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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sucos e mais sucos – boas combinações

Esta postagem está entre as mais antigas do blog, talvez até tenha nascido junto com ele, mas só hoje foi possível concretizá-la. Ai você pergunta “Por quê? É tão fácil fazer suco!” e eu respondo: “Simples é, quando as frutas estão na safra, no ponto certo – nem tão verdes nem tão maduras – e no tempo certo”. Sim, no tempo certo, porque não adianta ter tudo e fazer um suco refrescante e geladinho em pleno período chuvoso!

Comecei a planejar esse blog depois de ver este episódio do Larica Total (abaixo), mas demorei muito a fazer por dois motivos: sempre resisti a idéia de me entregar às polpas e estava esperando o verão, para casar texto, imagem e época do ano. De fato, tivemos algumas dificuldades de reunir todas as frutas – uma vez que o verão não é o período de safra de todas elas – mas a maior dificuldade foi mesmo achar um dia ensolarado em janeiro, então... Sucos de fevereiro!



As combinações abaixo são diferentes das apresentadas no vídeo, e nem dá para chamar de receita, pois não temos medida certa. Isso depende do gosto de cada um. Então, vamos apenas dar umas orientações básicas e deixar sua imaginação fluir.

SUCO 1: Manga, cajá e limão
Este suco eu tomei numa barraquinha legal na ola de Ponta Negra, decorei e tentei repetir. Não lembro se são os mesmos ingredientes (não anotei, então posso estar enganado), mas o que importa é que ficou muito bom.


Bata no liquidificador a manga, um saquinho de polpa de cajá e esprema um limão na mistura (ou meio, se preferir).

O sabor da manga predomina, assim como o cheiro do cajá. A acidez do limão é leeeve. Sofisticado


SUCO 2: Melancia com mel
Nara que me mostrou este suco em um blog. É simples, na teoria, mas na hora de colocar a mão na massa, fica meio trabalhoso. Esprema a melancia com as mãos bem lavadas (sinta a fruta, qual o problema!), despeje num copo e coloque mel.

Eu jurava que este suco ficaria doce de enjoar e dar enxaqueca, mas não fica. Você sente o docinho do mel e a refrescância da melancia. Legal.


SUCO 3: Melancia com banana
Este é um clássico, já fiz algumas vezes aqui e não lembro bem onde aprendi, acho que foi na MTV. O suco é muito simples, basta espremer a melancia e jogar o suco no liquidificador com uma banana. Pronto, está pronto!


Este é o que eu mais gosto. Fica com um aspecto de vitamina e cor de rosa, mas é muito legal. A dica é colocar bastante gelo na hora de beber, porque ele dilui mais um pouco e fica bem legal. Delícia!

O detalhe é que não precisa colocar açúcar em nenhum dos sucos!

DICA: Para tirar o suco da melancia mais facilmente, você pode jogar algumas fatias da fruta dentro de um pano de prato e torcer. Sai todo o caldo. O problema é que se você usar um amaciante muito forte, seu suco pode ficar com gosto de “Confort” ou até mesmo de Omo. Outro problema é que é mais uma coisa para lavar depois de tomar o suco. Enfim, se você acha que vale a pena, use o pano.

DICA 2: Quem quiser acrescentar Vodca aos sucos, fique à vontade. Deve ficar bom, eu só não me responsabilizo pelas consequências.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Bolo de Chocolate e Coco ou testando a potência do liquidificador

Adoro bolo prestígio, como preferimos chamar aqui em casa um bolo com coco. E como vocês já devem ter percebido, também tenho uma quedinha por receitas que me parecem simples. Vamos combinar que liquidificador é quase sinônimo disso, certo?

Então, quando vi essa receita lá no blog Prato Fundo, com fotos lindas (sim, eu me influencio por boas imagens), de um bolo de chocolate e coco todinho feito no liquidificador, salvei logo e me preparei para fazê-lo completinho, com cobertura e tudo. E isso pra mim é um grande desafio!

