tomate sem pele e sem semente
1 cebola cortada em rodelas ou picada

Molho
1 colher de chá de sal
1 pitada de açúcar
1 colher de sopa de azeite extra virgem de oliva
2 a 3 colheres de vinagre

Nem tão simples assim...

Você notou? A pessoa que escreveu a receita (se é que pode ser chamada de receita) achou tão simples, tão fácil, que sequer colocou o “modo de fazer”. Justo. Realmente, depois que os vegetais estão todos cortadinhos, não tem o que fazer. Mais e... cortar os vegetais? Não tem nada de simples nisso para quem, como eu, não tem.prática nenhuma na cozinha.

Comecei adaptando a receita. Não tinha alface americana aqui, então entrou a crespa mesmo. Também acrescentei umas folhas de couve para dar mais verde e diminui a quantidade de beterraba, pois pense numa coisa irritante é ver o roxo da beterraba desbotando uma salada! Coloquei só a metade do que diz a receita, claro.

Outra coisa que me motivou a evitar a beterraba foi justamente o fato de ter que picá-la com uma faca amoladíssima e perigosa. Pois é, a receita diz “beterraba ralada”, mas quem disse que achei o ralador? Não tenho essa intimidade toda com a cozinha daqui de casa para saber onde mora cada utensílio.

Foi isso que tornou a salada tão complicada: precisei picar meia beterraba e uma cenoura, e foi com esta que quase viro Lula. Perdi as contas de quantas vezes errei o golpe e senti o ventinho da lâmina raspar meus dedos. Alguns passavam tão perto e acertavam a cenoura de maneira tão agressiva, arrancando pedaços, que passei a aceitar a idéia de pedaços grandes dentro da salada. Por que não? Dentes servem pra mastigar, ora? Quem não quiser, come papinha.

Eu não tive nenhum corte! Mas não posso dizer o mesmo das verduras, e o resultado foi esse aí que você acabou de ver na foto. Até que ficou bonito, não? Dá vontade de misturar tudo e começar a comer, mas tenha calma... é preciso fazer o molho! O mooolho, quase esqueço também! E foi ele que mudou toda essa história.

O MOLHO

Também é simples. Ou melhor, é simples para quem não acha a receita tão fácil e tenta inovar. Eu tenho essa mania, sabe? Ver que estar muito simples e deixar meu toque pessoal. O problema é que dessa vez eu decidi fazer isso com o ingrediente errado: o SAL.

Gosto mesmo de sal. Por isso achei que uma colher de chá de sal para duas de vinagre, uma de azeite e uma de açúcar não teria graça nenhuma. Coloquei mais meia colherinha se sal... meia e um quebradinho, eu confesso.

Mexi bem o molho e ficou douradinho, parecendo um quartinho de Pitú Gold. Despejei na salada e senti o cheiro agradável da salada milimetricamente organizada na travessa de vidro. Modéstia à parte, ficou bonito! Chamei minha mãe para provar comigo e fiquei na expectativa.

“Ficou salgada!”, dei logo meu aval. Minha mãe, orgulhosa e me dando altas dicas, disse que não, “estava ótima, almoçaria apenas salada se não tivesse feito outras coisas”.

Mãe é mãe... Cerca de uma hora depois ela disse sem querer: “já tomei tanta água que estou com a barriga doendo!”

Eu assumi a culpa do sal: “Foi a SALada!”


DICA: Deixar tomate sem pele é simples. Mamãe ensinou que só precisa ferver água e jogar em cima ou (se a pressa for muito grande, como no meu caso) espetar com a faca e colocar perto da boca do fogão. A pele começa a virar bolha, e você só precisa esfriar com água fria e facilmente tirá-la com as mãos.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Pão Caseiro - um bom começo

Depois de um longo período de preparação, finalmente postamos nossa primeira receita do blog. Este será mais ou menos o formato que apresentaremos esse tipo de post: uma foto do prato, a receita e, em seguida, um texto contando como foi a experiência.

Cozinhe e divirta-se!

