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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Uma ótima companhia - Banana Charmosa

E como uma amiga recém-casada ávida por receitas para segurar o marido pela barriga reclamou que neste modesto blog só se faziam lanches e sobremesas, decidi fazer algo para o almoço.

A receita eu peguei num site/blog muuuito legal que esta mesma amiga me passou e que desde então tem sido uma ótima companhia nas horas livres de trabalho – inclusive eu diria que agora é até raro não encontrar algum papelzinho com uma receita copiada do Rainhas do Lar na minha bolsa. Até me empolguei mais nesta empreitada que é a minha relação com a cozinha.


A receita é bem simples – porque qualquer receita com mais do que 3 etapas do “modo de fazer” me assusta – e foi tão elogiada nos comentários das leitoras de lá que foi a primeira que copiei pra fazer. O link pra receita no Rainhas do Lar tá aqui. A foto de lá é bem mais bonita que a minha e vocês vão logo me perdoando mas a única máquina disponível no momento não era nenhuma brastemp. Vamos a receita:

Banana Charmosa

Corte as bananas ao meio.

Enrole-as primeiramente em uma fatia de queijo e depois em uma de presunto.

Arrume-as carinhosamente em um refratário.

Coloque um molho bechamel*

Polvilhe queijo parmesão e leve ao forno por aproximadamente 25 minutos.

Esse tal “molho bechamel” eu não conhecia aí fui lá no Tudo Gostoso e peguei a primeira ,e mais simples que encontrei, até porque se a receita era tão simples o molho também tinha que ser, ok? Então fiz assim:

*Molho Bechamel

Ingredientes:

1 copo de leite (250 ml)

1 colher de sopa de manteiga

2 colheres de sopa de farinha de trigo

Sal, pimenta-do-reino e noz moscada a gosto

Modo de Fazer:

Derreta a manteiga e aos poucos misture a farinha de trigo, deixando formar um creminho levemente dourado. A seguir coloque o leite, também aos poucos, e mexa até engrossar. Acrescente os temperos e está pronto. Todo o processo deve ser feito em fogo baixo.

Nem preciso dizer que a única dificuldade ficou no molho, né? Não que seja uma dificuldade... na verdade foi bem simples. Mas como eu sou lentinha precisei da minha personal assistent (mami) na hora te temperar (com sal e pimenta do reino, não usamos noz moscada) porque a expressão “a gosto” ainda é um mistério para mim.

antes de ir pro forno

Bom, o resultado ficou bem bonito (=D) e as minhas cobaias aqui de casa gostaram. Percebi que papi só comeu um pedacinho... mas disse que gostou. Em compensação, minha querida irmã, que torce a boca só de saber que a receita foi feita por mim, gostou!!!

Eu achei bom, ponto. Pro meu paladar ficou “faltando alguma coisa” que descobri durante a semana vagando pelos arquivos do Rainhas do Lar (sim, de novo). Bom, digamos que o problema foi aquela lei do menor esforço, sabe? Descobri que esse bechamel que eu fiz foi muito do fuleiro e que a receita "correta" tem mais borogodó. Eu prometo fazer novamente em outra oportunidade, conto aqui como ficou e posto a receita do molho de verdade, combinado?

É assim mesmo, cozinha é treino! hehehe


depois do forno: toda uma coisa borbulhante

Aí você vem e me diz que “ei, não dá pra servir só isso no almoço” e eu vou e respondo que a compreensão é a alma deste negócio e que é necessário que você entenda que como eu ainda estou no nível 1 (ou já posso dizer 2?) da minha saga gastronômica já me sinto orgulhosa em fazer um belo de um acompanhamento! Por que arroz, meu bem, não é nada sozinho.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Eu prometo: bolo colorido

Estava eu navegando por aí nos sites e blogs de unhas - porque agora eu sou tipo "a louca do esmalte" - quando me deparo com este bolo no Loucas por Esmalte. Era aniversário do blog e as meninas fizeram essa receita. Pirei, porque né, metade da minha fome se satisfaz com a beleza do prato, e esse bolo é tipo LINDO!

Já procurei loucamente a receita e já achei, ou seja, aguarde cenas dos próximos capítulos porque eu vou tentar fazer - a não ser que alguém me segure. Se você não se convenceu por essa foto vê aqui o flickr da menina Grasi, que o dela ficou mais lindo ainda.