Primeiro preciso dizer que o forno da minha casa está com defeito. Não sei bem o que é, mas não está legal fazer bolos, dia desses mami fez um e passou muito mais de uma hora para assar e ficar feio. Eu tive que preparar a massa em casa e levar para assar na casa de vovis, porque longe de mim fazer bagunça na casa dos outros... Nessa hora você finge que acredita que eu não fiz bagunça nas duas casas, ok? Ainda bem que casa de vó é casa de vó, né?

Ingredientes:
6 ovos médios em temperatura ambiente
250g de açúcar cristal (ou 1-1/4 xícara)
150g de chocolate em pó
100g de manteiga em temperatura ambiente
100g de coco ralado seco (não adoçado)
50g de achocolatado em pó
10g de fermento químico em pó

Modo: pré-aquecer o forno em 180-200ºC, untar e polvilhar uma fôrma de furo no meio (21 cm diâmetro).
No copo do liquidificador, colocar todos os ingredientes e bater muito bem por 5-8 minutos. Transferir para a fôrma.
Assar por 30-35 minutos. No teste do palito, deve sair úmido, mas sem massa crua. Retire, deixe esfriar e desenforme.


Tão simples, não é? É... Tirando o fato de que mami quase enfarta com o fato de eu depenar a bandeja de ovos da geladeira e que eu não tenho uma balança para medir os ingredientes; assim tive que fazer toda uma conversão maluca até chegar nas quantidades que acho que estavam certas. (para converter usei como base essa tabela aqui, que aliás é bem útil)

Certo, fui colocando os ingredientes no liquidificador (só então percebi que o chocolate em pó era pouco e tive que pedir arrego na casa da vó – 1ª viagem). Coloquei tudo e fui bater. A receita diz pra bater de 5 a 8 minutos e eu achei que eu ligaria e ia assistir O Clone e depois voltava - doce ilusão. Acontece que a massa é beeem pesada e, bom, o liquidificador de casa não é assim forte nem novo, sabe? Eu sinceramente achei que ele ia decolar em alguns momentos ou no mínimo queimar porque o bichinho esquentou e reclamou horrores. Então eu ligava e desligava e fui fazendo isso várias vezes até achar que já tinha batido o necessário.

Despejei a massa na forma untada, peguei os ingredientes da calda que eu ia fazer lá (olha a bagunça...) e migrei para a casa da vó (2ª viagem).
Confesso que como a massa era tão pesada achei que não ia crescer muito, mas cresceu e ficou lindão, muito embora tenha dado uma bela murchada quando saiu do forno – nada que abalasse o sabor. Toda orgulhosa, parti para a calda.


Ingredientes:
125mL de água
100g de açúcar cristal
40g de chocolate em pó
75g de chocolate ao leite picado

Modo: Numa panela coloque a água, açúcar cristal e o chocolate em pó. Misture bem para dissolver, leve ao fogo baixo. Espere ferver e marque 10 minutos, deve quase chegar no ponto de fio. Então, adicione o chocolate ao leite picado. Misture bem para derreter o chocolate, no meu, alguns pedacinhos ficaram para trás.
Verta sobre o bolo.

A calda foi bem tranquila de fazer. Fiz em fogo baixo porque mais alto e a coisa toda subia e derramaria no fogão. Na minha também ficaram alguns pedacinhos do chocolate e achei que foi isso que deu um tchan todo especial.

Troféu de bolo mais bonito que fiz até agora

Ficou delicioso! A mobilidade era tanta e juntou tanta gente para me ver fazendo o bolo (mãe, pai, irmã, avó, tias e tio) que mal esperaram eu tirar as fotos, experimentamos ainda quente. E melhor ainda ele estava no dia seguinte – não tão bonito, a calda ficou durinha, mas delicioso!

Talvez a técnica seja colocar os ingredientes e ir batendo aos poucos... ou ter um liquidificador muito bom e forte. Vivendo e aprendendo, né? Enfim... para quem confia no seu liquidificador, eu super indico.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Crepe de Camarão Peixoto

Só de ler a descrição do blog, lá em cima, perto do título "Bujão de dois", você já imagina que nós não temos muita experiência na cozinha. Mas, essa descrição - apesar de ainda ser a mais saborosa verdade - foi escrita há alguns meses, quando eu não tinha coragem sequer de fazer uma receita com metade dos ingredientes para não correr o risco de dar tudo errado.