PÃO CASEIRO
Ingredientes:

500 ml de água morno(a)
1 kg de farinha de trigo
1 unidade(s) de ovo
20 gr de fermento biológico fresco
2 colher(es) (sopa) de manteiga Mococa
2 colher(es) (sopa) de açúcar
1 colher(es) (sopa) de sal


Modo de preparo:

Dissolva o fermento no açúcar, acrescente a água morna, mexa bem e incorpore o sal, a manteiga e o ovo.
Despeje a farinha peneirada aos poucos. Esta massa fica meio mole.
Trabalhe bem a massa e coloque para descansar até dobrar de volume. Fure a massa para abaixar, trabalhe um pouco e modele os pães. Acomode-os em uma assadeira untada e deixe dobrar de volume. Asse em forno quente (180 graus) até dourar.

O RESULTADO

Não consegui modelar os pães, mas até que ficaram bons


Primeiríssima receita

Não vou começar o primeiro texto dizendo que sou craque na cozinha. Não sou. Também não vou dizer que sou enrolado, desastrado e que não tenho habilidade nenhuma em misturar ingredientes. Não, não... Sei fazer umas receitinhas básicas, fáceis e que até agora não fizeram feio. Até agora.

Meu “menu” ainda é discreto, cabe numa mão. Sei fazer: um macarrão maravilhoso (o primeiro prato que Nara provou e gostou, pode perguntar!), um risoto de camarão igualmente fantástico, a cartola de um restaurante famoso e caro do Recife (não vou revelar, faz parte do PÁ do blog); e, a mais recente, um pão caseiro.

Aaaaah, o pão caseiro. Foi a primeiríssima receita complexa que me aventurei a fazer, um teste de paciência e persistência (em vencer a massa). Quando li a receita, achei que fosse superfácil de fazer o danado, mas foi só começar para perceber que o difícil era ele prestar. Pense num trabalho que me deu!

Foram quatro horas de trabalho na cozinha, com pausas só para tuitar, comer besteira, vasculhar sites para ver Barcelona e Real Madrid, jantar, me arrumar para sair. Êpa! Antes de dizer que a receita demorou porque não me dediquei exclusivamente a ela, saiba que fiz tudo isso esperando a massa “dobrar de tamanho”, como está lá escrito.

E por falar em massa, e a consistência dela? A receita diz que ela fica “meio mole” e essa discrição me tirou do sério, pois você há de concordar comigo: isso é muito relativo. Quer ver? Rapadura “meio mole” o cearense chama de Alfenim, já sorvete “meio mole” o americano batizou de Milk Shake. Sendo assim, a massa “meio mole” do meu pão caseiro deve ficar mais próxima de sorvete ou rapadura?

Esse é o tipo de resposta que você não encontra em receita nenhuma. Você tem que colocar a faca nos dentes e seguir em frente, arriscando. Descobri isso ontem quando tentei furar a massa e a faca ficou presa. Ao puxar, a massa esticou. Nada de faca nos dentes, o desafio foi tirar a faca dali... Mas, voltando: comecei a ficar na dúvida se a receita era de pão ou de chiclete.

“Trabalhar a massa” é outro desafio para quem tem o braço fino feito o meu. Falta força e você começa a pensar em transformar o pão logo em torrada. Modelar o pão? Não consegui! Horas depois de ter começado a receita já não tinha mais paciência para tentar outras quatro vezes dar àquele monte de trigo e fermento uma forma comestível. Joguei tudo na bandeja (uma bolota maior e duas bolinhas), deixei dobrar de volume e pus no forno.

Não demorou muito para eu começar a ficar surpreendido com meu pão. Logo o apartamento inteiro ficou com cheiro de padaria (mais especificamente as do Hiper Bompreço). E cheiro de padaria dá fome, não é? Impressionante. Por isso que eu não conheço nenhum dono de padaria que seja magro. Não tem como!