Não sei todo esse colorido ainda deixa o bolo gostoso mas diga aí se não merece uma tentativa?!

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O fim da estiagem - Bolinhos de chuva

As coisas aqui andaram meio paradas, mas a vida vai se ajeitando e conseguiremos encaixar nossas experiências gastronômicas para não morrermos no Miojo. Então, pondo fim a este pequeno período de seca vamos ao post de uma receita que já está bem atrasada para vir pra cá.

..............................

Certa vez, há muito tempo atrás, na época do colégio, quando a vida era mais leve e as únicas preocupações eram os trabalhos de história, biologia, etc, o programa da Ana Maria Braga era a tarde e estava eu na casa de uma amiga estudando. A mãe dela gostava de assistir as receitas da Ana Maria e ia fazendo na hora. Nós, boas cobais que éramos, experimentávamos tudo =).

A receita daquele dia eram os tradicionais (que nunca foram tradição na minha família) bolinhos de chuva, os quais eu nunca tinha ouvido falar. E como eram maravilhosos!! Tanto que fiquei com aquele dia na memória como uma lembrança boa. Prontamente, peguei a receita e levei-a para mami aprender e fazer para todo o sempre. Mas, como nem as mãos de fada de mami são perfeitas, os bolinhos ficaram um fracasso e desde então eu fiquei só na vontade mesmo.

Até que eu, neste impulso de aprendiz gastronômica faça-você-mesma, catei a melhor receita que encontrei na internet (e tem muitas! Cada uma com um detalhe diferente) convoquei mami como assistente e segui passo a passo o que essa senhorinha do vídeo abaixo fez:

Porque quando a receita vem de uma pessoa com tanta experiência eu confio.

Os ingredientes:
2 ovos

1 pitada de sal

3 colheres de açúcar

1 copo de leite

1 colher de margarina

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher de fermento químico

1 colher de erva doce


E o modo de fazer ta aí no vídeo =)



E olhe, sem modéstia mesmo, ficaram ótimos! A primeira dentada foi um reencontro da minha alma com a minha infância não tão distante.

Só digo uma coisa: não experimente fazer sozinho. Pelo menos EU não conseguiria sem a minha fiel assistente. Tudo bem que pode ser só comigo, que fico meio atrapalhada com tudo ao mesmo tempo: massa-óleo quente-açúcar-não deixa queimar (AAAHHH), mas é só um humilde conselho, ok? É trabalhosinho, mas vale muuuito a pena! =D

gostinho de infância

E essa receita rende bastante! Acho que o dobro do que tem aí na foto.

Uma verdadezinha seja dita, eles ficam um pouco oleosos... =/ farei novamente colocando-os primeiro no papel toalha antes de jogar no açúcar, depois dou notícias aqui.
PS: Não usei a erva doce que tem na receita.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Biscoito para dar e vender

Humor é coisa séria. Não é porque uma coisa é engraçada e faz você cair na risada que merece o seu descrédito. Falo isso por dois motivos: primeiro porque vivo fazendo graça e gosto de ser levado a sério (mas isso é coisa para se falar em blog pessoal e de nome meloso, então: assunto encerrado); e, segundo, porque foi de um programa de "humor", muito engraçado, que eu tirei esta receita.

O programa é o Larica Total, uma das coisas que incentivaram e muito na ideia de fazer este blog, e para quem não conhece, basta procurar no Youtube ou assistir ao que eu vou apresentar já já - o que tem a receita. Quando falei para algumas pessoas que tinha retirado a receita deste programa, ouvi mais de um "Tu és louco? Vai confiar nesse cara? Isso tem muita edição!"

Então, antes de dizer o resultado disso tudo, vamos à receita e ao vídeo (que eu já vi trocentas vezes e recomendo a todos que tiverem afim de dar uma risada):




Biscoito de coco

Ingredientes:
500g de amido de milho (vulgo Maizena)
500g de manteiga
10 colheres de açúcar
10 colheres de farinha de trigo
100g de coco ralado.

Modo de preparo:
Misture tudo, faça as bolinhas, coloque na bandeija untada e mande para o forno.