Arriscar é fundamental para qualquer evolução. Por isso, há cerca de um mês fiz a primeira a primeira receita, o Petit Gateau da Roça - que não convenceu muita gente e foi bastante questionado (principalmente porque poucos perceberam que a arte do prato é fazê-lo parecida com um jacaré (clique e veja)).


Pois bem, na última sexta-feira de janeiro, quando minha mãe estava na dúvida sobre o que fazer para o almoço, sugeri fazer um crepe de sardinha (que receberia o nome de Crepe Sardete) e minha mãe disse as palavras mágicas "tem camarão no congelador". Pronto, foi a chance. A bola estava quicando na área esperando minha cabeçada em direção ao gol. A hora de arriscar havia chegado: "Vou fazer crepe de camarão! Vou criar o recheio."

Minha mãe nem questionou, pelo contrário, deu todo apoio e prontamente colocou o camarão para descongelar. Momentos depois estava ela lá a descascar um a um, perguntando o que mais eu iria usar.

Peguei então a receita da massa de crepe que havia no "manual de instruções" da chapa que iria usar. E comecei a imaginar os ingredientes que fariam parte do molho. Então, sem delongas, vamos à receita e, hoje, com o modo de preparo também escrito especialmente por mim!

CREPE DE CAMARÃO PEIXOTO


Ingredientes:
3 ovos inteiros
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara e meia de leite
1 colher de sopa de óleo
sal

Modo de preparo:
Bater tudo no liquidificador e deixar descansar por 20 minutos. Fritar como se fossem panquecas, só que mais finas.

Recheio Camarão Peixoto (meu recheeeio, criação minha)

Ingredientes:

500 gramas de camarão descascado
100 gramas de molho pronto de tomate
1 dente de alho
1 cebola picada
azeite
azeitonas (salsa ou coentro)
orégano
sal a gosto
Queijo parmesão ralado (não industrializado) ou Queijo Coalho

Modo de preparo:
Refogue a cebola e o alho no azeite e, quando estiverem dourados, acrescente o molho de tomate, o camarão descascado e o sal. Deixe-os cozinhar por alguns minutos e acrescente as azeitonas - ou a salsa, ou o coentro. (O importante é que seja algo verde, para dar equilíbrio).

Quando você achar que está pronto e bonito, tire-o do fogo e começe a fritar a massa. Se tiver uma chapa fica mais fácil, basta untar e despejar a massa, deixando-a na espessura desejada. Se não tem, você pode fritar numa assadeira com antiaderente. Talvez dê mais trabalho para virar a massa e assar os dois lados, mas funciona.


Assado o crepe, despeje o recheio sobre a massa e acrescente o queijo (eu usei o Coalho) e feche. Em seguida, coloque um pouco de orégano sobre o crepe e pronto, está feito.


DICAS
Se quiser pôr mais azeite na hora de comer, fica ótimo. Também pode substituir o orégano por pimenta do reino.


O RESULTADO
Não preciso nem dizer que gostei, né? Foi a melhor receita que fiz até agora, e saiu da minha cuca. O melhor de tudo é que todos que provaram aprovaram a receita. Agora estou na dúvida se é melhor refazê-la para tentar melhorar ou partir para outra, com recheio de sardinha, atum ou carne bovina.

Ah, temos outro crepe - feito por Nara - para quem quiser ficar na dúvida sobre qual fazer ou não gostar de camarão.

domingo, 30 de janeiro de 2011

E a horta cresceu...

Lembram da minha horta?

Pra quem não estava por aqui, um breve resumo é que eu queria ter uma mini-horta em casa, plantei coentros pra começar (e ver se dava certo mesmo) e estava esperando ansiosamente para vê-los crescer fortes e saudáveis e serem usados nas comidinhas de casa.