Melhor que o cheiro foi o que veio depois. Cortei o pão fofinho, recém-saído do forno, peguei um pedaço e pronto. “Foi a melhor coisa que eu já fiz na cozinha até hoje”, provei e contei para um dos meus irmãos e meus amigos que aguardavam para provar. Maravilha. Todos que comeram gostaram!

Depois eu entendi que, ao contrário do que imaginei no momento de euforia, o pão não ficou perfeito. Aliás, ficou longe disso e ainda tem muito o que melhorar. Apesar disso, soube que fui bem para quem fez o primeiro pão.

Ah, volto a repetir: mesmo com tanto trabalho e não ficando 100% (como um pão da Santa Cruz), essa foi a melhor coisa que já fiz na cozinha. Até agora.

sábado, 1 de maio de 2010

Hugo na cozinha - o desafio de vencer a preguiça

Às vezes eu tiro alguns minutos do dia para viajar, seja na aula, em casa, no cinema (durante o filme), em qualquer lugar que seja permitida à minha cabeça usar sua principal atribuição. Por que essa filosofia hoje? Simplesmente porque um dia desses eu estava pensando: é a preguiça que move o mundo.

Sim, claro. Graças à preguiça de andar temos os meios de transportes, graças à preguiça de sair de casa pra conversar temos o msn, e graças a preguiça de cozinhar temos os alimentos industrializados. Sim, os embalados, enlatados, prontos pra traçar!!! Tudo bem que eles não saudáveis, mas quem nunca aqui foi salvo pelo famoso biscoito com Coca-cola?

Essa combinação e tantas outras é o que me salvam diariamente da fome, desde as primeiras horas do dia. Quando acordo, a preguiça não deixa nem eu fazer um sanduíche. Como bolacha com café, algumas fruntas e priu: estômago forrado. E no almoço? Se não tiver nada pronto, lá vem o biscoito com Coca de novo.

Ai você pergunta: E de onde vem a vontade de cozinhar? Pelo desafiooo! O desafio de vencer a preguiça, vencer a fome, e vencer todas as expectativas negativas de que aquela gororoba não vai dar certo. Tem coisa melhor que isso?
Tem, tem sim: comer algo que outra pessoa fez e não deu trabalho nenhum (pegou a dica?).

Ah, vamos falar das minhas primeiras experiências na cozinha. Elas aconteceram tragicamente quando eu cheguei aqui em Recife. Um dia voltei do colégio e precisei esquentar o almoço pela primeira vez. Fui prático: juntei feijão, arroz, macarrão, purê, carne e salada na mesma panela e liguei o fogo. O resultado foi terrível, mas o nome que eu dei ao prato agradou a todos: "Cumê de Mendigo"! Aaah, adoro dar novos nomes as coisas (vocês vão notar isso em breve).

Depois desse primeiro ato de desespero e pobreza gastronômica foi que eu aderi de vez ao "biscoito com Coca" e hoje só cozinho por brincadeira, por desafio como falei. Sucos, risotos, macarrões especiais e até pão... duvidam?

Então vamos lá.

P.S.: Para quem também tem muita preguiça de fazer comida, graças a Deus (e não àquela, que move o mundo) temos as frutas. Boa pedida para quem não quer ter trabalho antes de mastigar.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Nara na cozinha - por ela mesma

Minha mãe cozinha muito bem, muito bem mesmo. Faz bolos e sobremesas deliciosos e sempre recebe muitos elogios por isso. Já eu, bom... eu faço um sanduíche de queijo que dá pra matar a fome tranquilamente.

Dia desses eu estava na cozinha, enquanto minha mãe cozinhava e pensei alto: por que nem eu nem minha irmã cozinhamos assim, tão bem, quanto a senhora, hein? " Porque nunca se interessaram", ela respondeu. Ah, a sinceridade materna sempre nos deixando sem resposta...

Então aqui estou eu, me propondo a "tentar e experimentar" e até mesmo estimular esses meus dotes culinários que eu puxei da minha querida mami - sim, porque alguma coisa ela deve ter me passado, não é possível!


Então vamos lá, mãos na massa e seja o que Alá quiser!