Como você pôde ver no Larica Total, ou no texto (quem não teve paciência de deixar carregar e perdeu a oportunidade de rir), a receita é muito fácil, da até para criança fazer. Essa foi uma das receitas mais simples que eu já fiz e, se não foi de melhor resultado, foi a que me rendeu mais elogios. De fato, ficou muito bom. Não chega a ser um "Bono" de coco, mas fica bem crocante com pedacinhos de coco ralado para você mastigar na pontinha dos dentes. Maravilha.

A receita também rende bastante. Ao todo, foram cinco (isto mesmo, cinco) fornadas. E, antes disso, muito trabalho manual. Passei a noite toda no processo quase mecânico de fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada.

Cansou? Você chegou na metade da massa. Continue naquela de fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada; fazer bolinhas, amassar na palma da mão e jogar na forma untada... E por aí vai.

Eu recomendo a você chamar uns amigos, ou primos crianças, pais, irmãos, vizinhos, qualquer pessoa para ajudar você na receita. Depois, todo mundo compartilha os biscoitos e se eles não forem muito fominha, dá até pra levar pra casa. São muitos biscoitos. Muito bons.

SINCERAMENTE Os mais clarinhos ficam bem melhores. Não deixe torrar

domingo, 18 de julho de 2010

Bolo Mesclado - 2 kg de azar

Existe sim. Existe alguma zica sobre o fato de eu estar fazendo receitas para o blog. Esta é a segunda vez que escrevo todo este texto. O primeiro desapareceu misteriosamente quando eu ia publicar. Ou seja, é a segunda demostração de azar na mesma receita. Leia e descubra.

O ingrediente indesejado

Eu sempre acreditei que culinária depende muito de dois ingredientes básicos: sorte e azar. O problema é que não é você que escolhe qual deles vai usar, nem em que medida. E como eu tenho uma forte tendência andar com uma boa porção da segunda opção, o resutado veio ao fazer esse bolo mesclado e, também, ao tentar postar aqui.

O outro texto estava bem maior e mais explicadinho, mas para me livrar logo dessa mazela, vou tentar resumir. Vamos logo para a receita:



Ingredientes:
200 gramas de manteiga
2 xícaras de açúcar
4 ovos
2 xícaras de farinha de trigo com fermento
1 vidro de leite de coco

Modo de preparo:

Bate a manteiga e o açúcar até misturar tudo. Acrescenta os ovos e bate bem até cremar. Acrescenta a farinha e o leite de coco. Coloca numa forma untada e polvilhada reservando um poco da massa para mesclar.

Para mesclar: Em pouco da massa branca, 04 colheres de sopa de achocolatado em pó ou nescau, 03 colheres de sopa de leite. Jogar em cima da massa branca e fazer circulos com um garfo, mesclando as massas. Colocar para assar começando com forno baixo e aumenta gradativamente até que asse.

Mais uma vez Nara estava aqui para conferir meu desempenho na cozinha e dar um apoio quando necessário. E, sinceramente, vendo a receita tão explicadinha assim, eu achei que nem fosse precisar, a gente só ficaria conversando enquanto misturava as coisas. Ah, milimetricamente obediente juntar todos os ingredientes, bater, colocar na forma, pôr no forno e pronto. Fácil e seguro. Depois todo mundo prova, acha uma delícia e me faz vários elogios. Fácil, né? Mas se fosse assim cozinhar não teria graça e talvez nem este blog existisse.

Coloquei todos os ingredientes dentro dos conformes, pus no forno e pronto: meia hora depois lá estava o bolo crescido, robusto e aparentemente bem assado. Era hora de colocar o palito para comprovar a hora de desligar o forno, eis que o ingrediente 'azar' achou de mostrar a que veio (pela primeira vez): no momento em que abria o forno e a grade deslizava em nossa direção com o bolo em cima, acontece o desabamento. O mesclado despenca um andar com grade e tudo, e ainda fica preso na estrutura metálica do fogão.

Operação resgate
A missão agora era outra: salvar o bolo. Sem muito tempo para pensar, desligamos o forno e bolamos o plano em poucos minutos: Nara levantaria a forma usando a colher de pau como uma alavanca e eu - com as mãos enroladas em panos de prato e luvas de cozinha - colocaria o braço naquele pequeno espaço de 250ºC e tiraria o bolo.