Pois bem, aos trancos e barrancos eles cresceram! Isso porque eu sempre ficava na dúvida se eles estavam levando sol suficiente na área de serviço (onde eles moram) e eles demoraram demais para chegarem no ponto de “abate”... (fico com peninha de comê-los agora?)

Ok, pode parecer muito besta, mas eu posso mostrar a evolução deles em fotos? =P



Os primeiros brotinhos. Vocês não imaginam a minha felicidade de ver que havia vida naquela terra. Sério, já tava me sentindo meio alesada colocando água numa terra sem nada todos os dias. E, sim, precisei olhar com bastante atenção para encontrar esses primeiros sinais de vida (mais lesa ainda, né).


Aí eles foram crescendo mais rapidinho e logo estavam assim, com os galhinhos todos iguaiszinhos do mesmo tamanho. Nem aparece aí, mas eles foram crescendo na direção do sol - afinados na coreografia.

Mostrei essa foto lá no twitter (segue a gente: @bujaodedois) e houve quem duvidasse se eram coentros mesmo, já que as folhinhas eram bem diferentes das de coentro... Mas vovis, que me doou as sementes, não se engana e foi só esperar mais uns dias e as benditas apareceram:


(sim, mais uma vez eu estava olhando muuuito atenciosamente!! Hahaha)

Daí em diante foi só alegria e as folhinhas foram brotando, e eu e Mami carregando eles da área de serviço para a janela da sala e vice-versa – literalmente correndo atrás do sol.


Confesso que estava esperando eles crescerem mais. Comparando com os coentros comprados no supermercado, os meus são bem menores... Mas alguns raminhos começaram a ficar um pouco amarelados e chegamos à conclusão de que já estava no ponto. (O ponto certo das coisas... sempre tão difícil compreender...)


Agora eles estão sendo colhidos diariamente e logo terei que replantá-los. Estou pensando se arrisco plantar cebolinha junto deles. Quem sabe mais um canteirinho, han? Adorei a experiência! Plantar, ficar na ansiedade esperando crescerem, chegar em casa e ir conferir como estão, colocar água... para quem não gosta de animais de estimação, eles foram ótimos substitutos!

E vocês, plantam alguma coisa em casa/apartamento? Se sim, têm alguma dica das boas pra me dar (são sempre muito úteis)?! Se não, se animam? Como tinha falado antes, fotografei todo o passo a passo da plantação e, agora que os vi dando certo (viva!), vou fazer um post explicadinho para quem se animar de fazer uma pequena plantaçãozinha na varanda. =)

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Espaguete à carbonara – bom e nem tão trabalhoso

Pouca gente sabe, mas eu passei um bom tempo da minha vida sem comer macarrão. Não gostava. Não sei se isso tem alguma relação com o biotipo que tenho hoje, mas o fato é que só passei a comer macarrão com vontade entre os 13 ou 14 anos. Antes disso era por livre e espontânea “recomendação” para não ficar fraco.

De fato, meu gosto pela massa ainda não é completo e vai se construindo aos poucos. Domingo esse passo a passo teve um novo capítulo: o espaguete à carbonara, cuja receita Nara pegou no site
panelinha e trouxe para fazermos aqui.

Vamos ao beabá do macarrão.



Espaguete à Carbonara


Ingredientes
100 g de espaguete
1 colher (sopa) de sal
70 g de bacon em cubinhos
1/2 de cebola
1/4 de xícara (chá) de queijo parmesão ralado
1 ovo

Modo de preparo
1. Leve uma panela com a água e o sal ao fogo alto.
2. Para cortar a cebola em cubos, descasque e corte-a ao meio (de uma ponta a outra). Apóie a cebola com a base cortada voltada para baixo. Faça uma série de cortes verticais, um ao lado do outro, mas sem cortar a base dura da raiz. Agora faça uma série de cortes na horizontal, novamente sem atingir a base. Segure a cebola com firmeza e corte-a, formando os cubos. Pronto! Agora você já pode se sentir um chef de cozinha!
3. Leve uma panela média ao fogo médio. Quando esquentar, frite o bacon até dourar. Retire os cubinhos e transfira para um prato.
4. Na mesma panela, refogue a cebola picada na gordura do bacon, mexendo bem, até a cebola ficar ligeiramente dourada. Desligue o fogo.
5. Quando a água ferver, coloque o macarrão e deixe cozinhar conforme as instruções da embalagem. Cuidado para não deixar cozinhar demais, o macarrão deve ficar al dente.
6. Retire 1/2 xícara da água do macarrão e reserve. Escorra a água e transfira o macarrão para a panela com a cebola. Acenda o fogo novamente, junte o bacon, o queijo parmesão e misture bem.
7. Desligue o fogo e quebre o ovo sobre a massa (se você não tem muita prática na cozinha, quebre o ovo numa tigelinha). O calor do macarrão irá cozinhar o ovo. Misture rapidamente para cobrir todos os fios. (Cuidado para não deixar escorrer o ovo para o fundo da panela, não queremos um ovo mexido com macarrão, mas um cremoso espaguete a carbonara.)
8. Se achar necessário, adicione 2 colheres (sopa) da água do cozimento do macarrão reservada e misture vigorosamente. Pronto, você já pode jantar um bela massa.

Pronto, como vocês viram não tem dificuldade nenhuma para fazer este prato. Até para picar a cebola – uma dificuldade antiga minha pela falta de presteza com objetos cortantes – dessa vez foi fácil fácil, graças a um triturador manual com cara de disco voador do Quico e mecanismo de poço artesanal que minha mãe comprou no “Polishop” da Rua Sete de Setembro (Que, curiosamente, como em qualquer calendário, corresponde à 25 de Março de São Paulo), no centro do Recife. Sim, o negócio funciona e você só chora se for de emoção por não ter que chorar para cortar cebola.

Sobre o macarrão, comprovei minha teoria sobre o tempo de cozimento escrito na embalagem do espaguete. Não vou nem utilizar muitos argumentos, peço-lhe, encarecidamente, que clique no link abaixo e veja como eu me senti.

Tempo de cozimento da embalagem!

O RESULTADO

Quando provei o espaguete, achei que tinha colocado sal de menos, na hora de cozinhar o macarrão. Mas foi só a primeira impressão, pois quando mistura o queijo e o bacon, o prato fica realmente saboroso. O ovo, que eu achava que ia dar vexame e ficar cru, deslocado no prato, deixou-o mais cremoso.

Eu, Nara e meu irmão mais novo (eu notei agora que ele praticamente prova todas as receitas que eu faço...) aprovamos a receita. Com certeza farei novamente, pois com ela passei a gostar um pouco mais de macarrão.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Doce de Banana - uma receita sustentável

Desde pequena eu adoro banana! Na minha família ela sempre foi uma das frutas que não podem faltar na fruteira. Banana frita, machucadinha ou cortada em rodelinhas com farinha láctea, nescau e leite em pó pode ser comida de criança para você, mas para mim até hoje é um belo café da manhã! Uma cartola então... e tapioca de cartola? Aiai, adoro! E mesmo gostando assim de quase tudo feito com ela, confesso que o doce eu nunca tinha provado.

Então vi a receita no Na Minha Panela e achei tão simples... sempre achei que fazer doce fosse coisa de hoooras na beira do fogão e muita paciência, sabe? Coisa de nível 10 da escala dos iniciantes na cozinha – como eu. Então, diante da simplicidade resolvi tentar. Ainda mais porque a indicação é fazer com as bananas bem maduras e banana madura demais pra mim já ta perdida... Daí é juntar o útil ao agradável né? É o que eu chamo de “receita sustentável”! (E nem venha me dizer que uma banana com a casca toda preta ainda esta boa pra comer que eu sou muito fresca exigente.)



Doce de Banana Caramelada


Ingredientes:
2 xícaras de açúcar
12 bananas cortadas em rodelas
½ xícara de água
1 colher de café de canela em pó

Modo de fazer:
Adicionar o açúcar em uma panela e, em fogo baixo e mexendo de vez em quando, vai deixar formar uma calda bem dourada. Quando chegar nesse ponto você vai colocar as bananas cortadas em rodelas, a água e a canela em pó e vai deixar a banana ir desmanchando e a calda engrossando, sempre mexendo para não grudar no fundo.