Pronto, salvamos. Nenhuma queimadura, nada grave. Conosco, claro. Já com o bolo... o coitado murchou na hora de tanto medo e, depois, quando voltou para o forno, assou mais, porém nunca mais voltou a ser o mesmo bolo mesclado robusto e poderoso. Sim, sim, ele tinha alguns traumas, permaneceu torto e cabisbaixo.

Dos males o menor. Depois de coberto, até que ficou bonitinho e, aqui em casa, quem provou gostou. Vou ser sincero: eu não gostei muito. Achei meio molhado e como se faltasse alguma coisa, não sei se sorte ou mais algum ingrediente. Senti mesmo foi um gostinho de decepção, mas agora é esperar para ver se ele acaba rápido, pois isso é que mostra se o bolo ficou bom ou não.


DETALHE: O título do texto anterior era 'Bolo Mesclado - 200g de azar', mas, visto que fui obrigado a refazer o texto por causa da falta de sorte, fui obrigado a acrescentar mais 1,8kg.

DICA: Antes de usar o forno, certifique-se de que ele não está aquecido e dê uns tapas na grade, pressione para baixo... Faça qualquer coisa para confirmar que ele está seguro e que você não terá vontade de chutá-lo de raiva.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mousse de Chocolate - porque se sujar faz bem

Dica nº 1: Você, cozinheiro(a) inexperiente que entra em desespero rapidamente: nunca, JAMAIS, comece uma receita que você não tenha domínio algum, se estiver sozinho em casa ou sem uma pessoa por perto que possa te socorrer nos momentos de tensão.

Pegou a dica? Já sacou o que aconteceu comigo dessa vez? Pois é...

Mousse de Chocolate
Ingredientes:
3 ovos
200g de chocolate meio amargo
2 colheres de sopa de açúcar
1 lata de creme de leite

Modo de fazer:
1. Bata as gemas até dobrarem de volume
2. Junte o açúcar e continue batendo
3. Derreta o chocolate e acrescente à gemada
4. Junte o creme de leite, batendo sempre
5. Por fim, as claras em neve (bem batidas mesmo) misturando rapidamente na batedeira
6. Adicione, se quiser, licor de cacau para dar um gostinho suave (pode ser 3 ou 4 colheres de sopa)
7. Leve à geladeira


Sábado a tarde, povo de casa viajando, casa silenciosa, tranquila, pensei com os meus botões: é agora. A receita eu encontrei num site colaborativo de receitas bem legalzinho. Passos tão bem divididinhos, parece tão fácil... Vamos por partes:

(1. e 2.) Bata as gemas até dobrarem de volume. Junte o açúcar e continue batendo.
Pra mim o que dobrava de volume eram as claras, mas tudo bem. Como no passo nº5 a receita fala em "batedeira" pensei novamente com os meus botões (porque eles eram os únicos a me dar apoio moral nesse momento) que "ah, se depois vou bater tudo na batedeira posso começar logo com ela", certo? Bom, imagine 3 geminhas solitárias no fundo de uma bacia grande em uma batedeira. Viu que não dá pra bater? Pois é. Eu só percebi isso depois. Acabei pegando um garfo e batendo na mão mesmo. E, não, não vi o volume dobrar (lenda).

(3.) Derreta o chocolate e acrescente à gemada.
Bom, anos olhando mami fazer as coisas na cozinha me fizeram mestre na teoria. Logo, a etapa do banho-maria foi cumprida com louvor! E eu estou me elogiando descaradamente porque agora é que começa o momento de TENSÃO. Aí você diz: tensão? Pra que? Acrescentar o chocolate à gemada? E eu respondo: sim, querido leitor - pra você ver o meu NÍVEL.

Acontece que cometi um erro primário: usei os ovos gelados... não esperei eles ficarem na temperatura ambiente (essa é a minha teoria). Resultado: quando coloquei o chocolate, quente, na gemada, fria, o chocolate endureceu! (feito aquela calda quente que se coloca em sorvete de self service, sabe?) Ainda acrescentei o creme de leite (4.) pra ver se ajudava. Isso tudo na batedeira, porque desmantelo pouco é para os fracos - comigo é na bagaceira mesmo. Foi chocolate pra todo lado.

Como denegrir a minha própria imagem na internet é contra os meus princípios, poupeio-os de uma foto realista da coisa, mas o desespero foi tanto que tive que pedir socorro à tia-pitaqueira, porque nessas horas um pitaco é quase um conforto.

Depois de, por pouco, não jogar tudo fora e aproveitar pelo menos as claras em alguma coisa comestível, eis que a massa foi tomando forma de coisa uniforme e não-empelotada.

(5.) Por fim, as claras em neve, misturando rapidamente na batedeira.
E, tcharam!! Mousse!
Imagem não é nada, fome é tudo!

E, olha, foi a receita mais bonita e gostosa que eu fiz até agora!! Orgulhinho, sabe? =D

PS: a foto nem conseguiu expressar toda a beleza e gostosura, porque a bateria estava acabando e tivemos que tirar rapidinho, mas ficou uma delícia!! E com consistência daquele chocolate Suflair. Adooro!

domingo, 13 de junho de 2010

Sobremesa de Farinha Láctea - uma receita e muitos pitacos

Decidi dar uma folga pros bolos e pro magnífico-caderno-de-receitas-de-Mami e arriscar numa “desconhecida”. Uma atitude ousada, do ponto de vista das minhas cobaias pitaqueiras, que se mostraram bem desconfiadas dos meus dotes, principalmente a personagem que vocês conhecerão hoje: a tia-pitaqueira.

A receita eu encontrei numa revistinha “Ana Maria + Receitas (testadas e aprovadas – importante isso)” que Hugo achou na casa dele:

Doce de Farinha Láctea
Ingredientes:
10 colheres (sopa) de farinha láctea
250 ml de leite
6 colheres (sopa) de açúcar
2 colheres (sopa) de margarina
3 claras
5 colheres (sopa) de achocolatado
1 lata de creme de leite

Modo de preparo:
Deixe o creme de leite no freezer por 20 minutos. Em uma tigela bata a farinha láctea, o leite, 4 colheres de açúcar e a margarina, e misture metade do creme de leite. Divida a massa em duas partes. Coloque uma parte em um refratário. Na segunda parte misture o achocolatado e coloque sobre a primeira camada. Bata as claras em neve com o restante do açúcar e misture a outra metade do creme de leite. Coloque sobre o doce e leve ao freezer até ficar firme. Decore a gosto.

Como eu adoro farinha láctea e, do auge da minha experiência, achei a receita simples de fazer, resolvi apostar - não sem antes consultar aquelas que provam tudo no final. E as reações não foram muito calorosas. Mami não gostou muito da idéia, disse que a receita era estranha etc etc (acho que rolou um ciuminho por eu estar deixando o caderno dela de lado dessa vez...); já minha outra cobaia – a tia-pitaqueira – leu a receita com atenção e disse: "6 colheres de açúcar? Que exageeeeero, pode colocar metade disso que ta bom! Farinha láctea já é doce, chocolate já é doce, com isso tudo de açúcar vai ficar ruim!”

Como a minha experiência na cozinha esta na fase 1 da escala Ofelística acatei que o açúcar era muito, mas sem querer desagradar a revistinha coloquei as 6 colheres, só que bem rasas, elas cheias acho que dava umas 4 e ½...

Tudo certo na execução da coisa toda, coloquei no freezer, no outro dia provei e achei que estava bom!! (êêê!=D) Então veio a conclusão da cobaia pitaqueira, que disse que “faltou um pouquinho de açúcar...” Aiai, só rindo!


E que fique claro: essa imagem não é de revista

Moral da história: Pode fazer a receita do jeitinho que está aí que fica uma delícia – para quem gosta de farinha láctea, claro. Aqui em casa a "desconhecida" cativou todos que provaram.

Aliás, 5 colheres de chocolate é, realmente, um exagero. Eu coloquei 3. Quando for fazer de novo vou colocar 4 – fica a dica.

domingo, 6 de junho de 2010

Biscoito da Copa - Um jogão na cozinha

No futebol é assim: quanto menos jogadores em um time, mais dificuldade ele terá de sair de campo vitorioso. É por isso que a expulsão de um atleta causa tanta confusão e desespero, principalmente quando se está no 0 X 0. Mas o que isso tem a ver com a receita de biscoito que eu fiz? Tudo. Com apenas três elementos para entrar no clássico contra o Não Gostou Futebol Clube (NGFC), até eu tinha minhas dúvidas se iria dar certo.

Sem mais delongas, vamos à nossa escalação.

Ingredientes:

400 g de farinha de trigo
125 g de açúcar
300 g de margarina sem sal ou manteiga

E o esquema tático que será adotado na partida?