Fiquei animada para fazer no mesmo dia que vi. Convoquei logo Mami de assistente, mas banana mesmo só tinham 4, já prestes a abandonar o mundo das frutas comíveis... Então adaptamos as quantidades e fizemos uma micro quantidade de doce.

Como a mãe de Hugo batizou e eu gostei: doce de rodinha

E foi bem simples mesmo. Confesso que ia rolar um mini desespero se eu estivesse fazendo sozinha: na hora que coloca a água na calda de açúcar, borbulha tudo e meio que endurece um pouco, mas a voz da experiência disse que era assim mesmo e depois derretia. E derreteu.

Como eram pouquíssimas bananas rendeu só esse potinho e mais um pouquinho que separei pra Hugo provar. Muito pouco... não deu pra quem quis! Ficou uma delícia!! Sério, muito gostoso mesmo, não fica doce demais nem enjoadinho – no ponto!

Aliás, o ponto é uma fase que continua uma incógnita pra mim – e não só para o doce, em tudo que eu faço na cozinha. É como “sal a gosto” que quer dizer: te vira! Segundo Mami a calda tinha que fazer uma “linha” (!!!) que acho que quase vi, mas enfim... mais uma vez o mantra: COZINHA É TREINO. Moral da história: tá grossinho, tá bonito, tá cheiroso e você já tá com medo que queime = tá bom. Funcionou comigo.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Petit Gateau da Roça - sobremesa com gosto do Interior

"Cozinhaaaa, aqui me tens de regresso/ E suplicante lhe peço a minha nova inscrição/ Volteeeei, pra rever os amigos..." Voltei. Como prometido, voltei e já parafraseando "A volta do Boêmio". Ainda não tive tempo de fazer uma receita graaande para postar aqui e voltar de vez, mas trago hoje uma boa dica de sobremesa: o Petit Gateau da Roça.

Durante a semana Nara havia me mostrado uma receita de Passa de Caju e eu aproveitei o potão que tem aqui em casa para pensar num lanche básico e gostoso, com cara de comidinha do interior. Olhei para um lado, olhei para o outro e veio a ideia: Passa de Caju com Queijo Coalho (tinha na receita) e dois ingredientes surpresa, que surgiram num estalo.

Hoje à noite, depois do jantar, quando ainda estava com fome (o que não é raro), decidi pôr em prática minha ideia de lanche regional, embora ainda não tivesse pensado em um nome. Então, vamos aos ingredientes.

INGREDIENTES
- Passa de Caju
- Um pedaço de queijo coalho
- Um punhado de amendoim torrado sem casca e sem sal
- Um copo d'água bem gelada (não pode faltar)

MODO DE PREPARO
Pegue um bom pedaço de queijo coalho, espete bem firme com um garfo e queime-o no fogão (vulgo flambar). Atenção, o fogo no baixo e não deixe o queijo tocar na boca porque pode grudar. Queijo com pouco sal também costuma derreter rápido, abra o olho!

Feito isso, arremesse no prato, junto com a passa de caju e salpique o punhado de amendoim (sem sal, por favor! O queijo já é salgado o bastante e a hipertensão é um perigo). Pronto, só resta comer.


Quando eu vi esse pratinho assim, o quente e o frio lado a lado, o doce e o salgado, o amendoim substituindo qualquer calda, veio o nome da sobremesa: "Petit Gateau da Roça" ou, como deve se dizer nas brenhas do interor, "Péti Gatô da Roça"! Ou ainda, Petit Gateau da Roça ®, porque nasceu aqui na caixola. kkkk

Sério, se a passa de caju for boa (a que eu tenho aqui é ótima, muito gostosa mesmo) e o queijo também, não tem como dar errado, a sobremesa vai ficar ótima. O amendoim você pode até dispensar, ou comer depois, jogando conversa fora.

Aí você pergunta: e o copo de água gelada, usa para quê? Para tomar, claro!
Ah, e vai ter gente que quando terminar de comer ainda vai bater na barriga sinalizando satisfação. Como se faz no interior.

OBSERVAÇÃO: Hoje o texto está todo em azul porque os ingredientes e o modo de preparo não foram copiados de lugar nenhum.

PUBLICIDADE: Quem quiser comprar passas de caju, a família de um amigo meu faz e vende. Os cajus são do próprio sítio, as passas são preparadas em casa e no fogão à lenha, tudo bem tradicional. Ficam muito boas, de verdade. Quem tiver interessado é só deixar um comentário ou fazer sinal de fumaça.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Odisséia do Crepe - parte II

Juro que tentei não deixar nada pendente para o ano novo, mas a última semana de dezembro é uma loucura e, mesmo sem ter viajado, não sobrou um tempinho pra eu vir aqui contar como ficaram os meus crepes - porque, sim, eu consegui fazer!

Depois da pegadinha do malandro do bujão ter arruinado meu almoço de domingo, eu dormi aborrecida, comi meu sanduichezinho mequetrefe e segui em frente. A segunda-feira continuaria sem almoço já que ninguém almoçaria em casa e mami ficou na praia – de boa.

Então eu já estava certa de almoçar sozinha e abandonada num restaurante perto de casa quando de repente, não mais que de repente, já no ônibus voltando do trabalho eu tive um insight: eu posso fazer os crepes de ontem pro meu almoço agora, na hora que vou ter pra almoçar. E pronto, ideia fixa. Nada poderia me fazer mudar de ideia, nem mesmo os argumentos de que 1 hora era pouco tempo pra eu fazer uma coisa que nunca tinha feito e que toda a tranqüilidade que eu tinha no dia anterior agora era completamente o inverso.

Então fui pra cozinha do jeito que cheguei, deu tempo nem de tirar o tênis. Como era só pra mim, fiz metade da receita do
Cozinha Travessa :

Crepe/Panqueca (receita inteira – eu fiz só metade)
Ingredientes:
- 2 ovos
- 3 colheres cheias de farinha de trigo
- 1 copo de leite (200ml)

Modo de fazer:
A explicação da Dani (AQUI) está bem didática pra quem nunca fez – como era o meu caso. Mas resumindo, é bater tudo no liquidificador, colocar um fio de azeite numa frigideira antiaderente e derramar um pouco da massa. Depois vira pra assar o outro lado e priu. Faz todas as massas pra depois colocar o recheio.

Achei que ia me atrapalhar mais, mas nem tive muita dificuldade na hora de virar – claro que não joguei pra cima, né. Fui fazendo, sempre de olho no relógio, e saiu tudo nos conformes, mas o recheio foi só de queijo mesmo, porque na hora que fui rechear só tinha coisa de 20 minutos pra terminar, comer e sair.

Meu primeiro almoço!

Pra rechear coloquei de novo na frigideira, pus o queijo na metade, dobrei por cima, tampei e deixei um pouquinho. Depois dobrei de novo pra ficar bonitinho (=P). Ainda cozinhei um ovinho pra dar “sustança”, como dizem. A receita rendeu quatro disquinhos, mas só tive tempo de rechear três, comer um e meio e sair correndo, literalmente. A irmã chegou mais tarde esfomeada e comeu sem nem saber o que era, e o quarto disquinho que sobrou foi a janta do pai. Tô me sentindo uma pessoa muito desenrolada!

Venci o desafio sem desmantelos e ficou uma delícia (mas precisava de uma pitadinha de sal), com certeza farei de novo com mais calma. Só ficou faltando algum molho... não encontrei nenhum do tipo fácil-e-prático mas continuo à procura... alguma sugestão?

Ah, fiquei querendo fazer essa massa em trouxinhas! Olha
aqui como ficam lindas.