Modo de Preparo:
Amassar muito bem todos os ingredientes, enrolar, achatar as bolinhas, coloque em uma forma e asse em fogo moderado até que fiquem douradinhos.



A PARTIDA

Com muito cuidado, coloquei todos os ingredientes em campo, devagar, cada um ciente de sua função, mas logo no primeiro minuto de jogo, percebi um grave erro da minha parte: a margarina (sem sal) entrou em campo fria, gelada, sem aquecer. O que tem a ver? Mande um jogador entrar frio no jogo para ver o que acontece...

A partida começou lenta, os ingredientes se envolviam aos poucos dentro da vasilha plástica, misturavam jogadas e trocavam passes lentos e sob medida. Foi aí que a margarina (sem sal) passou a sentir a pressão, o calor da torcida (das minhas mãos), e começou a fazer corpo mole. Nem atacava, nem defendia, só derretia em campo. O que fazer nessas horas? Exigi mais da companheira farinha, dei aquela reforçada, acrescentei mais uns punhados e misturei mais rápido para que o time do biscoito pudesse ganhar consistência dentro de campo.

Não é que funcionou? Em pouco tempo o jogo ficou massa. Os ingredientes bem ligados e prontos para ir pro forno. A torcida (Nara) deu aquela força, fez uns biscoitos, atirou na bandeija e... falta! Falta, falta. Faltou espaço nas duas bandeijas, então o que fazer?

REFORÇO

Se faltava espaço para tanto biscoito, teríamos ao invés de dois, três tempos de jogo, um para cada bandeija. Assim, nos restava experimentar novas jogadas em busca de gols. Eis que entra em campo o novo elemento surpresa, o jogador revelação, aquele da categoria de base: a goiabada. O técnico e os torcedores ficaram ainda mais apreensivos: será que vai dar certo?

Bem, foram longos minutos até sairem as três fornadas. Quando os primeiros torcedores começaram a provar, vieram os primeiros elogios (gols) e deu aquela confiança que todo treinador tem quando vê vontade no time. "Vamos ganhar". Ciente de que nosso sistema defensivo ainda estava um pouco falho e de que a margarina (sem sal) poderia ter se empenhado mais para que a farinha não fosse tão exigida, o que tornou o jogo um pouco duro, enviamos os biscoitos para os nossos degustadores oficiais.

O RESULTADO


Biscoito X Não Gostou Futebol Clube (NGFC)

Jogando em casa (no caso, na minha) o Biscoito venceu o time do Não Gostou Futebol Clube (NGFC) pelo placar de 6 X 2. Como visitante (na casa de Nara), uma vitória apertada: 3 X 2.

Ou seja, na soma dos resultados o Biscoito foi classificado e vai participar da Copa do Mundo acopanhado de Coca-Cola, Café ou Leite. Isso se (se...) a paciência e a disposição do treinador aqui deixar. Foi cansativo.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bolo de liquidificador - devagar se vai longe...

Depois da minha primeira experiência levada a sério, resolvi que a minha segunda receita deveria ser a mais simples do universo, porque eu limparia minha barra, ficaria satisfeita e poderia partir, sem culpa, para vôos mais arriscados.

Como é linda essa teoria...

A escolhida foi “a menor receita do caderno de Mami”, e dizia assim:


Bolo de Liquidificador

1 xícara de açúcar
2 xícaras de leite
1 xícara de farinha de trigo
4 ovos
1 colher de sopa de margarina
1 pires de coco ralado
1 pitada de sal

Modo de fazer: bater tudo no liquidificar e assar.


Concordam que nada pode ser mais simples que isso? E partindo do princípio de que um dia alguém já fez e deu certo e de que eu não sou assim tão mongolzinha, era fato que ia ser um bolo bom, barato e, principalmente, bo-ni-to – que foi o que eu fiquei devendo.

Meu conceito de bolo bonito inclui características como grande e fofo. Notaram o meu erro? Pois é... a receita não tem fermento, ingrediente fundamental para esse meu conceito de beleza. E eu só me dei conta depois, claro.

Mas então, a receita. Sem mistérios né, gente? Facim, facim. E olha, fica bom viu! Foi o que disseram as minhas cobaias... Mas bonito, bonito... não fica. Fica ligadinho e murchinho, mas pelo menos fica gostoso.