PS: Feliz 2011!! =)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

A Odisséia do Crepe - parte I

Domingo. Todos na praia e eu em casa, sozinha. Ok, pensei, é bom que arrisco um almocinho decente só pra mim, feito com toda a tranqüilidade do mundo e sem ninguém me apressar/pressionar. Preparei logo um plano B (vulgo pão e queijo), liguei o som, abri as janelas e comecei. Resolvi fazer um crepe/panqueca (a receita do Cozinha Travessa) com o que tinha em casa, queijo mussarela, um tiquinho de tomate picado bem pequenininho e um toque de orégano pra dar um gostinho – me sentindo a entendida do improviso culinário.

Cortei o queijo, piquei o tomate, fiz a massa, coloquei azeite na frigideira, acendi o fogão... Fogão? Fogo? Cadê você? Puf! Tenta de novo... puf! Seco!

Liguei pros meus pais com um misto de revolta e frustração só para confirmar que era isso mesmo: o bujão secou... tem outro aí atrás pra trocar... seu tio volta hoje a tarde, ele troca... peça pro vizinho (que você nem conhece) trocar...

Bem na hora da mais profunda lamentação, já com o telefone na mão para ligar pra Hugo - porque, né, o nome do blog é BUJÃO de DOIS, então ele precisava escutar meus lamentos acerca do dito cujo que nomeia este espaço e sem o qual nada acontece – ele me liga, eu conto o acontecido e ele se oferece para trocar. Pensei um pouco e considerei que no prédio em que ele mora o gás é encanado, logo a experiência dele no assunto era bem duvidosa, e por medo da casa explodir, não deixei ele trocar. Sabe como é né, gente? Esse negócio de gás de cozinha mal instalado é muito perigoso...

Resultado: crepe pia abaixo e sanduíche de queijo com tomate duas horas depois.

É... porque eu preferi dormir, com fome (e p** da vida!), a encarar a dura realidade.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Daqui pra lá - Bolo de Caneca

Lembra do meu Bolo de Caneca né? Pois é, depois do post a Cecília, do Biscoito Miná, resolveu testar também - e mesmo com as minhas dicas de quem aprendeu com os erros, o dela conseguiu dar mais errado que o meu =P Vê aqui o resultado dela.

Eu já fiz mais duas vezes, tentando desenformar bonitinho, e ficaram bons, mas não rolou de desenformar nem untando a caneca...

Aí que semana passada recebo um email da amiga-leitora Bea que resolveu fazer e, olha só, não teve desmantelo! Amém!!!!


"Tá tão na modinha fazer o tal bolo de caneca, que eu fui tentar também, né? E eu não queria dizer não, mas olha... o meu deu certo de primeira, tá? hohohohoho Tudo bem, ter lido sobre as experiências de vocês PODE ter ajudado a evitar os mesmos problemas =P

Pra não transbordar, eu substituí a caneca normal por uma daquelas de sopa, sabem qual? Deu certo, não vazou. E pra não queimar, diminui a potência do microondas pra 90, deixei por 2 minutos, chequei e deixei por mais 50 segundos. Deu certo também. Na foto ele tá murchinho pq antes de tirar do microondas eu furei com o garfo, pra garantir que não tava cru, aí fez pfuuu e murchou um pouco. O granulado em cima foi uma ideia meio torta de fazer derreter e virar uma calda, mas a quantidade não foi o bastante. Talvez jogar gotinhas de chocolate dê certo.

Conclusão: É prático, é rápido e até que fica fofinho, mas de sabor é meio fraco, ficou enjoativo...

;***

Ana Beatriz - Rio de Janeiro"

PS: Fofa essa árvore de natal, viu?

E eu fiquei foi feliz de receber esse feedback!

Então se você fez uma das receitas que a gente tentou fez aqui e rolou aquele orgulho gastronômico da sua obra de arte - principalmente se tiver tido mais sucesso que nós - e quer compartilhar com a gente, fique à vontade. Envie-nos por email (bujaodedois@gmail.com) com fotos do prato, seu nome e cidade onde mora, que eu publico aqui no blog. (Se não quiser que publique, mas quer mandar, manda também!)

Se quiser nos indicar um receita supimpa, que você acha que teremos capacidade de fazer, manda também. É bom saber que tem gente aí do outro lado! =)