É dos feinhos que elas (as minhas cobaias) gostam mais

sábado, 15 de maio de 2010

Salada Simples (mas para quem tem habilidade com a faca, ok?)


Não costumo fazer muitas coisas sem antes programar, mas essa semana eu voltei faminto da academia e estava afim de comer algo diferente, feito por mim. A opção que encontrei aqui no (ainda) minúsculo “banco de receitas” foi esta simples salada, cujo nome é (simplesmente) Salada Simples.


SALADA SIMPLES

Ingredientes
1 alface americana
2 cenouras raladas
1 beterraba ralada
1 tomate sem pele e sem semente
1 cebola cortada em rodelas ou picada

Molho
1 colher de chá de sal
1 pitada de açúcar
1 colher de sopa de azeite extra virgem de oliva
2 a 3 colheres de vinagre

Nem tão simples assim...

Você notou? A pessoa que escreveu a receita (se é que pode ser chamada de receita) achou tão simples, tão fácil, que sequer colocou o “modo de fazer”. Justo. Realmente, depois que os vegetais estão todos cortadinhos, não tem o que fazer. Mais e... cortar os vegetais? Não tem nada de simples nisso para quem, como eu, não tem.prática nenhuma na cozinha.

Comecei adaptando a receita. Não tinha alface americana aqui, então entrou a crespa mesmo. Também acrescentei umas folhas de couve para dar mais verde e diminui a quantidade de beterraba, pois pense numa coisa irritante é ver o roxo da beterraba desbotando uma salada! Coloquei só a metade do que diz a receita, claro.

Outra coisa que me motivou a evitar a beterraba foi justamente o fato de ter que picá-la com uma faca amoladíssima e perigosa. Pois é, a receita diz “beterraba ralada”, mas quem disse que achei o ralador? Não tenho essa intimidade toda com a cozinha daqui de casa para saber onde mora cada utensílio.

Foi isso que tornou a salada tão complicada: precisei picar meia beterraba e uma cenoura, e foi com esta que quase viro Lula. Perdi as contas de quantas vezes errei o golpe e senti o ventinho da lâmina raspar meus dedos. Alguns passavam tão perto e acertavam a cenoura de maneira tão agressiva, arrancando pedaços, que passei a aceitar a idéia de pedaços grandes dentro da salada. Por que não? Dentes servem pra mastigar, ora? Quem não quiser, come papinha.

Eu não tive nenhum corte! Mas não posso dizer o mesmo das verduras, e o resultado foi esse aí que você acabou de ver na foto. Até que ficou bonito, não? Dá vontade de misturar tudo e começar a comer, mas tenha calma... é preciso fazer o molho! O mooolho, quase esqueço também! E foi ele que mudou toda essa história.

O MOLHO

Também é simples. Ou melhor, é simples para quem não acha a receita tão fácil e tenta inovar. Eu tenho essa mania, sabe? Ver que estar muito simples e deixar meu toque pessoal. O problema é que dessa vez eu decidi fazer isso com o ingrediente errado: o SAL.

Gosto mesmo de sal. Por isso achei que uma colher de chá de sal para duas de vinagre, uma de azeite e uma de açúcar não teria graça nenhuma. Coloquei mais meia colherinha se sal... meia e um quebradinho, eu confesso.

Mexi bem o molho e ficou douradinho, parecendo um quartinho de Pitú Gold. Despejei na salada e senti o cheiro agradável da salada milimetricamente organizada na travessa de vidro. Modéstia à parte, ficou bonito! Chamei minha mãe para provar comigo e fiquei na expectativa.

“Ficou salgada!”, dei logo meu aval. Minha mãe, orgulhosa e me dando altas dicas, disse que não, “estava ótima, almoçaria apenas salada se não tivesse feito outras coisas”.

Mãe é mãe... Cerca de uma hora depois ela disse sem querer: “já tomei tanta água que estou com a barriga doendo!”

Eu assumi a culpa do sal: “Foi a SALada!”


DICA: Deixar tomate sem pele é simples. Mamãe ensinou que só precisa ferver água e jogar em cima ou (se a pressa for muito grande, como no meu caso) espetar com a faca e colocar perto da boca do fogão. A pele começa a virar bolha, e você só precisa esfriar com água fria e facilmente tirá-la com as mãos.